terça-feira, 8 de dezembro de 2015

País tem que 'superar' impeachment

CAMILO SANTANA

O chefe do Executivo cearense iria ontem para Madri, mas adiou a ida devido à reunião, hoje, em Brasília
   
Hoje, Camilo Santana almoça com governadores do Nordeste e depois os gestores se reúnem, no Palácio do Planalto, com a presidente Dilma ( FOTO: HELENE SANTOS )
O governador do Ceará, Camilo Santana, adiou a viagem a Madri, na Espanha, para participar de reunião, hoje, com governadores e a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, sobre o processo de impeachment contra a chefe do Executivo federal. O gestor iria ontem a Madri para o evento Investir no Ceará, mas, por conta do encontro na capital federal, ele só viaja hoje à Espanha.
Camilo Santana defendeu ser necessário "superar" a pauta do impeachment, justificando que a crise política que se instalou em Brasília tem afetado a economia nos estados. A declaração do governador foi feita após cerimônia de posse da nova defensora pública geral do Estado, Mariana Lobo, ex-secretária da Justiça do Ceará, já no início da noite de ontem.
Hoje, Camilo Santana almoça com os governadores do Nordeste e depois os gestores se reúnem à tarde, no Palácio do Planalto, com a presidente Dilma Rousseff. No fim da noite, Camilo segue para Madri, acompanhado do assessor para Assuntos Internacionais, o deputado federal licenciado Antonio Balhmann, e a secretária executiva de Relações Internacionais, Janaína Carla Farias.
"Nós vamos almoçar com os governadores do Nordeste para discutir o momento da política hoje no Brasil. Eu acho que isso precisa ser resolvido o mais rápido possível, porque isso está travando o Brasil, que já está numa situação delicada por conta de todo esse processo político desse ano todo", avaliou, citando a retração dos empregos como uma consequência direta do desajuste político em Brasília.
Instabilidade"Vamos agora sentar amanhã para pensar um pouco nesse momento do Brasil e na necessidade de a gente superar essa instabilidade, porque isso está afetando fortemente a economia brasileira, o trabalhador e a trabalhadora. É o emprego que nós estamos perdendo", ressaltou. "Depois de 13 anos, vamos ter desemprego; saldo negativo de emprego no Ceará e em boa parte do Nordeste; retração da economia; redução da arrecadação dos estados, que impossibilita novos investimentos e a prestação de serviços à população. Tudo isso afeta de forma muito clara a população", complementa.
O governador cearense alega que já conversou, na semana passada, com os gestores estaduais do Nordeste, mas não discutiu a pauta do impeachment no último fim de semana. "Fiquei apenas com minhas filhas", justifica. Ele acrescenta que, após se encontrar, hoje, com os governadores, vai reunir a bancada de deputados federais do Ceará para discutir estratégias de fortalecimento de apoios à Presidência da República no atual contexto.
"Vamos primeiro fazer essa reunião com os governadores, mas é claro que eu pretendo, de acordo com o andamento das coisas, conversar com todos. Lançamos uma nota, conversamos publicamente sobre isso, eu mesma fiz um pronunciamento pessoal", relatou o petista, ratificando que espera que o assunto seja encerrado em Brasília ainda neste ano legislativo em vez de ser jogado para 2016, como defende parte da oposição na tentativa de desgastar ainda mais o Governo Federal.
Um dia após o presidente da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter acatado o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, governadores do Nordeste assinaram nota saindo em defesa do mandato da presidente da República. A estratégia é que os chefes do Poder Executivo possam dialogar com as bancadas parlamentares no Congresso para arregimentar apoio ao Governo.
Camilo Santana também alegou que na reunião com a presidente Dilma, hoje, deve ser abordada a epidemia de casos de microcefalia no Brasil. "Estamos sugerindo que haja mobilização nacional, por meio do Ministério da Saúde, e a presidente está chamando os governadores para tratar desse assunto", disse.
PosseDurante o discurso de posse, ontem, a defensora pública geral do Estado, Mariana Lobo, agradeceu ao diálogo do Governo do Estado e do Legislativo estadual, mas cobrou dos dois poderes o cumprimento de pautas históricas da categoria, como a ampliação da Defensoria Pública no Interior do Estado. Hoje, mais de 100 municípios não têm acesso direto ao órgão. Ela apontou que apenas cerca de 8% dos recursos destinados ao Poder Judiciário são direcionados à Defensoria.
"Quem está acessando o sistema e o poder Judiciário cearense? Como fazê-lo mais democrático? É urgente, pois, equilibrar a balança da Justiça. E é possível", defendeu Mariana Lobo, lembrando da urgência em cumprir o que manda a emenda constitucional 80, aprovada no ano passado, que garante que haja representação da Defensoria Pública, no prazo de oito anos, em todas as comarcas do País.
CobrançasAlém da posse da defensora pública geral do Estado, foram anunciados os nomes dos demais integrantes da nova gestão. O sub-defensor geral do Ceará será Leonardo Araújo de Moura e a secretária executiva é a defensora Elisabeth Chagas.
A presidente da Associação dos Defensores Públicos do Ceará (Adpec), Sandra Moura de Sá, usou seu discurso para cobrar do Governo do Estado a convocação dos defensores públicos que passaram no último concurso. No início de sua fala, ela confundiu o nome do governador Camilo Santana com o do ex-governador Cid Gomes, mas logo retificou a informação.
Dentre as autoridades presentes na cerimônias, estavam os deputados estaduais Ivo Gomes (PROS), Sérgio Aguiar (PROS), Renato Roseno (PSOL), Walter Cavalcante (PMDB) e Zezinho Albuquerque (PROS), secretários de Estado e o chefe no Ministério Público Estadual no Ceará, Ricardo Machado.

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