quinta-feira, 23 de março de 2017

Ceará: 39 cidades dão reajuste a professores


De acordo com levantamento da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), 39 municípios cearenses já concederam o reajuste salarial de 7,64% ou mais aos professores, com base na Lei Nacional do Piso do Magistério.
Destaque para as cidades de Acopiara, Mombaça, Quiterianópoles, Ipaporanga e Flecheirinha, onde a categoria alcançou, mesmo em plena crise econômica e política do país, 8% de crescimento na remuneração.
Nas 39 cidades, o índice de reajuste foi aplicado de forma linear, ou seja, contemplando igualmente educadores com ensino médio, graduação, especialização, mestrado e doutorado.
Do universo que respondeu ao questionário, somente Aurora, Ararendá, Maracanaú e Orós impuseram reajustes inferiores ao indicado pela legislação educacional.
Em Ararendá, aos profissionais do magistério dos níveis graduado e pós-graduação foi imposto um pífio índice de 1% de reposição salarial, enquanto somente 10 educadores sem ensino superior receberam 7,64%.
A cidade de Maracanaú, segundo maior PIB do estado, deu a todos os seus professores, contraditoriamente, 6% de aumento.
Em Aurora foi oferecido 7,64% para professores de nível médio e 6,29% para graduados e pós-graduandos. Por fim, em Orós todos os servidores, incluindo professores, receberam 6,60%.
Greve em Fortaleza
De acordo com a Fetamce, enquanto cidades pequenas avançam neste quesito, estranha o fato de Fortaleza estar com os professores em greve reivindicando o reajuste de 7,64%. A presidente da entidade, Enedina Soares, classifica como “absurdo” que na maior cidade do Ceará, quinta Capital do país, que têm fontes próprias de recursos, não haja cumprimento da Lei do Magistério.
A dirigente reforçou também que os resultados positivos do levantamento podem ajudar os demais sindicatos, que seguem negociando, dentro das atividades da Campanha Salarial Estadual dos Servidores Municipais do Ceará – Resistir e Lutar: Por Municípios mais justos para todos. “Em tempos de recessão financeira, cassa aos direitos no Congresso e no Governo Federal e uma série de retrocessos na sociedade, só a resta a nós trabalhadores e trabalhadoras cada vez mais resistir e lutar. Portanto, ao observar as primeiras conquistas, chegamos à conclusão de que só a mobilização e a união pode garantir nossos direitos, finalizou a sindicalista.

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