quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

73,9% dos alunos têm resultado desejável na alfabetização




DESEMPENHO POSITIVO


O Estado do Ceará alcançou o nível de proficiência de 185,6, quando o desejável é acima de 150

 por Karine Zaranza - Repórter
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Em 2007, a cada 100 alunos do 2º ano do Ensino Fundamental do Estado, apenas 30 possuíam nível de alfabetização desejável. Dez anos depois, em 2016, o retrato é outro. De cada cem, 73,9 chegaram a este nível. Esse crescimento de 43,9 pontos percentuais no desempenho dos alunos no levantamento realizado pelo Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica- Alfa (Spaece- Alfa) é fruto, segundo o governador Camilo Santana e o secretário da Educação do Estado Idilvan Alencar, do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic). O Sistema de Avaliação estadual aponta ainda que o desempenho positivo é crescente.

"Alcançamos o nível de proficiência de 185,6, quando o desejável é acima de 150. Outro dado que destaco é que o nível de alfabetização continua a crescer, o que é muito difícil", justifica o titular da Secretaria de Educação do Ceará (Seduc). Houve, consequentemente, redução gradativa nos padrões de crianças não alfabetizadas no Estado, visto que, em 2016, 0,9% dos estudantes finalizaram o ano não alfabetizado, enquanto, em 2007, o registro era de 32,8%.

Com investimento de R$ 60 milhões por ano, o Paic é um dos programas exitosos do Governo, na avaliação de Camilo Santana. Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Adriana Limaverde, o programa de alfabetização cearense que se tornou referência para o nacional teve impacto na melhora dos índices de alfabetização por oferecer concretamente o caminho para uma nova forma de ensinar a ler e escrever.

"Foi criada uma proposta de alfabetização que oferecia aos professores materiais estruturados para alfabetizar as crianças. Os professores entraram em contato como essa nova forma de fazer o trabalho e de como colocar em prática toda essa pesquisa que até então se discutia. O Paic veio para preencher essa lacuna", pondera a professora, que também faz críticas. Ela alerta que é preciso oferecer ao professor a possibilidade de extravasar o conteúdo e de estar sempre alerta, porque a avaliação deve ser constante.

Durante a apresentação dos resultados, que envolveu 310 mil alunos de mais de 4.500 escolas públicas, também foram apresentados os dados relativos ao 5º e ao 9º ano, contemplando as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

Para a proficiência em Português, os dados foram positivos. O desempenho dos jovens do 5º ano no nível adequado subiu para 39%, enquanto, em 2008, o percentual era de 6,8%. No 9º ano, em 2012, eram 8,6%. Em 2016, subiu para 14,6%.

Em Matemática, o Estado reconhece que ainda é preciso mais esforço. Apesar de os alunos do 9º ano terem apresentado melhora, passando de 5,9% os que estavam no nível adequado, em 2015, para 7,1% em 2016, os alunos do 5º ano apresentaram o único resultado decrescente. Eram 32,1%, em 2015, os que estavam em condições adequadas. E no ano passado, o número caiu para 29,6.

O secretário da Educação ressalta que, ao antecipar o anúncio dos resultados, há maior tempo para se trabalhar as deficiências. Relatou ainda que a estratégia para superar a dificuldade será aumentar a carga horária de formação de professor na matéria, reforçar o material didático do professor e o acompanhamento com intervenções pedagógicas.

Tempo integral

O governador também apontou a ampliação de escolas estaduais de tempo integral como outro importante fator para a melhora dos índices. "Temos hoje 25% das escolas de tempo integral. Queremos terminar nosso governos com 50%. É um desafio, mas estamos trabalhando em parceria com fundações para ter como aumentar esses números. O estado oferece muito incentivo fiscais a empresas. O que queremos é um retorno financeiro para as escolas de tempo integral", explica Camilo.

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