CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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quarta-feira, 1 de maio de 2024

30 anos sem Senna: infográfico especial mostra passo a passo do acidente fatal em Ímola


Maior nome do automobilismo brasileiro morreu durante o GP de Ímola de 1994 após falha no carro e batida na Curva Tamburello

Por Marcos Antomil

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As manhãs de domingo para os fãs de automobilismo nunca mais foram as mesmas depois de 1º de maio de 1994. Ligar a televisão à espera de ouvir o “tema da vitória” e ver a bandeira brasileira no lugar mais alto do pódio tornou-se um hábito. O País tinha motivo para se orgulhar em um momento de crise econômica e social lastreada por uma hiperinflação. A morte do tricampeão mundial Ayrton Senna ao vivo chocou o mundo todo.

Em Ímola, na Itália, foi colocado um ponto final em uma história que indicava ter novas páginas a serem escritas. Precedida por uma série de alterações de regulamento que eliminaram componentes eletrônicos - que auxiliavam a pilotagem, como a suspensão ativa, controle de tração e o freio ABS, e tornaram o esporte mais perigoso dada a manutenção da potência dos motores -, aquela temporada deixou cicatrizes profundas na Fórmula 1, especialmente no fim de semana em que acidentes fatais voltaram a dar um tom mórbido à categoria máxima do automobilismo após mais de 11 anos.
Como foi o acidente


1. Preocupação nos boxes


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Durante o treino de sexta-feira, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, o brasileiro Rubens Barrichello, da Jordan, sofreu um grave acidente ao tentar contornar a Variante Baixa. Seu carro decolou ao subir na zebra, acertando a barreira de pneus e capotando. Barrichello ficou desacordado, foi socorrido e ficou fora do restante do GP. No dia seguinte, o austríaco Roland Ratzenberger, da Simtek, se acidentou na curva Villeneuve, bateu numa barreira de concreto e morreu.

A morte de Ratzenberger chocou os pilotos. Senna cogitou não correr, de acordo com sua então namorada Adriane Galisteu. O próprio médico da F-1 que atendeu Senna naquele fatídico domingo, Sid Watkins, também sugeriu que o tricampeão não corresse. Mas o piloto da Williams, assim como os demais colegas, foram para a pista no domingo, com mudanças importantes, sob a liderança de Senna, previstas para a etapa seguinte, como o limite de velocidade nos boxes. Outra reivindicação foi a retirada do carro de segurança da volta de apresentação sob a justificativa de que sua lentidão fazia com que os pneus não aquecessem corretamente antes da largada.

2. Acidente na largada


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Ayrton Senna, com a Williams, partiu na pole position do GP de San Marino, com Michael Schumacher, da Benetton, em segundo. Na largada, o primeiro acidente. O português Pedro Lamy, da Lotus, acertou a Benetton do finlandês JJ Lehto, que ficou parado. Pneus que se soltaram do carro do lusitano acertaram quatro espectadores que estavam nas arquibancadas e ficaram feridos.

3. Safety car na pista


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

O safety car, então, entrou na pista enquanto os carros e detritos eram recolhidos na pista. A uma velocidade muito mais baixa, os pneus perdem temperatura, diminuindo a aderência. Outra consequência possível era a diminuição da pressão dos pneus, causando um rebaixamento da altura do carro. Na sexta volta, o safety car foi recolhido para os boxes, e os carros voltaram a acelerar.

4. Schumacher pressiona


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Depois da relargada, Senna se sustenta na liderança da prova em Ímola, com Michael Schumacher em segundo lugar e pressionando o brasileiro em busca da primeira colocação.

5. Senna bateu!


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Na sétima volta, às 14h12 no horário da Itália, Senna, ainda em primeiro lugar, não consegue contornar a curva Tamburello, passa reto e bate a mais de 200km/h no muro. Pedaços do carro se espalharam pela pista e, imediatamente, a direção da prova acionou a bandeira amarela e, em seguida, interrompeu a corrida com bandeira vermelha.
MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

A principal causa do acidente foi a quebra da barra de direção do carro de Senna. O brasileiro havia questionado a Williams pela falta de espaço para mexer o volante dentro do cockpit sem que as mãos batessem nas laterais. A alternativa encontrada foi aumentar a barra de direção em 5 cm com uma emenda, feita com um tubo de diâmetro menor - cerca de 4mm -, que foi soldado. Essa emenda rompeu, o que causou a perda de direção e, consequentemente, o acidente fatal.
MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

O socorro demorou a chegar para Senna. Depois de mais de um minuto apareceram os primeiros paramédicos para auxiliá-lo. A batida provocou a quebra da barra de suspensão direita do carro, responsável por conectar o monocoque à roda. Esse braço, chamado de “push rod”, ao se soltar acertou o capacete do brasileiro, na direção da viseira, perfurando o material e provocando um afundamento na parte frontal da cabeça de Senna. O impacto tão forte fez a cabeça se chocar com a parte de trás do cockpit, levando a uma fratura da base do crânio com perda encefálica.

6. Tentativa de reanimação


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Houve muita dificuldade do corpo médico para retirar o capacete de Senna e, posteriormente, seu corpo de dentro do cockpit. Então, foram feitas tentativas de reanimação, uma vez que não havia sinais vitais. Também foi realizada uma traqueostomia para melhorar o fluxo de ar. Muito sangue ficou espalhado no chão. A morte cerebral não poderia ser detectada por falta de equipamentos próprios para essa averiguação. O coração de Senna voltou a bater, mas não havia esperanças.

7. A caminho do hospital


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Depois de concluídos os primeiros socorros, Senna foi levado em um helicóptero UTI ao Hospital Maggiore, de Bolonha, distante cerca de 50 quilômetros do Autódromo Enzo e Dino Ferrari. Com a saída do helicóptero da pista e cerca de 50 minutos após a colisão, os carros se realinharam para um novo procedimento de largada. Michael Schumacher ganhou a prova.

8. Anúncio da morte


MARCOS MÜLLER/ESTADÃO

Senna ainda apresentou batimentos cardíacos e respiração por algum tempo, mas não havia mais atividades cerebrais. Ele chegou ao hospital em coma profundo, com choque hemorrágico - causado pelo rompimento da artéria temporal superficial -, além do traumatismo craniano. Às 13h05 (de Brasília), a médica Maria Teresa Fiandri leu um boletim sobre o estado de Senna. Àquela altura, foi anunciada a morte cerebral após o eletroencefalograma não detectar mais atividades cerebrais. Mas a ventilação mecânica prosseguiu como orientava a lei italiana. Às 13h40 (de Brasília) do dia 1º de maio de 1994, o coração de Senna parou de bater, e sua morte foi anunciada pela mesma médica, no saguão do hospital, às 14h05 (de Brasília).
Depoimentos



Personalidades importantes, entre jornalistas e pilotos, revelam ao Estadão suas memórias sobre aquele dia 1º de maio de 1994.




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O funeral



O corpo de Ayrton Senna foi liberado do IML local para voltar ao Brasil dois dias após sua morte. A Força Aérea Italiana transportou o caixão do piloto brasileiro para a capital francesa, Paris, e depois ele seguiu em um voo comercial para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. A chegada ao País aconteceu às 6h14, do dia 4 de maio.






O caixão seguiu em cortejo pelas ruas da capital paulista sobre um caminhão do corpo de bombeiros.





Estima-se que mais de um milhão de pessoas se aglomeraram nas ruas para se despedir do ídolo máximo. Outras 250 mil foram à Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o corpo foi velado por mais de 22 horas.





O corpo de Ayrton Senna foi enterrado na manhã do dia 5 de maio, no Cemitério Parque Morumby, em São Paulo.






O que mudou em 30 anos



Uma série de mudanças em aspectos de segurança foi executada na Fórmula 1 desde a morte de Ayrton Senna. Conjuntos do carro foram aperfeiçoados para evitar que novos acidentes fatais ocorressem. Em 30 anos, a categoria teve somente um acidente que levou à morte de um piloto, o francês Jules Bianchi, no GP do Japão de 2014, que introduziu outras alterações.

Atualmente, os carros possuem estruturas que protegem o corpo do piloto, da cabeça aos pés. O bico, as laterais do cockpit e a traseira têm reforços capazes de absorver o impacto em caso de batida. Materiais como as fibras sintéticas kevlar e zylon tornaram mais seguro correr de Fórmula 1.


Além da tradicional barreira de pneus, a F-1 incorporou há alguns anos uma nova barreira, chamada “TecPro”, agilizou seu procedimento de atendimento a pilotos acidentados, aumentou áreas de escape e proteção nas pistas mundo afora.


Uma reivindicação de Senna na véspera de sua morte foi a limitação da velocidade dos carros nos boxes. A ideia foi colocada em prática depois e, atualmente, é de 80 km/h, com algumas exceções, como Mônaco, em que o pit lane é mais estreito, e o limite passa a 60 km/h.

Por causa do gravíssimo acidente de Jules Bianchi em Suzuka, a Fórmula 1 criou um safety car virtual (VSC, sigla em inglês). Caso haja algum acidente ou problema na pista de menor grau, os carros diminuem o ritmo de volta em 30% a 40% para evitar que permaneçam em alta velocidade mesmo sob bandeira amarela.


O Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, passou por transformações no traçado. Um dos mais velozes e perigosos, ele voltou a fazer parte do circo da Fórmula 1 durante a pandemia de covid-19, em 2020, após 13 anos fora do calendário. O circuito alterou a curva Tamburello, onde Senna morreu, para uma chicane, obrigando frenagem dos carros. A curva Villeneuve, onde Ratzenberger sofreu o acidente fatal também se tornou uma variante.


Entre os principais equipamentos obrigatórios de um piloto de Fórmula 1 está o Hans (“head and neck support” que significa “apoio de cabeça e pescoço”), desde 2003. Ele fica preso ao capacete e sustenta a cabeça e o pescoço do piloto para que não aconteça o mesmo que passou com Senna com o impacto do braço da suspensão do carro, que acertou seu capacete e provocou uma fratura da base do crânio.


Capacete e célula de sobrevivência foram aperfeiçoados para resistir a maiores impactos e reduzir os danos ao piloto em caso de acidente. As laterais do carro foram elevadas. Anteriormente, o piloto ficava com os ombros expostos fora do cockpit, agora a proteção é maior. O macacão tem como uma das principais missões impedir que o piloto se queime se o carro incendiar, luvas e sapatilhas seguem o mesmo padrão.


Uma das mais importantes medidas de segurança foi a adoção do Halo após muitos testes e motivada principalmente pelo acidente de Felipe Massa, na Hungria, em 2009, em que foi atingido na cabeça por uma mola solta do carro de Rubens Barrichello. O item se tornou obrigatório apenas em 2018 e já salvou algumas vidas na Fórmula 1, entre elas de Romain Grosjean e do heptacampeão Lewis Hamilton.


EDITOR DE ESPORTES GUSTAVO FALDON; REPORTAGEM MARCOS ANTOMIL; MOTION DESIGN MARCOS MULLER; INFOGRÁFICOS EDMILSON SILVA E MAURO GIRÃO; EDITORA DE INFOGRAFIA REGINA ELISABETH SILVA, EDITORES-ASSISTENTES DE INFOGRAFIA ADRIANO ARAUJO E WILLIAM MARIOTTO

Beneficiários do INSS recebem primeira metade do 13º salário





Previdência antecipou primeira metade do 13º aos aposentados e pensionistas Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Especialista dá dicas de como usar o valor do benefício


Os aposentados e pensionistas Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já começaram a receber a primeira metade da parcela do 13º salário. Os valores estão sendo depositados junto com o benefício correspondente ao mês de abril — o qual é distribuído no período entre 24 de abril e 8 de maio. Em uma medida anunciada no mês passado, o governo federal decidiu antecipar esse pagamento, que normalmente ocorre em agosto.

Essa antecipação abrangerá cerca de 33,6 milhões de benefícios, representando um acréscimo de aproximadamente R$ 33,68 bilhões na circulação econômica do país, de acordo com os dados da folha de pagamentos de março.

A quantia antecipada equivale a 50% do total do abono anual — e sobre essa primeira parte não há dedução de Imposto de Renda. Se aplicável, o imposto será retido somente na segunda parcela, programada para ser distribuída entre o final de maio e o início de junho.

Para Roberta Veras, contadora e integrante da Comissão Nacional de Voluntariado do Conselho Federal de Contabilidade, é importante guardar uma parte do valor como uma reserva de urgência.

“Geralmente acontecem imprevistos ao longo do ano e as pessoas não têm um dinheiro guardado para uma urgência, como um cano em casa que estourou; ficou doente. Então esse é um dinheiro muito bem empregado, se você guardar para essa finalidade”, explica.

Outra alternativa é aplicar o valor em um Certificado de Depósito Bancário (CDB), um investimento de renda fixa, ou em uma poupança. Ela pontua que precisa ser uma aplicação que tenha liquidez imediata para quem não sabe mexer com a aplicação financeira.

“Se você não sabe mexer com aplicação financeira, chegue no seu gerente de banco e sugira para ele fazer uma aplicação CDB com o resgate automático da sua conta. É uma boa alternativa. Ou você deixa em uma poupança vinculada, caso você precise com urgência, você resgata. Muitas pessoas querem ganhar juros muito rápido com esse dinheiro — mas lembre-se que não é essa a finalidade”, destaca.

Para os inadimplentes, ela resslata que pensem na possibilidade de negociar a dívida e pagá-la para ter um nome limpo.
Calendário de pagamento

Os primeiros a receber são os segurados com benefício que possuem o último dígito igual a 1. E cujos rendimentos não ultrapassam um salário mínimo vigente (R$1.412). Aqueles com dígito final de 1 a 5 receberam o pagamento nos últimos cinco dias úteis de abril.

Por outro lado, os segurados com dígitos finais de 6 a 9 — e os que terminam em 0 — terão os pagamentos creditados junto aos beneficiários com rendimentos acima do salário mínimo, nos primeiros cinco dias úteis de maio.

O calendário completo de pagamentos do INSS pode ser acessado no link do calendário 2024.
Como consultar

Os segurados podem verificar o número do cartão do benefício no site ou no aplicativo Meu INSS, clicando no serviço "Extrato de pagamento". Para isso, é preciso realizar o login com senha no portal gov.br.

Também é possível consultar as informações por meio da central telefônica 135, que está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Quem recebe

Recebem o décimo terceiro salário os segurados e pensionistas que receberam os benefícios temporários ao longo de 2024, como auxílio por incapacidade temporária e auxílio-reclusão. Nessas circunstâncias, o valor é calculado proporcionalmente ao período de recebimento do benefício.

Além disso, quem recebe salário-maternidade também tem direito ao décimo terceiro proporcional. No entanto, ele é pago junto com a última parcela do benefício, diferentemente dos demais beneficiários que recebem o valor extra em datas distintas.

Por outro lado, os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao idoso e pessoas com deficiências não têm direito ao valor adicional do décimo-terceiro salário.

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#13°#Economia#INSS

PISO DA ENFERMAGEM: repasses da parcela de abril já estão disponíveis para estados, municípios e DF





Estados e municípios, incluindo o DF, recebem repasses para complementar o piso salarial da enfermagem Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2024, o orçamento é de R$ 10,6 bilhões, que serão transferidos ao longo do ano aos entes federados e estabelecimentos de saúde — segundo cartilha do Ministério da Saúde

Em cumprimento a Lei n.º 14.434, de 4 de agosto de 2022 — que estabelece o piso nacional da enfermagem — já foi liberada mais uma parcela do repasse da assistência financeira complementar para o pagamento do salário da categoria. De acordo com o Ministério da Saúde, compete agora aos gestores o pagamento dos colaboradores diretos — sejam servidores ou empregados —, bem como a transferência dos recursos às entidades privadas contratualizadas ou conveniadas, que atendam, pelo menos, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A cada mês, o Ministério da Saúde edita portaria para atualizar os valores, corrigir informações e identificar a forma pela qual os repasses devem ser feitos. A previsão é transferir ao longo do ano R$ 10,6 bilhões, de acordo com a cartilha do piso da enfermagem disponibilizada pelo Ministério da Saúde.

Os repasses estão sendo realizados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS). Conforme a pasta, foi aberta uma conta específica para o envio de repasses. Após a transferência da União, cabe aos gestores os pagamentos aos profissionais.

Mas é importante que a aplicação dos recursos seja fiscalizada em todo o país para garantir que os valores cheguem aos contracheques, como explica o advogado especialista em direito médico Josenir Teixeira.

“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, avalia.

Para o coordenador da Comissão Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Jefferson Caproni, a transferência representa um avanço significativo, mas ele alerta que a categoria ainda precisa ser mais valorizada.

“A valorização da nossa enfermagem é um investimento na qualidade — e não um gasto. A melhoria da assistência aos pacientes e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde têm que ter base no apoio à força de trabalho”, ressalta.

Estados com problemas

Segundo Caproni, ainda há estados e municípios enfrentando problemas com o repasse. Pernambuco, Bahia e Ceará são exemplos de estados que permanecem reivindicando o pagamento do valor estabelecido em lei para o piso nacional da enfermagem.

O município de Cruzeiro do Sul (AC), por exemplo, recebeu em abril R$ 254.866,77. Santana do Ipanema (AL) R$ 598.317,38. Tabatinga (AM), R$ 131.132,57. Oiapoque (AP) um valor pouco menor: R$ 91.675,04. Mata de São João (BH) está próximo dos 250 mil reais — e Pacajus (CE) R$ 159.160,59.

Para conferir a lista completa com os valores referentes a cada região clique aqui.

Mais informações sobre o piso da categoria estão disponíveis na página da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

#Ministério da Saúde#Piso da enfermagem#Saúde#Brasil Gestor

Dia do trabalhador: desemprego sobe a 7,9% em março





Taxa de desemprego de março cresce e atinge 7,9% dos brasileiros Foto: Reprodução Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil

Pesquisa do IBGE mostra aumento de 0,5% do desemprego em relação ao último trimestre; apesar da alta, taxa é a menor para o período desde 2014. Apesar da queda na ocupação, economistas apostam num ano positivo para o emprego

A taxa de desocupação n Brasil, divulgada esta semana pelo IBGE, ficou em 7,9% no primeiro trimestre de 2024 — meio ponto percentual mais alta que a registrada no último trimestre de 2023. Apesar da alta recente na taxa de desemprego, o número é menor do que os 8,8% de desempregados que apareceram na pesquisa feita no mesmo período de 2023.

A chamada “população desocupada” foi o que puxou a alta, segundo a Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios, a PNAD-contínua. Essa parcela da população cresceu 6,7% em relação a dezembro de 2023, contabilizando 542 mil brasileiros à procura de trabalho. É que entre novembro e fevereiro aumentam os postos de trabalho temporários — e quando este período acaba, os postos temporários reduzem, como explica a economista e professora da FGV, Carla Beni.

“As férias de verão no Brasil demandam trabalhos temporários e atividades de turismo que também geram um quantidade de trabalhos específicos, mas depois desse período acabam sendo reduzidos.”

Em relação ao mesmo período de 2023, o saldo é de 808 mil pessoas a menos (-8,6%).

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Menor taxa de desocupação desde 2014

Na comparação com o último trimestre — encerrado em dezembro de 2023 — a taxa de desocupação registrada agora foi a menor para o período desde 2014. Naquele ano, a taxa de desemprego foi de 7,2%.

O economista chefe da Análise Econômica, Andre Galhardo, explica que boa parte desta evolução pode ser explicada pela força do setor de serviços, que continua sendo o que mais emprega no Brasil, mas também a força adicional de outros setores.

“A indústria gerou um volume positivo um número bem razoável de vagas de trabalho no mês de março, segundo dados do Caged. A gente tem também a força do comércio varejista. A economia brasileira vive um bom momento neste primeiro trimestre de 2024 — e isso tem fortalecido o mercado de trabalho.

A pesquisa mostra ainda que, apesar da redução da população ocupada, o número de trabalhadores com carteira assinada não variou de forma significativa na comparação com o trimestre móvel anterior — permanecendo em 38 milhões. Número que representa uma alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Renda real maior

Para a professora Carla Beni, o item mais relevante da pesquisa é o rendimento médio mensal real — já que o ‘real’ trata-se de um ganho acima da inflação. A massa de rendimentos bateu seu recorde na série histórica que começou em 2012 — R$ 308,3 bilhões. O valor representa o montante que os trabalhadores ocupados recebem para movimentar a economia.

Na média dos três primeiros meses deste ano, o rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 3.123 — alta de 1,5% entre trimestres seguidos e 4% em relação ao primeiro trimestre de 2023.

“Isso é algo muito importante porque você tem um aumento da massa salarial e do rendimento em todos os trabalhos. Esse ponto só foi possível por conta do retorno da recuperação do aumento do salário mínimo, com regaste do PIB na fórmula.”

A correção do salário mínimo — agora com aumento real — aumenta a perspectiva econômica para o trabalhador, o que é visto como positivo pela economista.

“O mercado de trabalho mais aquecido gera mais consumo. E o consumo é um dos vetores de crescimento da atividade econômica em 2024. É um bom termômetro que indica que a economia brasileira tem um crescimento mais sólido e mais disseminado no primeiro trimestre de 2024 do que no mesmo período de 2023”, avalia André Galhardo.

#Economia#Emprego#IBGE#PNAD#Renda#Trabalho

Sebrae lança plataforma para ajudar micro e pequenos empreendedores a buscar crédito de forma consciente





Presidente nacional do Sebrae, Décio Lima, durante lançamento da plataforma Crédito Consciente. Crédito: Fabricio Almeida

Entidade também disponibilizou R$ 2 bilhões em fundo de garantia, para atender, pelo menos, um milhão de empresários que precisarem de crédito assistido

O Sebrae lançou, nesta terça-feira (30), a plataforma Crédito Consciente, em evento na cidade de Florianópolis (SC). A iniciativa visa ampliar o entendimento dos empreendedores que buscam um empréstimo — seja para alavancar o negócio ou mesmo renegociar dívidas da empresa.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirmou que a entidade está pronta para atender um milhão de micro e pequenas empresas brasileiras por meio da plataforma. "Vamos dar um crédito orientado, para que [o empresário] possa ter gestão quando pega o crédito e saiba da viabilidade do seu negócio" — anunciou, em coletiva de imprensa.

A plataforma Crédito Consciente faz parte do Acredita, programa do governo federal de incentivo ao crédito para micro e pequenas empresas. A expectativa é de injeção de mais de R$ 7,5 bilhões na economia, até 2026.

Gerente de Capitalização e Serviço Financeiro do Sebrae, Antônio Valdir explica que a plataforma será importante para evitar empreendedores inadimplentes como consequência da falta de planejamento na tomada de crédito, problema observado por ele no Pronampe.

"Especialistas dizem que quando você vai montar um negócio, você trabalha com 80% de emoção e 20% de razão. E qual é a nossa ideia? É criar uma consciência, nesse primeiro instante, para que esse sonho não se torne um pesadelo, no futuro", enfatizou.

Por meio da plataforma, o empreendedor não só terá dicas para saber se o empréstimo é mesmo a melhor alternativa para o momento. Valdir explica que o Sebrae vai apoiar, junto às instituições financeiras, aqueles que concluírem ser o crédito a melhor opção para a empresa.

"Depois de fazer toda essa trilha, se ele mantiver o interesse dele, ele vai nos autorizar a encaminhar para os bancos aquela base com o interesse dele e, principalmente, encaminhar para o nosso Sebrae estadual, para que ele possa fazer o acolhimento do pré-crédito ou do pós-crédito. Vamos fazer o acompanhamento pontual desse projeto, auxiliando ele — inclusive na obtenção desse crédito junto aos bancos".
Caminho consciente até o crédito

Ao acessar o site www.sebrae.com.br/creditoconsciente, o empreendedor será convidado a refletir sobre as finanças da empresa. Tendo em mãos todas as informações necessárias sobre o negócio, ele pode fazer um diagnóstico da companhia por meio de uma calculadora de planejamento financeiro empresarial.

Com a ferramenta, o empreendedor vai informar volume de venda, custos com fornecedores, entre outros dados. Caso a calculadora aponte um resultado positivo, o empresário pode procurar formas de ajustar as contas da empresa sem ter que recorrer ao empréstimo — como o adiamento de compromissos com fornecedores, revisão do estoque e, assim por diante.

Se a calculadora entender que o crédito é importante, a plataforma de Crédito Consciente trará a orientação necessária ao empreendedor.
Fampe

Para ajudar os empreendedores que precisam de um empréstimo, mas não conseguem por falta de garantia, o Sebrae aportou mais R$ 2 bilhões ao Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

A partir do Fampe, o Sebrae entra como avalista de até 80% da garantia do valor total do empréstimo, o que tende a facilitar a liberação do valor pela instituição financeira, explicou Décio Lima.

"Criamos um fundo de R$ 2 bilhões. Quando você cria um fundo garantidor, você diminui o risco. Abre a porta. O que acontece naturalmente com qualquer um de nós? Quando vai ao banco, a primeira coisa para ter o crédito é ter aval, ter garantia, ou de patrimônio ou alguém que tenha patrimônio para assinar por você a garantia. E nós vamos dar a garantia".

O presidente do Sebrae destacou o esforço da entidade para ampliar a rede de instituições financeiras que aceitam o Fampe como garantia complementar para a concessão de crédito aos micro e pequenos negócios. "Criamos uma sinergia com todo o sistema financeiro brasileiro, praticamente. Antes, atuávamos como fundo garantidor apenas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal. Hoje, estamos com toda a rede do sistema financeiro brasileiro", completou.

Até 2023, o Fampe garantiu mais de 584 mil operações de crédito. O fundo viabilizou cerca de R$ 31 bilhões em crédito, dos quais mais de R$ 23 bilhões voltados para os pequenos negócios.

Pequenos empreendedores e produtores rurais podem negociar dívidas contraídas com os fundos constitucionais
#Economia#Linha de Crédito#Microempresas#Pequenas empresas#Sebrae

Mega-Sena, concurso 2.719: ninguém acerta as seis dezenas e prêmio acumula em R$ 28 milhões



Veja as dezenas sorteadas: 16 - 25 - 27 - 30- 42 - 48.


Por g1




Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1



O sorteio do concurso 2.719 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (30), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas. Para o próximo sorteio, no sábado (4), o prêmio previsto para as apostas vencedoras é de R$ 28 milhões.


Veja os números sorteados: 16 - 25 - 27 - 30- 42 - 48


Confira quantas apostas foram premiadas no concurso 2719:


5 acertos: 39 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 45.515,78;
4 acertos: 2.110 apostas ganhadoras, cada uma vai receber R$ 1.201,83.




Números da Mega-Sena, concurso 2719 — Foto: Arte g1


Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio




Para apostar na Mega-Sena




As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.


É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.




Probabilidades




A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.



Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Município de Aiuaba escolhido pela UFC e entidades estrangeiras para trabalho de pesquisa sobre o clima






O Município de Aiuaba foi escolhido pela Universidade Federal do Ceará e entidades estrangeiras para um trabalho de pesquisa sobre alterações climáticas e biodiversidade, representando a América do Sul.

Na manhã de hoje (30), no antigo CRAS da cidade, foi realizada uma Oficina do Projeto do (Dryver DRYing riVER Networks), com o objetivo de avaliar os efeitos em cascata as alterações climáticas sobre biodiversidade, funções ecossistêmicas e serviços ecossistêmicos de DRNs (Bacias Hidrográficas que secam), através de mudanças em regimes de fluxo e uso da água.



A professora Dra. Carla Ferreira Bezerra, do Departamento de Biologia da UFC explicou que a oficina teve como objetivo valorar os Serviços Ecossistêmicos do Rio Umbuzeiro, em Aiuaba, destacando que objetivos da pesquisa são relacionados as políticas públicas mundiais relacionadas a área de meio ambiente e pagamentos dos serviços ambientais (PSA). O munícipio de Aiuaba foi escolhido como representante para na América do Sul, para essa pesquisa.



Participaram do evento, professores da Bolívia, China, Espanha, Filândia e Países Bálticos. Representantes dos vários segmentos da comunidade aiuabense, vereadores e secretários municipais também estiveram presentes.



O Prefeito Ramilson destacou a importância do estudo como forma de compreender melhor a situação climatológica do município e da Região dos Inhamuns, especialmente diante das incertezas sobre a ocorrência ou não do inverno, dificultando o planejamento das ações de Governo para enfrentamento da estiagem ou das enchentes. "Em 2024, Aiuaba registrou uma das melhores quadras chuvas dos últimos anos, com sangria e arrombamentos de açudes, danos às estradas e passagens molhadas. Estamos trabalhando para recuperar o que foi atingindo, no entanto, todos de Aiuaba estão aliviados porque havia real ameaça de colapso no abastecimento de água até para quem mora da cidade, mas como o Açude Benguê sangrou, essa preocupação não existe mais na Sede e zona rural do Município", comemorou o Prefeito.



Saiba mais

O Projeto DRYvER (Securando a Biodiversidade, Integridade Funcional e Serviços Ecossistêmicos em Redes de Rios Secando) é uma iniciativa financiada pelo programa Horizon 2020 da União Europeia. Seu objetivo principal é investigar como a biodiversidade, as funções ecossistêmicas e os serviços ecossistêmicos em redes de rios secando são diretamente e indiretamente alterados pelas mudanças climáticas. O projeto está em andamento e tem duração de 48 meses, de setembro de 2020 a setembro de 2024.



A rede de rios é um dos pontos críticos mais ameaçados da biodiversidade. Em tais redes, as comunidades aquáticas, as funções ecossistêmicas e os serviços são organizados por meio de restrições ambientais locais e fluxos regionais de organismos e recursos. No entanto, esses fluxos estão ameaçados pelas mudanças climáticas e pelo aumento do uso humano da água, resultando em rios e córregos secando em todo o mundo, inclusive na Europa. Mais de 50% da rede global de rios inclui canais secando, e essa proporção está aumentando drasticamente. A transição de regimes de fluxo de permanente para intermitente representa um ponto de virada significativo para os rios, incluindo mortes em massa de peixes e qualidade da água comprometida. Portanto, é urgente entender os processos ecossistêmicos e as consequências socioecológicas do secamento.

O projeto DRYvER visa preencher essa lacuna de conhecimento, fornecendo estratégias baseadas em evidências e ferramentas para a gestão adaptativa eficaz de redes de rios secando na União Europeia e em todo o mundo. Ele reúne dados empíricos e de modelagem de nove redes de rios secando (estudos de caso) na Europa e na América Latina para desenvolver um quadro meta-sistema aplicável globalmente. Além disso, o projeto gerará diretrizes para a conservação da biodiversidade e o manejo ecossistêmico dessas redes em face das mudanças climáticas.



Repórter Wilrismar Holanda

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