segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Rebelião em penitenciária no Amazonas termina com mais de 60 mortes


De acordo com a Secretaria de Segurança do Amazonas, seis corpos foram jogados para fora do presídio sem as cabeças
   
10:24 · 02.01.2017 / atualizado às 14:39
Penitenciária Amazonas
O motim se iniciou na tarde deste domingo (1º) e foi causado por uma briga entre facções ( Divulgação/SEAP )
Uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, na BR 174, em Manaus, no Amazonas, chegou ao fim após mais de 17 horas de confronto. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas afirmou que pelo menos 60 pessoas morreram no motim.
>Após massacre, ministro da Justiça embarca para ManausO presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil do Amazonas (OAB-AM), Epitácio Almeida, disse que os detentos liberaram os reféns que ainda estavam no local. Eles entregaram as armas e se renderam às 8h40, horário de Manaus.
O motim se iniciou na tarde deste domingo (1º) e foi causado, de acordo com Marluce da Costa Souza, da Pastoral Carcerária do Estado, por uma briga entre as facções Família do Norte e PCC. Houve fuga de detentos, mas o número ainda não foi divulgado.
De acordo com a SSP-AM, corpos de seis pessoas foram jogados para fora do presídio, sem as cabeças. Os cadáveres ainda não foram identificados.
Os presos ainda mantiveram 12 agentes carcerários de uma empresa privada como reféns, além de outros 74 presos, que foram liberados na manhã desta segunda-feira (2), sem ferimentos. Os outros funcionários conseguiram escapar do motim. Não há informações de quantos detentos ficaram feridos.
O Ministério da Justiça e Cidadania informou que o ministro Alexandre de Moraes manteve durante todo o tempo contato com o governador do Amazonas, José Melo de Oliveira durante a rebelião. O governador disse ainda que utilizará os R$ 44,7 milhões de repasse que o Fundo Penitenciário do Amazonas recebeu do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), na última quinta-feira (29), para colocar a unidade de pé.
Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o presídio contava em outubro do ano passado com um deficit de 131 vagas -a unidade tem capacidade para 454 homens, mas abrigava 585 presos.

A SSP também informou que os líderes das facções que atuam no presídio não fizeram exigências. O massacre é tratado apenas como uma guerra entre os grupos criminosos.

De acordo com as investigações, a rebelião foi comandada pela Família do Norte.

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