quarta-feira, 29 de março de 2017

Julgamento vai começar no dia 4



Gilmar Mendes anunciou a decisão antes mesmo de o Ministério Público Eleitoral se manifestar sobre o processo, que deve ser entregue até hoje ( Foto: TSE )
00:00 · 29.03.2017

Brasília. O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou para a próxima terça-feira (4) pela manhã o início do julgamento da ação que pode cassar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. O ministro marcou quatro sessões para o julgamento na próxima semana.

Ele convocou duas sessões extraordinárias (terça pela manhã e quarta à noite), além de reservar as duas sessões semanais da Corte (terça à noite e quinta pela manhã). Gilmar Mendes anunciou o julgamento antes mesmo de o Ministério Público Eleitoral se manifestar sobre o processo, que deve ser entregue até hoje.

Na última segunda (27), o ministro Herman Benjamin, relator da ação no TSE, entregou aos colegas seu relatório final do processo. As defesas de Dilma e Temer entregaram na última sexta (24) as alegações finais.

Estratégia

A equipe do presidente Michel Temer começou a esboçar estratégia jurídica para arrastar o desfecho do caso para o ano que vem, diminuindo as chances de uma decisão desfavorável em ano eleitoral.

Caso seja cassado, a ideia é ingressar com recursos tanto no TSE como no Supremo Tribunal Federal (STF), empurrando uma decisão final para a véspera da sucessão eleitoral.

Nas palavras de um assessor presidencial, com a proximidade de uma campanha eleitoral, "crescerá a pressão sobre o Poder Judiciário para que não casse o presidente", reforçando a tese de aliados do presidente de que sua saída causaria uma nova instabilidade política no País.

Em meio ainda às expectativas de quebra de sigilo de delações premiadas, o presidente Michel Temer fez um desabafo ontem, em reunião com integrantes da base aliada.

O peemedebista disse que tem sofrido pressão em decisões governamentais e reconheceu que não é um presidente nem popular nem populista. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada em dezembro, apenas 10% consideram a gestão federal como ótima ou boa.

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