terça-feira, 28 de março de 2017

POLÍCIA REGISTRA MAIS UM CASO DE FRAUDE NA OPERAÇÃO CARRO-PIPA NO INTERIOR DO CEARÁ.





Mesmo com todo o rigor da fiscalização do Exército Brasileiro na operação carro-pipa e casos já penalizados, algumas pessoas insistem em tentar fraudar o programa. Em Solonópole, município da região Jaguaribana, o motorista Francisco Eldivan de Araújo Nascimento, 26 anos, foi preso neste final de semana por portar dois aparelhos de GPS dentro do seu carro de passeio. Os equipamentos, na realidade, deveriam estar instalados nos caminhões que fazem a distribuição de água para as comunidades carentes neste período de escassez.
O sargento Baltman e os soldados Bleydson e Fábio, do quartel de Jaguaribe, foram os responsáveis pela prisão. Eles estavam realizando abordagem de rotina na localidade de Valparaíso, e pararam um veículo para verificação de documentos. No banco traseiro eles viram os dois aparelhos de GPS. Francisco Eldivan disse aos policiais que os caminhões estavam quebrados e que estava circulando na zona rural para bater a meta de quilometragem diária.

Eldivan foi levado à Delegacia Regional de Iguatu, onde o delegado Marcos Sandro Nazaré de Lira. Segundo o delegado, os aparelhos eram usados como forma de fraudar o programa administrado pelo Exército Brasileiro, fazendo percursos simulados, como se os caminhões estivessem circulando e realizando coletas e entrega de água potável. De acordo com a polícia, o serviço é pago por quilometragem rodada.
Francisco Eldivan foi autuado por crime de estelionato qualificado e encontra-se recolhido na cadeia de Solonópole à disposição da Justiça. A polícia apreendeu, ainda, dois cartões eletrônicos de credenciamento dos caminhões cadastrados no programa carro-pipa, além dos aparelhos de GPS ligados a uma bateria de moto e duas pastas com planilhas de entregas que serão periciadas.
Este não é o primeiro caso de irregularidade no programa. Em janeiro deste ano dois homens foram presos ao despejar nove mil litros de água em um córrego na Região Metropolitana de Fortaleza, para economizar com os 120 km que deveriam percorrer até Canindé onde a água seria distribuída. No mês seguinte, em fevereiro, outra abordagem pela Polícia Rodoviária Federal prendeu outros dois suspeitos de fraudar a operação. A dupla fazia percursos simulados com os aparelhos de GPS em um carro de passeio. Por se tratar de um programa federal, os casos seguem na Justiça Federal.

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