terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Matadouros públicos interditados nas regiões do Cariri e Inhamuns


by amaury alencar


Matadouros públicos interditados no Cariri e Inhamuns.
A interdição dos matadouros fez com que, em alguns casos, a matança passasse a ser feita "na moita"




A obra do abatedouro regional de Campos, no sítio Caldeirão, a 3 km do Centro, não foi concluída e está abandonada há mais de dez anos ( FOTO: AMAURY ALENCAR )
dois municípios estão com matadouros públicos interditados por determinação do Ministério Público Estadual e da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace): Araripe, e Saboeiro. O fechamento das unidades decorre da falta de estrutura adequada de abate dos animais e de higiene. A medida tem por objetivo preservar a segurança alimentar da população.
A interdição dos matadouros nos quatro municípios trouxe dificuldades para os criadores e em alguns casos a matança passou a ser feita "na moita", isto é, sem fiscalização ou controle algum de higiene e de sanidade animal. As medidas administrativas demonstram mais uma vez um problema que é recorrente nas pequenas cidades do Interior: a falta de condições adequadas de funcionamento das unidades de abate.
Os projetos de regionalização e de formação de consórcios entre os municípios não avançaram nos últimos anos. Resultado: o problema persiste em muitas cidades. Em Campos Sales, há cerca de dez anos, começou a construção de um matadouro regional. A obra que foi iniciada na gestão do então governador Lúcio Alcântara, ficou ficou inacabada. Apenas paredes foram levantadas e a cobertura foi instalada.

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O fisioterapeuta Jenilton Costa lamentou que a obra do abatedouro regional de Campos, no sítio Caldeirão, a 3 km do Centro, não tenha sido concluída e esteja abandonada há mais de dez anos. "Se tivesse sido construído estaria atendendo outros municípios da região com abate de qualidade. Solicitamos esclarecimentos ao Tribunal de Contas dos Municípios, ao Tribunal de Contas do Estado e ao próprio governo do Estado sobre o porquê da paralisação dessa obra. Há informações de que foram investidos R$ 550 mil na construção que ficou pela metade".

Em Saboeiro, o prédio do matadouro publico que fica a margem de um campo de futebol, se encontra fechado sem nenhuma utilidade para a população, ocasionando um grande prejuízo aos moradores, que relatam estarem comendo uma carne de origem duvidosa há um bom tempo por não ter um local apropriado para a matança dos animais.

O agricultor Francisco Dionisio de Sousa, denuncia que desde o ano passado que a população de Saboeiro, está consumindo carne de moita nos vamos comprar a carne no mercado publico ou nos frigorificos e não sabemos qual é a sua origem e nem onde matam esses animais, e com isso a nossa saúde pode até esta comprometida porque não sabemos se esses animais tem alguma espécie de doença eles matam para nos vender, eu não sei se nem se temos vigilância sanitária porque não vemos nenhuma espécie de fiscalização ser feita, as coisas aqui correm ao leu assegurou o agricultor.

Dionisio, afirmou que seria ideal que o ministério publico se manifeste porque o que está em jogo aqui é a nossa saúde, e como está sendo morto esses animais na moita até para transportar essa carne não se tem um carro adequado, a carne as vezes chega em carrocerias de caminhonetes expostas a sol e a chuva sem nenhuma higiene, acho isso um desrespeito estão pondo a nossa saúde em risco brincam com a nossa sensibilidade, ressaltou ele revoltado.

O vendedor ambulante Pedro Morais de Oliveira, residente no município de Araripe, denuncia que há mais de três anos o município, não conta um matadouro publico , o que temos é um prédio velho e fechado pelo ministério publico, que interditou por não ter condições de funcionamento, depois que isso aconteceu nos estamos aqui na cidade, consumindo carne de moita não sabemos onde esses animais estão sendo abatidos, e nem como eles após o abate estão sendo transportados para ser comercializado, a nossa saúde está comprometida e o pior é que não vemos nenhuma atuação da vigilância Sanitária, quanto para poder coibir as ações de magarefes que vivem matando eses animais em locais inadequados, afirmou ele em tom de muita indignação.









( Amaury Alencar)

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