quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Greve do INSS tem 95% de adesão no Ceará, diz sindicato

Greve do INSS tem 95% de adesão no Ceará, diz sindicato80% das agências do INSS estão sem funcionar no Ceará, diz sindicato (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)95% das agências do INSS estão sem funcionar no Ceará, diz sindicato (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará seguem com a paralisação e sem previsão para retomar as atividades. Em greve desde o dia 7 de julho, os servidores completam 50 dias sem trabalhar.De acordo com o INSS, das 133 agências em todo o Estado, 46 possuíam atendimento parcial e 17 estavam fechadas até esta terça-feira (25). Segundo a diretora da secretária administrativa e finanças do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho Previdência Social no Estado do Ceará (Sinprece), Carmen Lúcia Marques, a paralisação da atividade ocorre por tempo indeterminado, até uma nova proposta que deve ser divulgada pelo ministro do Planejamento, Sérgio Mendonça. "O governo ficou de fornecer uma nova proposta nesta terça-feira. Vamos esperar que a proposta fique próximo das nossas reivindicações", disse.
Ainda segundo Carmem,  95% das unidades de atendimento estão paralisadas. O Sinprece reforça que pedidos de aposentadorias, salários maternidade, auxílio doença, auxílio reclusão e seguro defeso são afetados com a paralisação.saiba mais
Reivindicações da categoriaAinda de acordo com o Sinprece, as principais reivindicações são por concursos públicos, melhores condições de trabalho e incorporação da gratificação ao vencimento básico no salário. A presidente do Sinprece, Carmen Lúcia Marques, diz que o Governo anunciou mais 800 vagas, mas o número não preenche a defasagem de 15 mil servidores. "Falta perito e assistente social, principalmente no interior do estado e a população tem que andar muito para conseguir atendimento", reforça Marques.A presidente do Sinprece informou também que o salário atual dos servidores é composto por 70% de gratificação e 30% de vencimento básico e que essa situação preocupa a categoria. "Em momento de crise, ficamos inseguros com essa questão salarial, por isso pedimos a incorporação dos 70% no nosso vencimento-base", explica.
População prejudicadaCom a greve, o sindicato diz que cerca de 4.000 a 4.500 segurados ficam sem atendimento só em Fortaleza. No Ceará, os sindicalistas aguardam uma proposta oficial do governo ao comando nacional da greve para definir os rumos da paralisação. Por enquanto, não há previsão para o término da greve.
O INSS mantém atendimento ao público por telefone, onde é possível obter informações sobre a greve em cada cidade. O número é 135.

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