quinta-feira, 23 de março de 2017

QUADRA INVERNOSA Chuvas já começam a livrar cidades do colapso



Muitos locais, porém, ainda estão sofrendo com a escassez d'água ocasionada por 5 anos de estiagem



A cidade de Maranguape está entre as que garantiram aporte graças ao Rio Maranguapinho, que transbordou no início deste mês ( Foto: Cid Barbosa )
00:00 · 23.03.2017 por Alex Pimentel - Colaborador
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Canindé. O sofrimento de milhares de famílias de 22 cidades cearenses afetadas pelo colapso no abastecimento de água está acabando, pelo menos até o início de 2018, conforme relação divulgada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Uma dessas cidades é Canindé, no centro do Estado. A população começou a comemorar desde a última sexta-feira, quando as chuvas dos dias anteriores despejaram um aporte significativo de água no Açude São Mateus, com capacidade de armazenamento de 10,3 milhões de m³, um dos reservatórios que abastecem a sede deste Município.

Esperança

O alivio chegou também para os moradores da comunidade de Cametá, na zona rural. O Açude Esperança, com capacidade para 6 milhões de m³, encheu. "Para quem passou um susto em 2009, quando a parede do reservatório arrombou, oito anos depois, o momento é de festa", comenta o presidente da Associação de Trabalhadores da localidade, Roberto Firmino Tavares.

Na cidade, a população também enfrentou racionamento durante meses e até a falta de água por semanas desde o início do segundo semestre de 2014. O problema só foi minimizado cerca de 10 meses depois, quando a adutora do Açude General Sampaio foi concluída. Distante 65Km de Canindé, General Sampaio é mais uma cidade na lista divulgada pela Cagece. Outros dois municípios da região, Caridade e Itatira, também no Sertão Central, vão da mesma forma ficar aliviados, pelo menos até janeiro do próximo ano. Conforme a relação da Cagece, a maioria das cidades com abastecimento garantido, em média de 20 mil habitantes em cada uma delas, excetuando-se Pacujá, com pouco mais de 5 mil, estão situadas na Zona Norte do Estado. No total são 12. Nessa região, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou chuvas constantes nos meses de fevereiro e março, conforme indicam dados do órgão.

Frequência

Altaneira e Antonina do Norte são as únicas cidades do Sul do Ceará onde também choveu com mais frequência nestes dois meses. Entretanto, em Boa Viagem, uma das cidades mais populosas a enfrentar a crise hídrica, o Açude Vieirão permanece seco. Os moradores continuam sendo abastecidos por carros-pipa e pelo sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), através da captação de água dos poços profundos.

Pelos levantamentos da Cagece, 27 cidades encontram-se em situação de contingência. A maioria situada no Maciço de Baurité, sendo elas Aratuba, Itapiúna, Mulungu, Pacoti e Palmácia. Apuiarés, Araripe, Campos Sales, Catarina, Catunda, Crateús, Fortim, Granjeiro, Hidrolândia, Ibicuitinga, Iracema, Irauçuba, Mombaça, Nova Olinda, Pentecoste, Pereiro, Piquet Carneiro, Potengi, Potiretama, Salitre, São Luiz do Curu e Tamboril completam a relação.

Segundo a Companhia, nesses locais estão sendo realizados o rodízio de abastecimento, a disponibilização de carros-pipa e a busca por novas fontes de captação, como perfuração de poços tubulares e construção de adutoras de montagem rápida. O objetivo é preservar ao máximo os mananciais.

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