terça-feira, 20 de dezembro de 2016

ESPERANÇA

Sete açudes tiveram aporte nas últimas 24h
Embora as chuvas de pré-estação tenham começado com força, a situação hídrica permanece crítica

    


00:00 · 20.12.2016 por Honório Barbosa - Colaborador

O maior aporte de domingo para segunda-feira ocorreu no Açude Flor do Campo, em Novo Oriente. Um aporte insignificante, já que acumula apenas 2,7% de sua capacidade, sendo classificado como no volume morto ( Foto: Carlos Souza )
Iguatu. As chuvas que banharam o Ceará nos últimos três dias resultaram em um aporte de 0,2 milhões de metros cúbicos nos reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). O volume médio atual é de apenas 6,89%. O Ceará vivencia uma das piores secas dos últimos cem anos, desde 2012, que resulta em uma grave crise hídrica.

Segundo os dados da Cogerh, sete açudes receberam aporte de água de anteontem para ontem: Flor do Campo (Novo Oriente); Mamoeiro (Antonina do Norte); Catucinzenta (Aquiraz); Itapebussu (Maranguape); Acarape do Meio (Redenção); Jatobá II (Ipueiras) e Valério (Altaneira).

O maior aporte ocorreu no Flor do Campo, em Novo Oriente, 122.340 m3. Ele acumula apenas 2,7% de sua capacidade. Em seguida, o Mamoeiro, em Antonina do Norte, que obteve um aumento de 16.169 m3 e o Catucinzenta, em Aquiraz, com recarga de 12.840 m3. A Cogerh estima um aporte total de 190 mil m3 em 24h, considerando o volume liberando e o evaporado.

O radialista Assis Araújo disse que, em Novo Oriente, os moradores ainda permanecem preocupados com a escassez de água, mas a recarga verificada neste fim de semana no Flor do Campo renova as esperanças. "O açude continua quase seco, mas todos acreditam que teremos uma boa quadra chuvosa e o reservatório vai voltar a encher", frisou.

De um total de 12 bacias hidrográficas, a situação mais grave permanece no Baixo Jaguaribe, que está totalmente seca. Depois, Sertões de Crateús com 1,47%; Curu, que permanece com 1,55%; e Banabuiú, com 1,87%. A Bacia Hidrográfica do Médio Jaguaribe acumula 4,75%; a do Acaraú, 7,09%; e a do Salgado, 8,43%.

A Bacia Metropolitana acumula 10,62%; a do Alto Jaguaribe, 14,13%; e a da Serra da Ibiapaba, 14,41%. A situação mais confortável ocorre na Bacia do Litoral que está com 27,16 e na do Coreaú, 26,13%. Os números revelam a gravidade da situação atual: açudes secos somam 36 e 46 estão com volume morto, que tecnicamente é a última reserva, a mais profunda. Atualmente 134 estão abaixo de 90%.

O maior açude do Ceará, o Castanhão acumula apenas 5% de sua capacidade; e o Orós, o segundo maior, está com 15%. Esses dois reservatórios hoje liberam água por meio do Rio Jaguaribe e do Eixão das Águas para o abastecimento das cidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e também do Complexo Portuário do Pecém.

As precipitações observadas neste fim de semana contribuíram para encher pequenos açudes, particulares, em municípios do Centro-Sul e Sertão Central.

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