terça-feira, 1 de setembro de 2015

TSE aponta 15 'inconsistências' nas contas da campanha de Aécio Neves

TSE aponta 15 'inconsistências' nas contas da campanha de Aécio Neves

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responsáveis por analisar contas de campanha apontaram 15 "inconsistências" em informações sobre receitas, despesas e transferências na prestação de contas entregue no ano passado pelo candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, derrotado no segundo turno pela candidata do PT, a atual presidente, Dilma Rousseff.

A prestação de contas do tucano ainda está sendo analisada pela relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, e não tem data para ser julgada pela Corte. Uma eventual rejeição das contas ou aprovação com ressalvas não interfere no mandato de senador de Aécio e leva, no máximo, à aplicação de multa.

No último dia 14 de agosto, a ministra intimou Aécio Neves a esclarecer uma série de omissões e divergências nas contas.

Nesta segunda-feira (31), em Belo Horizonte, o senador afirmou que os problemas apontados são "coisas eminentemente formais".

"Não há nenhuma denúncia – diferentemente do que ocorre em relação às contas da presidente da República – de utilização de empresas fantasmas, de pagamentos indevidos, sem a correspondente prestação dos serviços", disse Aécio Neves.

"Os advogados já, imediatamente, comunicaram as correções, com as justificativas ao Tribunal Eleitoral. Não há nenhuma investigação em relação a conta do PSDB", declarou.

A assessoria do senador afirmou que as “inconsistências” não configuram irregularidades e que todas as receitas e despesas estão identificadas. De acordo com a assessoria, houve “desencontros de informação” porque as transações são realizadas a partir de três contas diferentes, uma em nome do candidato, outra do comitê financeiro e uma terceira do partido.

Em alguns casos, segundo a assessoria, prestadores de serviços informaram ao TSE terem realizado serviços diretamente para o candidato, mas o fizeram para empresas contratadas pela campanha. Em outras situações, repasses feitos a diretórios estaduais só puderam ser registrados posteriormente porque o valor foi gasto depois, também conforme a assessoria.

G1

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