terça-feira, 22 de setembro de 2015

Devido aos cortes no Orçamento, concurso da Polícia Federal para delegado e perito deve ser postergado. (Foto: Reprodução/Internet)
Quem pretende ingressar no quadro de servidores da Polícia Federal (PF) deverá ter um pouco mais de paciência. Acontece que com a suspensão de novos concursos para o próximo ano, anunciada pelo Governo Federal no último dia 14 de setembro, a seleção anunciada para o preenchimento de 558 vagas para os cargos de delegado e perito deverá ser adiada, segundo responsáveis pelo setor de recursos humanos do órgão.

Embora a PF não necessite mais de autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para realizar seus concursos, conforme decreto 8.326, publicado pela presidente Dilma Rousseff em 10 de outubro de 2014, o decreto determina que o órgão encaminhe um documento ao Ministério, no sentido de consultar as condições orçamentárias.

A PF já havia realizado este procedimento e aguardava um parecer do MPOG sobre as condições financeiras para as contratações. Com a suspensão de concursos não autorizados, os responsáveis pelo RH acreditam que a liberação somente deverá ocorrer após a contenção de gastos, agora sem data prevista.

De qualquer forma, a necessidade de pessoal existe e o concurso continua em pauta, embora tenda a atrasar, uma vez que o decreto 8.326 determina que seja realizado concurso para as carreiras da PF assim que constatada a necessidade de pelo menos 5% do total de servidores.

Próxima seleção
A previsão é de 491 vagas para delegado e 67 para perito. Para concorrer a perito é necessário possuir curso de nível superior em áreas específicas e para delegado, superior em direito, com pelo menos três anos de atividade jurídica ou policial, comprovados na data da posse. As remunerações iniciais para estas carreiras são de R$ 16.830,85, com jornada de 40 horas semanais.


Sindicatos de diversas categorias, incluindo a PF, emitiram uma nota rejeitando o pacote de medidas do governo. "Ao colocar a conta do desgoverno e do desgoverno e do desequilíbrio das contas públicas sobre os ombros do conjunto dos servidores públicos, o governo federal se exime de fazer a sua parte no ajuste fiscal", diz a nota.

No último concurso da Polícia Federal para estes cargos, o preenchimento das vagas ocorreu prioritariamente nos postos de fronteira e nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia e Roraima, permitindo a remoção de servidores que já atuam nestas localidades. Obedecida estas condições, o preenchimento pode ser feito em todos os estados, de acordo com as necessidades. As provas costumam ser aplicadas em todas as capitais e no Distrito Federal, exceto o exame oral, que ocorre somente em Brasília (DF).

Seleção anterior
Para os dois cargos, o órgão lançou, em 2012, edital de concurso público. Na ocasião, a banca organizadora foi o Cespe/UnB.

Para perito, o concurso da PF contou com provas objetivas e discursiva, testes de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica e análise de títulos.

No caso de delegado, o Cespe/UnB formulou provas objetiva e discursiva, exames de aptidão física, exame médico, avaliação psicológica, análise de títulos e prova oral.

Na época, foram registrados mais de 80.000 inscritos. Para perito foram 35.800 candidatos para a oferta de 100 vagas e para delegado, 46.633 participantes para 150 oportunidades.

Fonte: Diário do Nordeste

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