terça-feira, 25 de agosto de 2015

EDITORIAL DA RADIO CIDADE AM



O Valor a Vida...como medir?


No dia 23 de agosto, aniversário de 30 anos da Rádio Cidade, segundo dia ds festejos de Nossa Senhora da Penha, padroeira de Campos Sales, a princípio, momento de festa, alegria, celebração da vida, sob  homenagens direcionadas  à Maria, mãe de todos nós e tendo como mote, a PAZ...de repente, a vida de um jovem de apenas 19 anos, é tirada brutalmente, nas imediações de um parque de diversões, onde, pais, mães e crianças, se divertem celebrando a VIDA...

O que deveria deixar todos estupefatos ...o que deveria ser visto com tristeza e preocupação diante da violência que banaliza o valor da vida...parece ter sido levado apenas como mais um caso de polícia, que a ninguém diz respeito...

Interessante colocar que em determinados momentos, a igreja, através de seus representantes locais, impede que eventos sociais sejam realizados naquele espaço, público, aventando a possibilidade de la ocorrerem fatos negativos para a sociedade, como uso de drogas, prostituição e violência, em decorrência do uso exagerado de bebidas alcoólicas, enfim...

Na noite do dia 23, parece que estas preocupações deixaram de existir...um corpo estendido no chão, sangue manchando o caminhar de quem pelo local passava, rapidamente foi limpo, corpo removido numa rapidez estupenda e a festa continuou...

Daí algumas perguntas que não querem calar:

Será que assim agiram porque o rapaz não era conhecido?

Será que foi assim porque ele não era parte de nenhuma pseuda “família nobre” da cidade?

Será que aconteceu daquela forma porque o julgaram como sendo ele algum delinquente juvenil e portanto, não valia nada a sua existência?

Porque em outros casos o atendimento do Samu é tão lento e não é autorizado a retirar os corpos dos locais onde os sinistros aconteceram sem a presença da Policia Forense, e neste caso, isto pôde ser feito com extrema agilidade e rapidez?

Será, por ser festa de uma instituição tão poderosa, como a igreja católica, diante da sociedade local, a sujeira tinha que ser varrida daquela forma, para debaixo do tapete, com a subserviência de todos?
A polícia ignorou as regras básicas que devem ser seguidas diante de um crime brutal, como o ocorrido, porque?

São vários os questionamentos que fazemos agora, como meio de comunicação de massa que tem a responsabilidade de passar para a sociedade a realidade como ela acontece e seus benefícios ou malefícios oferecidos, diante dos fatos cotidianos,e como formadora de opinião, ser honesta e transparente diante de todos indistintamente...

Difícil acreditar, mas a realidade nos impõe esta verdade...de que vivemos um momento obscuro em relação aos valores que deveríamos ter como base de uma sociedade, senão perfeita, mas menos injusta em todos os seus aspectos, onde o cidadão, independente da sua condição social, religiosa, política, sexual,  na enfim...pudesse ter na VIDA, a sua maior dádiva divina  e por conseguinte seu BEM MAIOR...

Ao comemorar 30 anos de existência, a rádio Cidade, presta sua homenagem a todos que a acompanham ao longo destas três décadas, dedicada sempre ao bem comum, de forma diferente...ao invés de glamour, ostentação  e show pirotécnico, com este chamamento à todos,para refletirmos sobre o que aconteceu, quando uma vida humana, jovem...foi bruta e violentamente interrompida, mas que em nome sabemos la do que, não passou de apenas mais um caso de polícia, e que não conseguiu sensibilizar nem de longe, aos responsáveis pela festa “santa”, realizada em nome de Deus, justo Ele que veio a nós para propagar e valorizar a VIDA, como bem maior da humanidade...perdão Pai, eles não sabem o que fazem! É o que nos resta dizer, parafraseando, Ele no momento em que dava a sua vida, pela nossa vida...


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