CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Gabarito do Concurso do BNB será divulgado nesta segunda-feira (29)


Os candidatos poderão entrar com recurso quanto ao conteúdo das questões objetivas até a terça-feira (30)
Escrito por Redação

Legenda: O certame reuniu 418 mil inscritos para 410 vagas imediatas de nível médio
Foto: Camila Lima


A Fundação Cesgranrio publica no decorrer desta segunda-feira (29) os gabaritos do Concurso do Banco Nordeste (BNB), cujas provas foram realizadas nesse domingo (28). Para consultar, basta acessar o site da instituição.


Os candidatos poderão entrar com recurso quanto ao conteúdo das questões objetivas até a terça-feira (30).

O resultado do concurso está previsto para ser divulgado no dia 28 de maio, com os resultados finais em 28 de junho.


VEJA TAMBÉM

PAPO CARREIRA
Concurso Público de Camocim lança edital com 134 vagas e salários de até R$ 8 mil


PAPO CARREIRA
Veja concursos e seleções com inscrições abertas no Ceará nesta segunda-feira (29)



INSCRITOS

O certame reuniu 418 mil inscritos para 410 vagas imediatas de nível médio para analista bancário. As vagas estão distribuídas em Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, além de cidades em outros 10 estados.

O salário inicial dos aprovados será de R$ 3.788,16, além de benefícios como auxílios refeição, alimentação, creche, seguro de vida em grupo, direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), possibilidade de participação em plano de previdência complementar, de forma contributiva e oportunidade de ascensão e desenvolvimento profissional.

Projeto melhora atendimento de pacientes cardiológicos do SUS







O projeto Boas Práticas Cardiovasculares, parceria que reúne instituições privadas e o Ministério da Saúde, tem melhorado o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Participam do projeto o Hospital do Coração (HCor), a Beneficência Portuguesa (BP) e o ministério, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).


A iniciativa é um projeto de qualificação em serviço. A parceria entre o HCor e a pasta da Saúde, por meio do Proadi-SUS, começou em 2009 com o projeto de eletrocardiografia (Tele-ECG), que disponibilizou pontos para realização de eletrocardiogramas em unidades de pronto atendimento (UPAs 24h) e serviços de atendimento móvel de urgência (Samu) em nível nacional.

Segundo a gerente de Projetos de Assistência e Saúde Digital de Responsabilidade Social do HCor, Patricia Vendramim, desde o início do projeto, o fornecimento do laudo do eletrocardiograma por meio de conexões interativas e plataformas a distância permitiu a qualificação do serviço. “O tempo inteiro, a gente qualifica os profissionais que estão na linha de frente nesses serviços de urgência e emergência que são UPAs, no país inteiro”, disse Patricia à Agência Brasil.


O Boas Práticas começou em 2009 só com atuação cardiovascular na síndrome coronariana aguda e, ao longo dos últimos 15 anos, vem se ajustando de acordo com a demanda atual do cenário da saúde, por meio da implementação de melhorias.

“A gente seleciona alguns serviços, dos quais faz uma tutela, ensina a coletar indicadores, torna o protocolo mais atualizado para que seja usada a melhor prática possível, disponível no momento. O tempo inteiro, a gente está qualificando em serviço e, assim, coletando os indicadores”, explicou.

No momento, o projeto tem 735 unidades pelo HCor, mais 150 pela BP, totalizando 885 unidades do SUS. O projeto disponibiliza um aparelho de eletrocardiografia em cada serviço, capilarizado no país inteiro. O paciente chega com uma dor torácica ou com algum sinal de problema cardiovascular, faz o eletrocardiograma, e o médico, no serviço do HCor ou da BP, em São Paulo, faz o laudo e o devolve em cerca de 3 minutos, em média.

De acordo com Patricia, se o laudo estiver alterado com arritmia grave ou infarto grave, o médico entra em contato com o profissional da UPA onde o paciente está e o auxilia no atendimento. Os dois itens são considerados qualificação em serviço.




(*) Com informações da Agência Brasil

Brasil registra seis milhões de acidentes de trabalho de 2012 a 2022





O Dia Nacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho é lembrado neste domingo (28). Por este motivo, o mês de abril é lembrado como Abril Verde, em uma campanha do Ministério Público do Trabalho (MPT), com o lema Adoecimento também é acidente do trabalho – conhecer para prevenir.


A coordenadora nacional do MPT para Saúde dos Trabalhadores, Cirlene Zimmermann, explica que a iniciativa pretende explicar à sociedade a importância de comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social:

“Em termos previdenciários, trabalhistas e fiscais, tanto as doenças relacionadas ao trabalho quanto os acidentes típicos, traumáticos, eles são considerados acidentes do trabalho”


A coordenadora destaca que as doenças de trabalho mais comuns são as lesões ósseos musculares e lesão por esforço repetitivo, como tendinites e bursites.

Cirlene lembra ainda dos transtornos mentais relacionados ao trabalho. “Nós temos depressões, ansiedades relacionadas ao trabalho. Nós temos situações de estresses pós traumático. Por exemplo, um trabalhador pode ser esmagado por uma máquina, pode ser atropelado no ambiente de trabalho. E os colegas que estão naquele ambiente, visualizando aquela cena, muitas vezes ficam expostos também aos impactos psicológicos desta situação. Isso muitas vezes causa o estresse pós traumático e pode vir a se tornar uma doença com afastamento de outros trabalhadores.”

Outros fatores, como assédios moral, sexual e eleitoral, além de jornadas diárias exaustivas, podem levar à doença mental. Mas é comum que o próprio empregado resista a admitir o problema, por preconceito social ou constrangimento.



(*) Com informações da Agência Brasil

Opinião |STF – basta de abuso e politização


O avanço de atos abusivos e a gravidade das últimas denúncias têm aumentado a pressão contra a omissão de Rodrigo Pacheco, no Senado

Por Carlos Alberto Di Franco

O Supremo Tribunal Federal (STF) é uma instituição essencial para o bom funcionamento da democracia. Merece o respeito de todos os brasileiros. De uns tempos para cá, no entanto, a Corte é, aqui e lá fora, tema recorrente de manchetes, reportagens e discussões acaloradas nas redes sociais. Tal exposição não tem contribuído para o prestígio da Corte Suprema. Ao contrário. O STF vive uma forte crise de imagem e de credibilidade.

Quando juízes falam fora dos autos, antecipam seus votos em saídas de seminários internacionais, assumem posições políticas e até mesmo partidárias, disputam espaço com celebridades, dão entrevistas sobre os temas mais variados e participam de encontros à base de bons vinhos e pouca prudência republicana, algo não vai bem com a nossa democracia.

Tal percepção já não está limitada a uma parcela majoritária, embora amedrontada, da população brasileira. Ela ganhou espaço nos principais jornais e portais dos Estados Unidos e da Europa. O Brasil está sendo visto como um país que caminha aceleradamente para o que poderíamos chamar de ditadura do Judiciário.

Reproduzo, aqui, o fecho de meu artigo de 15/4 neste espaço opinativo: “É muito sério o que está acontecendo no Brasil. Com um Congresso leniente, não obstante algumas exceções de parlamentares combativos, parte da imprensa surpreendentemente silenciosa, uma sociedade amedrontada e um Judiciário politizado e fascinado com o poder, caminhamos para um sistema claramente autoritário. Fala-se muito em tentativa de golpe. Ele não estará em plena execução?”.

Pois bem, amigo leitor, já não tenho dúvida a respeito do golpe em andamento. A sociedade, que tanto sofreu para recuperar a democracia banida durante o período militar, pode impedir que o golpe seja consumado. E sua arma de combate, legítima e pacífica, é pressionar cada um dos senadores da República.

Li com atenção o relatório parcial do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos. Fiquei impressionado. Mostra, com clareza, o avanço inconstitucional da censura no Brasil e os reiterados abusos praticados por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

O documento revelou que aproximadamente 150 perfis foram suspensos das redes sociais e outros 300 usuários ainda estão sob risco de censura. Contam-se parlamentares, jornalistas, formadores de opinião e autoridades, quase todos do campo da direita ou críticos do Judiciário e de seu ativismo. Não é precipitado afirmar que estamos diante de uma ação política.

Como bem lembrou recente matéria do jornal Gazeta do Povo, para além da suspensão dos perfis em si, “um dos maiores problemas, apontados pelos que foram banidos das redes e também parte relevante da comunidade jurídica, é a falta de transparência sobre os motivos da censura e um frágil embasamento jurídico. Algumas decisões divulgadas apresentam justificativas grosseiras e repetidas, em diferentes casos, para restrições abusivas à liberdade de expressão, direito fundamental garantido pela Constituição, e que contrariam regra expressa no Marco Civil da Internet, lei de 2014 que regula as redes sociais e as condições para a remoção de conteúdo postados por usuários”.

Pressionar funcionários de uma empresa a praticar censura, apoiando-se ilegalmente no expediente do segredo de Justiça – como teria feito o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com informações do Twitter Files Brasil e dos documentos divulgados pelo Congresso americano –, é, por si só, fundamento suficiente para um processo de impeachment de magistrados.

Em muitos casos, as redes podiam dizer apenas que a remoção de conteúdo atendia a ordem judicial, sem especificar de qual instância da Justiça partia a determinação. Elas não tinham acesso às justificativas da remoção. Mais do que isso, de acordo com Elon Musk, em alguns casos o Twitter teria recebido ordens de Alexandre de Moraes para suspender contas de parlamentares e jornalistas sem poder dizer ao público que a censura ocorria a mando da Justiça. “Tínhamos de fingir que era devido às nossas regras”, alegou o empresário há alguns dias.

Juristas afirmam que, ao menos em tese, as decisões judiciais e os diálogos entre TSE e X/Twitter envolvendo exigência de censura e ameaças de multas desproporcionais, especialmente por terem sido feitas às escuras, configurariam crime de responsabilidade.

A possibilidade de impeachment do ministro Alexandre de Moraes é vista neste momento como remota, especialmente porque o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tenderia a ignorar pedidos nesse sentido. O avanço crescente de atos abusivos e a gravidade das últimas denúncias, contudo, têm aumentado a pressão contra a omissão de Pacheco. Acrescente-se a isso a tensão cada vez maior entre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e o governo Lula.

Esperemos que o ministro Moraes, por iniciativa própria ou pressionado por seus pares, repense suas atitudes. O STF não é dono do País. Seus integrantes são servidores. O fato é que o Brasil, maior país da América Latina, não será uma Venezuela. Seu povo, pacífico, trabalhador e democrático, será o fiel da balança.

Fundeb: Quase ¼ dos municípios ainda precisam se habilitar para receber a completação do VAAT





Foto: Reprodução Freepik

A quatro meses do fim do prazo para transmissão dos dados fiscais que permitem o repasse do Valor Aluno Ano Total (VAAT) para os municípios, 1.580 deles ainda não atualizaram as informações no Sistema da Secretaria do Tesouro Nacional

Mais de um quarto dos municípios brasileiros ainda não estão habilitados à complementação do VAAT — o Valor Aluno Ano Total — do Fundeb de 2025, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O prazo termina no dia 31 de agosto.

Estados e municípios, para terem direito à complementação do Fundeb — que é o VAAT complementação —, têm que inserir no sistema de contabilidade, de informações contábeis e fiscais (Sinconfi) os seus dados de arrecadação. De acordo com a Constituição Federal, a União, estados e municípios têm valores mínimos para o seu investimento em educação, de acordo com a sua arrecadação, com seus recursos.

O assessor de orçamento Cesar Lima explica que “quando você contabiliza todos os valores de estados, municípios e União e divide pelo número de alunos, você vai ter uma média nacional. Alguns estados e municípios que pela sua arrecadação ficam abaixo dessa média — o chamado VAAT mínimo”.

Portanto, têm direito à computação do VAAT os municípios com arrecadação baixa e que não conseguem alcançar essa média, que está em nível nacional.

“Para que o governo federal tenha certeza de que realmente o estado ou município tem direito a essa complementação, precisa estar de posse dessas informações fiscais. E é isso que os estados e municípios têm que fazer lá no Siconfi para poder se habilitar a complementação do Fundeb”, complementa Lima.

Confira no mapa se seu município já inseriu os dados do VAAT



Quem perde o prazo pode ficar prejudicado

Os municípios que não inserirem os dados no Siconfi até 31 de agosto correm o risco de não receber a complementação do VAAT. O que poderia causar um grande prejuízo para o ensino local, já que até 70% do Fundeb pode ser usado para pagamento de pessoal.

A secretária de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Guelda Andrade, alerta que o cumprimento do prazo — “que parece distante, mas passa muito rápido”.

“Para fazer educação pública, você precisa de financiamento. Portanto, toda complementação financeira que o município recebe é bem-vinda para garantir a qualidade da educação pública, garantir aquilo que a gente chama de acesso. Democratização da educação pública. E esse recurso vem para contribuir com todo esse processo educacional”, explica Guelda Andrade.

Vale lembrar que a habilitação do município é apenas pré-requisito para o cálculo do VAAT de cada ente federado, ou seja, ela não é garantia de recebimento da Complementação-VAAT pelo município. A cidade só terá direito aos recursos complementar quando o VAAT do município for menor do que o mínimo definido nacionalmente.

#Educação#Escola#Fundeb#Ministério da Educação#Municípios#Brasil Gestor

FPM: saiba o que são municípios de interior e o critério de distribuição para essas cidades





Imagem: Brasil 61

Ilhéus, Osasco e Cratéus fazem parte do mesmo grupo, apesar de serem muito diferentes. Na próxima terça-feira (30), cidades do interior partilham cerca de R$ 4,4 bilhões


Os municípios do interior do país recebem quase R$ 4,4 bilhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) nesta terça-feira (30). Mas você sabia que cidades litorâneas ou mesmo de regiões metropolitanas fazem parte desse grupo quando o assunto é o FPM? O Brasil 61 explica o porquê e quais os critérios de distribuição do repasse se aplicam a essas prefeituras.

A categorização dos municípios em "Capitais" e "Interior" no âmbito do FPM surgiu em 1967. Todas as cidades que não são as capitais de seus estados, independentemente da localização ou do tamanho, foram classificadas como sendo do interior quando o assunto é o envio dos repasses da União.

Ilhéus (BA), que fica no litoral baiano, por exemplo, é do interior. O mesmo vale para Osasco (SP), município que faz parte da Região Metropolitana de São Paulo e possui mais de 720 mil habitantes.

Após duas quedas consecutivas, FPM volta a crescer; prefeituras partilham R$ 4,8 bilhões na terça-feira(30)

Para o repasse do FPM, Ilhéus e Osasco são do interior tanto quanto Crateús, que fica no sertão cearense. Por isso, o repasse a esses municípios leva em conta o mesmo critério: o tamanho da população em relação à população total do seu respectivo estado. O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que um segundo fator, que é a renda por habitante do estado, entra na conta.

"Primeiro é a população, claro, e segundo também temos a renda per capita média do estado. Quando você calcula do interior, você está levando em consideração a sua população, em relação à população do estado. Contudo, o percentual do estado já tem computado esses dois indicadores, a população e a renda per capita média. Então quando você passa para o interior, ele também já tem por dentro dessa conta a questão da renda per capita média do estado."

Quanto maior o número de habitantes, maior o coeficiente individual de participação, como mostra a tabela abaixo.



No caso de Crateús, por exemplo, a população de 76.390 pessoas garante um coeficiente de 2,6. Esse valor é dividido pelo coeficiente habitacional de todas as cidades do Ceará somadas, que é de 271,8. O resultado é igual a 0,0095. Isso significa que, de todo o valor destinado para os municípios do interior do estado, Crateús tem direito a 0,95% 95 centavos a cada cem reais recebidos pelo Ceará.


FPM

O FPM surgiu em 1966. Desde o início, os recursos do fundo vêm da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Inicialmente, os municípios recebiam 10% da arrecadação federal desses tributos, percentual que subiu gradualmente, até chegar aos 22,5%, em 1993.

Por 14 anos esse foi o percentual da arrecadação federal transferido aos municípios. Em 2007, 2014 e 2021, emendas adicionaram mais recursos, que este ano totalizam 25%.

O repasse dos recursos do IR e do IPI para o FPM ocorre a cada decêndio, ou seja, de dez em dez dias. Do total do fundo, 10% são destinados para as capitais, 86,4% para os municípios do interior; e 3,6% para os municípios da reserva, que são aqueles do interior que possuem população acima de 142.633 habitantes.
#Economia#FPM#Municípios

De sarampo a polio, doenças preveníveis podem voltar a registrar casos no CE; saiba risco por cidade


Além disso, especialistas alertam para os cuidados com a meningite que ainda causa mortes no Estado
Escrito por Lucas Falconery , lucas.falconery@svm.com.br
Legenda: Imunização de crianças ainda não está dentro da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde
Foto: Thiago Gadelha




O Ceará está vulnerável a duas doenças que há muito tempo deixaram de ser ameaças cotidianas à saúde: sarampo e poliomielite (paralisia infantil). Se por um lado a vacinação não atingiu a meta de 95% nos últimos anos, por outro ainda falta um item básico: saneamento. No Estado, o serviço tem apenas 46% de cobertura.


Em relação à vacina "polio injetável", aplicada em menores de um ano, o Estado fechou o último ano em 93%, mas na "polio oral bivalente", para quem tem um ano, ficou com 87,3%, como registra o Ministério da Saúde.

Já sobre a tríplice viral (que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba), a cobertura vacinal ficou em 91,5% na 1ª dose e apenas 81,4% na 2ª dose, quando o esquema é de fato completo.


VEJA TAMBÉM

CEARÁ
Livre da poliomielite há 34 anos, Ceará tem desafio de voltar a aumentar vacinação contra a doença


CEARÁ
Vítima de poliomielite em 1962, enfermeira cearense alerta para sequelas: 'só andei aos 2 anos'




A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), analisando a cobertura vacinal, densidade populacional, impacto do turismo e identificando zonas vulneráveis, dentre outros, classifica os municípios de acordo com o nível de risco para as duas doenças.


As informações foram apresentadas no Simpósio "A Importância da Vacinação em Todas as Idades", com a participação de profissionais da saúde de várias regiões do Estado.

O evento acontece em alusão à Semana Mundial de Imunização (20 a 27 de abril) como uma campanha para aumentar a cobertura vacinal que, em todo o Brasil, registra quedas desde o começo da pandemia de Covid.



RISCO DO SARAMPO

Carlos Garcia, médico ligado à Célula de Vigilância Epidemiológica da Sesa, explica que o sarampo tem um alta capacidade de transmissão e uma pessoa contaminada em outro país pode transmitir o vírus para várias pessoas já dentro de um avião, como exemplifica.

“Se a gente for pensar no CE como um ponto turístico, com um aeroporto com conexões para muitos lugares, essa doença não está erradicada em muitos países e pode se ter casos importados”, detalha.


Os casos de sarampo foram caindo no Ceará, sendo registrados 16 diagnósticos em 2019 e apenas 1 em 2022. Desde o último ano não é registrado nenhum caso de sarampo. Os países onde há circulação endêmica do poliovírus selvagem são o Paquistão e o Afeganistão.


Porém, o especialista alerta que ainda existem “bolsões” de não vacinados e essas pessoas estão muito vulneráveis caso haja a transmissão de sarampo.



O sarampo é uma doença infecciosa grave que pode levar à morte com transmissão por meio da tosse ou da fala, por exemplo. Confira os principais sintomas da doença:Manchas vermelhas no corpo
Febre alta, acima de 38,5°
Tosse seca
Irritação nos olhos (conjuntivite)
Nariz escorrendo ou entupido
Mal-estar intenso

O Ministério da Saúde explica que, em torno de 3 a 5 dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que se espalham pelo corpo. A persistência da febre pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

REINTRODUÇÃO DA POLIOMIELITE

A poliomielite, conhecida como paralisia infantil, é causada por vírus que pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes. Por isso, a doença é ligada à falta de saneamento e habitações precárias.

O último caso da doença no País foi registrado em 1989. No Ceará, o poliovírus selvagem foi isolado pela última vez em 1988 no município de Crateús, na região Norte. O Iêmen e o Azerbaijão estão entre os países com maior circulação deste vírus.

As principais sequelas envolvem dificuldade de falar, atrofia dos músculos e perda de movimentos. Veja os principais sintomas da poliomielite:Febre
Mal-estar
Dor de cabeça
Dor de garganta e no corpo
Vômitos
Diarreia
Constipação
Espasmos
Rigidez na nuca

“No mundo, a poliomielite não é erradicada, e um dos fatores que determina o risco de reintrodução é a falta de saneamento básico”, analisa Carlos.

ACESSO À ESGOTO NO ESTADO

A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou à reportagem que opera com os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário em 152 municípios. No Estado, o índice de cobertura de esgotamento sanitário alcança 46,06% e o de abastecimento 99,18%.

"Cabe destacar ainda que a Cagece está atuando em 24 municípios com uma Parceria Público-Privada (PPP) que vai elevar a cobertura do esgotamento sanitário para 90% até 2033, segundo o Novo Marco Legal, índice que considera o serviço universalizado. Além disso, a companhia projeta ultrapassar esse número, chegando a 95% em 2040", acrescentou em nota.

Também questionada pelo Diário do Nordeste, a Secretaria das Cidades contextualizou que contribui para a formulação e execução das políticas governamentais de saneamento básico, esgotamento sanitário e tratamento de resíduos sólidos.

"A Cosan (Coordenadoria de Saneamento) estabelece parcerias estratégicas para o cumprimento das metas de universalização, bem como promove ações indutoras, junto aos municípios, para solução adequada dos serviços de saneamento básico", frisou a Secretaria.



No ano de 2023, foram construídos e inaugurados 22 Sistemas de Abastecimento de Água, beneficiando 54 comunidades e atendendo quase 30 mil pessoas, com um investimento de R$ 50.150.526,00. Também foram entregues 282 equipamentos (carrinhos de transporte, balanças eletrônicas, mesas de triagem e empilhadeiras manuais), que beneficiaram dezenas de associações de catadores em 11 municípios, além da ampliação de Sistemas de Abastecimento de Água, por meio do Fundo Estadual de Saneamento Básico em 7 localidades, com um investimento de R$ 4.116.049,30, de acordo com a SCidades.


MENINGITES NO CEARÁ

Além das duas doenças com risco de reintrodução, Carlos Garcia também dá destaque a situação das meningites que voltam a registrar casos semelhantes ao período anterior ao isolamento social por causa da Covid.

“Na pandemia, tomamos medidas que diminuíram o contágio das doenças pela lavagem das mãos e uso das máscaras”, contextualiza.


Em 2019, o Ceará teve 532 casos confirmados de meningite. Número que caiu para 263, em 2020, e 233, em 2021, subindo para 325 no ano seguinte até alcançar 480 casos no ano de 2023. Até o momento, em 2024, 94 registros de meningite foram feitos.

A doença pode ser de dois tipos: virais ou bacterianos. “Nós temos a predominância das meningites virais e é importante pensar que uma parte delas é causada por arbovírus”, completa o especialista.
DIFTERIA, COQUELUCHE E TÉTANO

Algumas doenças como difteria, tétano e coqueluche (DTP) ainda são registradas em baixas proporções no Ceará. Mas, na realidade, o Estado poderia estar livre de todas apenas com a vacinação.

O tétano, por exemplo, causou 11 mortes entre 2020 e 2023. Já a coqueluche teve 61 confirmações entre 2019 e 2023. Um paciente com difteria foi atendido no Estado em 2021.


Para o especialista, muitas vezes as vacinas contra essas doenças são deixadas de lado porque a vacinação massiva foi capaz de diminuir expressivamente a transmissão delas. Contudo, a situação preocupa à medida que menos gente está protegida.

"Muitas dessas doenças não fazem parte do cotidiano das pessoas. Então, quando falamos em difteria, não temos a imagem de uma pessoa sufocando. Quando falamos de coqueluche, não temos a imagem do bebê tossindo até ficar roxo", conclui sobre a gravidade das doenças.
ONDE TOMAR VACINA

Quem mora em Fortaleza pode procurar um dos 118 postos de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. No Ceará, a vacinação está disponível em mais de 2.500 salas, além dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (Cries) e unidades de vacinação no Vapt Vupt.

Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional 20/03/2025 - 20:59 São Paul...