CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Camilo reconhece que número de homicídios no Ceará está descontrolado




De janeiro a outubro, segundo o homicidômetro do Ceará News 7, já são 4.188 assassinatos





31/10/2017 query_builder 13:43




Ogovernador do Ceará, Camilo Santana (PT), reconheceu, em seu bate-papo com a população no Facebook nesta terça-feira (30), que o número de homicídios no Ceará está fora de controle.

De janeiro a outubro, segundo o homicidômetro do Ceará News 7, já são 4.188 assassinatos. Ele atribuiu a carnificina à guerra entre facções criminosas.

Nos dois primeiros anos de seu governo, Camilo conseguiu diminuir esse número: em 2015, foram 4.019 mortes; em 2016, 3.407. Cid Gomes entregou o Estado para Santana com 4.439 homicídios.

Em tempo

Em diferentes momentos da conversa de Camilo, os internautas cobravam ações efetivas na Segurança Pública. Hoje à tarde, o governador deve ter uma conversa séria com o secretário André Costa.

Veja a fala do governador

Polícia Rodoviária Federal realiza Operação Finados 2017 nesta quarta-feira




Serão priorizadas ações preventivas para a redução da violência no trânsito e de acidentes relacionados à alcoolemia ao volante e excesso de velocidade






31/10/2017 query_builder 13:06




APolícia Rodoviária Federal (PRF) inicia, nesta quarta-feira (1º/11), a Operação Finados 2017. A ação, que vai até o domingo (5/11), acontece em função do feriado de Finados ocorrer numa quinta-feira, bem próximo ao final de semana, favorecendo o aumento do fluxo de veículos e passageiros nas rodovias federais. Além disso, alguns cemitérios são localizados às margens de BRs, sendo necessário o aumento do policiamento ostensivo preventivo com o objetivo de garantir a segurança e a fluidez do trânsito.

Durante a operação, serão priorizadas ações preventivas para a redução da violência no trânsito e de acidentes relacionados à alcoolemia ao volante, ao excesso de velocidade, às ultrapassagens indevidas e envolvendo motocicletas ou ciclomotores. Além da fiscalização ostensiva em locais e horários de maior incidência de acidentes, de acordo com dados estatísticos da PRF, também serão realizadas abordagens educativas nas rodovias federais, buscando sensibilizar os cidadãos de seus papéis na construção de um trânsito mais seguro.

Fiscalização intensa no Dia de Finados

Quinta-feira (2/11), a PRF intensificará a fiscalização na BR-020 (Anel Viário), nas proximidades dos cemitérios Jardim Metropolitano (km 03) e Parque da Saudade (km 21), tendo em vista que estão ocorrendo obras na rodovia. Diante desta situação, há o acúmulo de veículos no trecho e, muitos condutores estacionam em locais proibidos, transitam pelos acostamentos, cometem ultrapassagens indevidas, complicando ainda mais o trânsito nas proximidades dos cemitérios.

Portanto, uma fiscalização rigorosa com o objetivo de coibir condutas que tragam riscos aos usuários das rodovias, bem como para garantir a fluidez do trânsito e a segurança de pedestres nos locais será realizada. Policiais em motocicletas e viaturas serão estrategicamente posicionados com o objetivo de diminuir a violência no trânsito e resguardar a vida dos cidadãos.

Solicita-se que as pessoas que homenagearão seus entes queridos evitem comprar objetos às margens da rodovia, pois esta prática gera transtornos ao trânsito, tendo em vista que muitos condutores param seus veículos na pista de rolamento a fim de comprar objetos de vendedores ambulantes, cometendo assim, mais uma infração (Parar veículo na pista de rolamento das rodovias).

Comando de abertura

Para marcar o início da Operação, a PRF realizará quarta-feira, 01, de 09h às 11h, um comando de abertura no km 19 da BR-116 (Unidade Operacional da PRF – Itaitinga).

Ceará quer ser livre de aftosa sem vacinação em 2020





Deverão ser imunizados apenas os animais de até 24 meses, mas os criadores precisam declarar a quantidade total do rebanho ( Foto: Natinho Rodrigues )
00:00 · 01.11.2017 por Honório Barbosa - Colaborador

Iguatu. No próximo dia 3 começa a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, no Ceará. A novidade é que deverão ser imunizados apenas os animais de até 24 meses, mas os criadores precisam declarar a quantidade total do rebanho para atualização cadastral. A coordenação estadual anunciou a expectativa de que em 2020 o Estado seja considerado livre da doença sem vacinação.

O esforço do governo do Ceará é antecipar em dois anos a obtenção de status de retirada total da vacinação contra a febre aftosa, ou seja a imunização do rebanho de bovinos e bubalinos seria realizada até novembro de 2020. Recentemente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) iniciou os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023.

"Estamos confiantes e acreditamos que o Ceará poderá alcançar esse posicionamento dois anos antes", observou o coordenador estadual da campanha de erradicação da febre aftosa e gerente de sanidade animal da Agência de Defesa Agropecuária (Adagri), Joaquim Sampaio. "Vai depender da adesão dos criadores para que o Estado continue alcançando a meta ".

A partir do próximo dia 3, a Adagri e a Ematerce por meio de seus escritórios regionais e municipais começam a divulgar a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. "Com certeza vamos alcançar novamente a meta de imunizar 90% do rebanho e com a novidade de que serão apenas os animais com até 24 meses", pontuou Sampaio.

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa no Ceará será encerrada n dia 2 de dezembro e, nos moldes das etapas de anos anteriores, não haverá prorrogação do prazo. "Mesmo vacinando somente os animais de até 24 meses, os criadores deverão comparecer aos escritórios da Adagri e declarar a quantidade de animais para atualização de cadastro do rebanho", frisou o coordenador estadual da campanha. O prazo de informação vai até 15 dias após o término da campanha.

O Ceará precisa, portanto, cumprir pelo menos seis fases até alcançar a condição de área livre de aftosa sem vacinação. Já está definido que, a partir desde ano, a primeira etapa que ocorre em maio inclui todos os animais, independentemente de idade e a de novembro alcança apenas o rebanho de até 24 meses. Para cada edição, a meta de vacinação é 90% para os animais e de 80% de unidades criadoras. Na campanha anterior, o Ceará alcançou 92% de vacinação do rebanho de bovinos estimado em 2,5 milhões de cabeça em 143 mil propriedades rurais.

Em 2013, o Ceará foi reconhecido pelo Mapa e em 2014 pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) como zona livre de aftosa com vacinação. Esse status permite ao produtores negociar com outras unidades da federação e até com outros países a venda de animais bovinos, bubalinos e de produtos derivados.

O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa iniciou, no último, no dia 25, em Porto Velho, os trabalhos do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023.

Agentes de defesa agropecuária dos estados e alguns produtores participaram da mobilização. Segundo o diretor do DSA, Guilherme Marques, "foram superadas as expectativas de adesão dos governos e da iniciativa privada, pois todos se conscientizaram que os prazos para a execução das etapas do PNEFA são curtos". Guilherme Marques frisou que a decisão de retirada gradual da vacinação contra a aftosa já foi tomada e que "é preciso atender aos requisitos sanitários para obter o reconhecimento da OIE de país livre da doença sem vacinação.

As diretrizes básicas preveem gestão compartilhada entre governos e iniciativa privada; aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO); regionalização das ações; sustentação financeira; adequação e fortalecimento do sistema de vigilância; agilidade e precisão no diagnóstico; previsão de imunógeno (partícula, molécula estranha ou organismo capaz de induzir uma resposta imunológica) para emergências veterinárias; cooperação internacional e educação em saúde animal.

O País foi dividido em cinco blocos, para a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. São Eles: Bloco I, Acre e Rondônia; o Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Focos de incêndio aumentam e estão mais perigosos no Ceará



A preocupação é maior nos municípios do Interior, pois a maioria não tem uma guarnição do Corpo de Bombeiros



Para o coordenador estadual do Prevfogo/Ibama, Kurtis Bastos, o quadro mais crítico ocorre de novembro para dezembro, quando a mata está ainda mais seca e a umidade do ar mais baixa no Nordeste ( Foto: Marcelino Júnior )
00:00 · 01.11.2017 por Alex Pimentel/Sucursais - Colaborador

Quixadá/Sobral/Crato/Iguatu. Os últimos números registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora os focos de incêndios florestais no País, demonstram aumento no mês de outubro no território cearense. Foram 726 de primeiro a 30 de outubro. No mês anterior, setembro, foram registrados 505. No ano já somam 1.520 queimadas em todo o Estado. Entretanto, além de outubro, os meses com maiores índices são novembro e dezembro.

A situação é de preocupação nos municípios do Interior. A maioria não tem uma guarnição do Corpo de Bombeiros por perto. Quando o socorro chega, o fogo já consumiu tudo. Para agravar mais o problema, os ventos estão mais fortes, espalhando mais rápido as chamas. "Com as chuvas deste ano beirando junho, a vegetação cresceu, mas pouco mais de dois meses foram suficientes para secar tudo. A mata está mais alta e mais cheia", comenta o diretor da Federação dos Trabalhadores Rurais no Sertão Central, José Militão.

Para o coordenador estadual do Prevfogo/Ibama, Kurtis Bastos, o quadro mais crítico ocorre de novembro para dezembro, quando a mata está ainda mais seca e a umidade do ar mais baixa no Nordeste.

Por esses motivos ele não recomenda nesse período a brocagem das terras com o uso de fogo para o cultivo na quadra chuvosa seguinte. Mesmo assim, ressalta que o mapeamento do Inpe aponta para focos de calor, não especificamente para a quantidade elevada de queimadas ou incêndios.

Essa também é a avaliação do coordenador de Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Ceará, Leonardo Borralho. "Esses focos de calor nem sempre são queimadas ou incêndios. O satélite detecta qualquer radiação nesse sentido, até mesmo os metais de um ferro velho. Eles se aquecem rapidamente com a radiação solar. As grandes formações rochosas são outro exemplo. Sem cobertura vegetal, podem expor calor e erroneamente serem classificadas como focos de incêndio", aponta.

Zona Norte

Há pouco mais de uma semana, os motoristas passaram a ter mais atenção cruzando a CE-362, em Sobral, principalmente durante as viagens à noite. A crescente quantidade de focos de incêndio, ao longo da estrada, tem dificultado o tráfego de veículos e prejudicado a vegetação local que, muitas vezes, arde consumida pelas chamas dia e noite.

Próximo à sede de Sobral, o sopé da Serra da Meruoca também tem boa parte da vegetação devastada pelo fogo, vez ou outra, que avança com rapidez sobre os arbustos secos, com ajuda do vento forte. Em muitos casos, a queimada, localizada numa área de Zona Rural, é iniciada para limpeza de terrenos a serem utilizados para o cultivo da agricultura familiar. A constatação é do Corpo de Bombeiros Militar, que tem atendido cerca de 15 ocorrências por dia: os agricultores iniciam a limpeza dos terrenos e acabam por perder o controle do fogo.

De acordo com o monitoramento das atividades feito pelo Corpo de Bombeiros Militar de Sobral, os incêndios são mais frequentes no segundo semestre, devido à estiagem que se manifesta, à medida que o período das chuvas no Estado se finaliza. A zona urbana também contabiliza grande incidência de fogo, em terrenos baldios e relacionados à eliminação do lixo doméstico. Os números apontam que, ao longo do ano passado, foram contabilizados, na região Norte, 763 incêndios em vegetação e 137 em lixo doméstico.

Cariri

Na área da Floresta Nacional do Araripe (Flona), neste ano, foram registrados pequenos focos, mas nenhum incêndio. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acredita que a diminuição se deu por conta da Portaria da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que proibiu a utilização de fogo controlado até dezembro. No entanto, só no fim do mês novembro poderá saber do impacto dessa medida na diminuição das queimadas.

O agrônomo Paulo Meier, diretor da APA Chapada do Araripe, aponta que, entre 2007 e 2015, 72,5% dos focos de calor são detectados entre os meses de outubro e novembro, na Unidade de Conservação, de bioma Caatinga, que está presente em 33 municípios do Ceará, Pernambuco e Piauí. Este aumento também indica maior área queimada no território. Segundo Paulo, quatro fatores potencializam o surgimento de incêndios florestais nesse período: baixa umidade relativa do ar, quantidade de ventos, altas temperaturas e ausência de chuvas.

Isso afeta diretamente a reprodução do Soldadinho-do-Araripe, ave em extinção nativa da Chapada do Araripe. Estudos revelam que, nos meses de outubro e novembro, o pássaro entra em seu período reprodutivo, começando a proteger o território e fazer seus ninhos. "Em outubro e novembro aumenta o risco de o fogo chegar aos ninhos. Apesar de as aves adultas conseguirem fugir, os filhotes e os ninhos se perdem", explica Paulo Maier.

Além disso, é nesse período que começa a floração do pequi, fruto local que movimenta a economia e está presente em boa parts das mesas, na Região do Cariri. "Há a possibilidade de o fogo prejudicar a floração do pequizeiro. Uma parcela importante de extrativistas depende do fruto para sua renda", completa o agrônomo.

Centro Sul

No Centro-Sul do Estado, nessa época do ano, aumenta o número de queimadas. Colunas de fumaça que sobem no horizonte são indícios de que há incêndios criminosos na mata nativa ou que alguns agricultores ainda mantém o hábito de fazer coivaras para limpar o terreno e preparar o solo para o plantio na próxima quadra chuvosa. O capitão Marcos Acácio, da Seção de Combate a Incêndios do Corpo de Bombeiros em Iguatu, explica que esses incêndios são fruto da ação humana, de forma criminosa ou involuntária. Alguns começam por um lixo, em uma pequena área e o fogo se espalha.

A prática de atear fogo na mata é criminosa, mas raramente são localizados os autores. Na maioria das vezes, a mata incendiada não estava pronta com roço e coivara para a tradicional broca (queima de restos culturais). Nos três últimos anos, a Chapada do Moura, na zona rural de Iguatu, registrou incêndios florestais.

Alunos da rede pública terão passagens de graça no Enem




01:00 · 01.11.2017

Para os 1,35 mil alunos inscritos que têm carteira de estudante, serão ofertados créditos para pagar as passagens nos dois dias de prova ( FOTO: HELENE SANTOS )

Alunos de cinco escolas públicas do Estado do Ceará participaram de evento nesta terça (31), na Reitoria da Universidade Federal do Ceará, para anúncio da estratégia #Enemvou2dias, promovida para garantir que os 101.800 alunos terceiranistas da rede pública inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio possam fazer a prova sem complicações. Segundo o Secretário da Educação Idilvan Alencar, a mobilização busca proporcionar condições ideais para os estudantes comparecerem e realizarem as provas com tranquilidade. Será disponibilizado o Passaporte Enem, 500 mil reais em créditos nas carteiras de estudante da Capital e região metropolitana, além de lanche nos dois dias de prova e postos de apoio com informações, água e canetas.

Promovidas pela Secretaria da Educação (Seduc) com apoio das 715 escolas da rede estadual, da Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede) e da Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor), as ações de motivação e incentivo para o Enem têm mobilizado os alunos desde o início do ano.

O programa Enem Chego Junto Chego Bem incluiu programas como o Enem Não Tira Férias, o #FDScurtindoEnem, palestras motivacionais e correção de redação. Agora, o objetivo é garantir que, na reta final, todos os alunos inscritos consigam realizar a prova. "Chegou o grande dia para a escola pública cearense. Já que o Ceará foi o estado que inscreveu mais alunos da escola pública na federação, com 99, 51%, temos que garantir a presença deles agora", disse o secretário da Educação do Estado Idilvan Alencar.

Para os 1,35 mil alunos inscritos que têm carteira de estudante, serão disponibilizados créditos para pagar as passagens de ônibus nos dois dias de prova, somando cerca de 500 mil reais. Para os que não têm o documento, o Passaporte Enem será entregue nas próprias escolas e permitirá o transporte com o cartão nas datas do exame.

Lanche

Tendas com distribuição gratuita de água, frutas, canetas pretas e informações estarão dispostas em todos os sete terminais de ônibus de Fortaleza e nos maiores polos de aplicação de provas. Segundo o secretário, alunos que se deslocarão das zonas rurais para as cidades também terão almoço e transporte fornecidos pela Secretarias Municipais de Educação. Além disso, todos os inscritos na capital e no interior receberão lanche nos dois domingos de prova.

Para o aluno Mateus Régis, concludente do Ensino Médio, a principal contribuição do projeto para os alunos é o incentivo para garantir a vaga na universidade. "Além de ser um incentivo, você sente que eles se importam com o desempenho do aluno. Não é só a gente e a prova, eles estão envolvidos conosco".

A diretora da escola pública Gonzaga Mota, Fátima Bezerra, sente aumento da confiança entre os próprios estudantes, e reflete que o projeto fortalece tanto o aprendizado como o preparo psicológico dos alunos. "O projeto contempla alunos que até então se sentiam desamparados, valorizando-os e reforçando sua aprendizagem".

Sesa registra 117 mortes neste ano por chikungunya




01:00 · 01.11.2017

A chikungunya continua a assombrar o Estado do Ceará. Durante a reunião estratégica da Frente Parlamentar de Combate ao Aedes aegypti, que aconteceu nessa terça-feira (31), na Assembleia Legislativa, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) divulgou dados recentes sobre a arbovirose.

"Apesar de estarmos em uma situação um pouco mais confortável em relação ao primeiro semestre desse ano, no ano de 2017 nós tivemos uma dupla epidemia, tanto de dengue quanto de chikungunya. Temos registrados, até o momento, 117 óbitos por chikungunya, o que nos impressiona bastante", afirma Ricristhi Gonçalves, assessora técnica da Sesa. Segundo ela, o desmonte de equipes de agentes de controle de endemias pode ter contribuído para tais resultados.

O deputado Carlos Matos, presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Aedes aegypti, explica os motivos por trás da decisão de requerer a reunião.

Preocupação

"Já havia uma preocupação porque há um recesso dos agentes de saúde, o que desmobiliza a ação e pode comprometer 2018. Também a eficácia do trabalho que está sendo feito com inseticidas é questionável. O Ceará é um dos maiores consumidores de inseticida do País, e não vem resolvendo o problema".

Dentre as principais propostas resultantes da reunião, destacam-se o projeto de lei para punir mais severamente governantes que, em épocas de crise, desmobilizarem as ações de combate ao Aedes aegypti, e uma carta redigida e assinada pelos componentes da Frente Parlamentar visando alertar municípios e secretarias a respeito da punição.

Conta de luz vai ficar ainda mais cara; prepare seu orçamento



Brasil deve terminar este ano com 16% de reserva energética armazenada no SIN, menor nível da história




01:00 · 01.11.2017


O consumidor mal teve tempo de "respirar" diante do aumento da bandeira vermelha patamar 2 (de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh), que vigora neste mês, e já tem de se preparar para mais altas na conta de energia. O governo cogita acionar usinas termelétricas que produzem energia a um preço mais caro que as atuais e também estuda manter esse tipo de usina em operação durante o período chuvoso para preservar os reservatórios das hidrelétricas. Além desses dois fatores, que podem pressionar a tarifa elétrica, os subsídios cobrados na conta de luz do próximo ano irão aumentar em relação aos praticados em 2017.

> Subsídios vão ter impacto de 0,92% nas contas do NE

A tudo isso soma-se a previsão de que o País deve terminar este ano com apenas 16% de reserva energética armazenada no Sistema Interligado Nacional (SIN), considerando-se a água existente e a que chegará nos reservatórios das hidrelétricas do Brasil até 31 de dezembro deste ano. Caso isso se confirme, será o pior patamar da história, superando os 23,2% atingidos em dezembro de 2016.

O consultor em energia e presidente da Estudos e Projetos Elétricos, João Mamede Filho, defende que existe o risco de o País sofrer apagões, assim como houve no início dos anos 2000, embora o governo negue essa possibilidade. "O governo afirma que não tem risco, mas não detalha isso. Não se sabe com que cenário ele está trabalhando, se é um cenário otimista, com regularidade de chuvas", afirma.

Dependência

Segundo ele, a dependência crescente do abastecimento energético proveniente das termelétricas torna a possibilidade de um colapso no sistema mais concreta. "Nós temos conhecimento de que a situação de muitas térmicas é crítica. Quando precisam desligadas para fazer manutenção, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) diz para não desligá-las. Seria algo crítico nós precisarmos totalmente das termelétricas por um tempo muito grande", defende. O consultor salienta que, no caso de apagão no Sistema Interligado Nacional, todas as regiões do País devem ser atingidas, "exceto o Sul, que tem uma capacidade de geração muito grande".

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, admitiu que o governo está estudando liberar o acionamento das termelétricas fora da chamada ordem de mérito. "Todas as grandes termelétricas já estão praticante todas ligadas. O que o governo pretende resgatar são as termelétricas que foram construídas na época do apagão anterior (em 2001 e 2002), com geradores muito pequenos, que nem chegaram a servir para aquela época", explica João Mamede Filho. "A energia desse tipo de térmica que o governo quer jogar no sistema é bem mais cara em relação às atuais", compara o consultor em energia.

O presidente da Estudos e Projetos Elétricos prevê que o governo tome uma decisão sobre a utilização dessas usinas no fim deste mês, "porque o período chuvoso está começando agora no Sudeste, e a meteorologia vai dando as previsões para os próximos meses".

Racionalização

A respeito das possíveis altas na tarifa de energia que podem ser anunciadas, Mamede diz que "isso é um pequeno sinal de racionalização, de obrigar a população a ter mais cuidado, consumir menos energia. O governo já deixou claro que o consumidor tem que consumir com sustentabilidade de energia. Por trás disso, está a pressão de se economizar energia, de se evitar qualquer tipo de racionamento".

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