segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Eunício, filho de Lavras da Mangabeira, a um passo do protagonismo na política nacional


29 de janeiro de 2017




O senador Eunício Oliveira (PMDB) está a um passo do protagonismo na política nacional. Filho do Município de Lavras da Mangabeira, na Região do Cariri, eleito senador em 2010 com 2.688.833 votos – a maior votação da história do Ceará, Eunício caminha para, na próxima quarta-feira, ser eleito o novo presidente do Senado Federal.

A agenda do cearense terá desafios e grandes missões: reconstruir o pacto federativo e fortalecer a democracia brasileira. O filho de Seu Otoni Lopes de Oliveira e Dona Discinelha Lopes de Oliveira pode se tornar o segundo cearense, nos últimos 25 anos, a presidir o Senado Federal.

A trajetória de vida tem um histórico de quem saiu de um pequeno município no Interior do Ceará, enfrentando dificuldades típicas de quem viveu no campo. A infância foi marcada pelo trabalho na roça – uma árdua tarefa ainda criança para ajudar no sustento de casa, como relatam amigos e familiares. Sofreu na pele as dificuldades da vida no campo, os graves efeitos ocasionados pela seca e falta que um olhar cuidadoso por parte do poder público pode fazer.

O sonho por dias melhores para sua família levou o garoto de apenas 12 anos a migrar para a capital, Fortaleza. Rapidamente, ingressou no movimento estudantil e se tornou presidente da Casa do Estudante, já no segundo ano como morador da instituição.

Entrou no mundo do trabalho como auxiliar de estoque em uma fábrica de biscoitos, em Fortaleza. Pela capacidade e espírito de liderança, rapidamente chegou ao cargo de gerente. Observou as oportunidades do mercado e começou a investir na própria carreira como empresário. Se filiou ao então Movimento Democrático Brasileiro, que veio a se tornar Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), para lutar pela restauração da democracia no Brasil.

Formado em Administração de Empresas e em Ciências Políticas, obteve uma carreira de sucesso no mundo empresarial, até que, em 1998, decidiu entrar de vez na vida pública, tornando-se presidente do PMDB no Ceará. Elegeu-se deputado federal por três eleições consecutivas, com recorde histórico de votos em 1998, 2002 e 2006.

Vocacionado para a liderança, destacou-se como um dos políticos mais influentes da Câmara dos Deputados em 2004 assumiu o cargo de Ministro das Comunicações, promovendo mudanças que aproximaram a população brasileira aos modernos recursos das telecomunicações. O principal deles é o programa de inclusão digital, o maior e mais abrangente da América Latina.

Como deputado Federal, Eunício assumiu também funções legislativas atuando em postos chave no congresso Nacional, como em diversas Comissões Especiais, e também no PMDB em âmbito nacional. Coordenou os trabalhos para aprovação da lei que permitiu a renegociação das dívidas dos trabalhadores rurais atingidos pela seca, que acabou ganhando o nome de Lei Eunício Oliveira, que já beneficiou cerca de 2,8 milhões de agricultores do Nordeste.

No Senado Federal, chegou assumindo postos relevantes para o país, como na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, Comissão de Assuntos Econômicos, Comissão de Assuntos Sociais e Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência.

A atuação de Eunício em defesa do Ceará também é destacada pela constante intercessão junto aos órgãos competentes do Governo Federal. Tem assumido posição de destaque na proteção aos agricultores e pecuaristas, na defesa da internet de banda larga fixa sem limite para dados para os consumidores, na garantia da segurança hídrica para o semiárido e na reforma política que contemple os desafios da democracia brasileira.

O nome do senador cearense é praticamente consenso entre as bancadas para se tornar o próximo presidente no Senado Federal, na eleição que acontece na próxima quarta-feira, 1º de fevereiro. Eunício destaca que a sua missão será a de zelar por uma concreta relação de independência e harmonia entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, reconstruir o pacto entre os entes federativos e estabelecer pautas que mantenham o Brasil na rota do desenvolvimento econômico com justiça social.

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