quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dilma se beneficiou eleitoralmente com 'pedaladas fiscais', diz procurador


Julio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público no TCU (Tribunal de Contas da União), afirmou que Dilma Rousseff se beneficiou eleitoralmente das irregularidades nos gastos públicos identificadas pelo órgão no ano passado. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, ele fez a revelação enquanto prestava depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para explicar o motivo de ter pedido explicações ao governo sobre os atos e não ter aprovado as contas de gestão da presidente em 2014. 

O procurador disse que o "governo deixou livre para execução despesas não obrigatórias, que teria que cortar [devido à queda na arrecadação]. 

O que ocorre em 2014 é que o governo federal aumenta programas não obrigatórios que têm forte impacto eleitoral". Ainda de acordo com o jornal, Oliveira também citou que os gastos do Fies, programa de bolsas para universitários, aumentaram de R$ 5 bilhões para R$ 12 bilhões. Segundo ele, isso só foi possível por causa das irregularidades apontadas, as chamadas "pedaladas fiscais". 

Ele lembrou que o governo já sabia desde o início do ano que não possuía recursos para os programas. Ainda, só depois de terminado o período eleitoral que fez cortes de despesas. "Até agosto, o governo não se comportou de maneira coerente com a realidade. Viveu uma fantasia. Após a eleição, veio a realidade", disse Oliveira.

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