quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Caixa quer cortar 10 mil servidores; 300 apenas no Ceará

Caixa quer cortar 10 mil servidores; 300 apenas no Ceará

Caixa quer cortar 10 mil servidores; 300 apenas no Ceará
15h21 - 07.02.2017

A Caixa Econômica Federal começa hoje (7) o Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode resultar na saída de até 10 mil empregados do banco. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, diz que a saída desses trabalhadores não atrapalhará o esperado saque de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ele reconhece, porém, que há preocupação sobre o tema e o banco estuda medidas como abrir aos sábados e domingos para os saques dos trabalhadores. No Estado, segundo o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB), Marcos Saraiva, devem ser afastados em torno de 300 funcionários.
Para ele, o PDV vai afetar o serviço aos clientes. "Hoje dentro da Caixa o atendimento é sufocado. Com o programa, vai ficar mais fragilizado o serviço". Além disso, de acordo com Saraiva, os funcionários enfrentam atualmente excesso de trabalho. Com o Plano de Demissão, os servidores deverão arcar com mais horas de serviço.
Saraiva ainda diz que a estimativa é de redução no número de agências no Estado. "Matematicamente, isso poderá diminuir o número de unidades aqui".
Ele reitera que o sindicato continua firme na defesa de manutenção dos postos de trabalho. "Esse mesmo número deveria ser reposto através de concurso público". Ele informa que nos últimos dois anos cerca de cinco mil pessoas já foram afastadas da Caixa. Só aqui no Ceará foram em torno de 200 empregados. A economia anual prevista com o PDV em 2018 é de R$ 1,8 bilhão, segundo a Caixa.
Atendimento
Questionado se o programa de demissão não atrapalhará o saque dos recursos do FGTS, Occhi disse que o banco "terá condições" de atendimento tanto para o empregado do banco quanto para o trabalhador que irá às agências em busca dos saques.
"Claro que há preocupação. Nós estamos falando de 30 milhões de brasileiros que podem ir ao banco", disse, ao comentar que, entre as medidas em estudo, as agências deverão abrir aos sábados e domingos. "Provavelmente devemos fazer tudo isso. Estamos estudando", disse.
Para conseguir abrir agências aos fins de semana, o banco precisa de autorização na delegacia do trabalho e acertar entendimento com os sindicatos. "Tem o ônus de ter esse gasto adicional, mas o que estamos preocupados é dar melhor atendimento", disse Occhi.
Correios e BB
A Caixa Econômica amplia a lista de entidades públicas que anunciaram PDV, a exemplo dos Correios e do Banco do Brasil (BB). No último dia 3, os Correios informaram que já tinham adesão de duas mil pessoas nos primeiros 15 dias do PDV.
A estatal espera a adesão de 8,2 mil empregados e prevê economia anual entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão.
Já o Banco do Brasil lançou, no ano passado, o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (Peai). O público potencial que poderia aderir ao programa era de 18 mil pessoas.
Com essa adesão, o banco terá despesas com pagamento de incentivos em 2016 de R$ 1,4 bilhão. Entretanto, em 2017 a estimativa é de redução de despesas com pessoal no valor de R$ 2,3 bilhões.
Em novembro de 2016, o BB anunciou uma reestruturação, como fechamento de agências, ampliação do atendimento digital, redução de jornada de trabalho e o Peai. Por meio do plano, a instituição financeira concedeu incentivo de desligamento correspondente ao valor de 12 salários, além de indenização pelo tempo de serviço, que varia de um a três salários.               (Diário do Nordeste)

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