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O Estado receberá o primeiro Centro Integrado de Inteligência do Nordeste. A unidade será a primeira de cinco que serão implantadas no País e integradas a um centro nacional em Brasília para combater o crime organizado.
“O governador pediu que fosse agilizada a instalação do Centro. Além disso, conversamos também sobre o pedido de liberação, pelo Exército, de 13 mil armas compradas pelo governo. Vou solicitar, por meio do ministro da Defesa, que seja agilizada a liberação dessas armas porque é muito importante para o Ceará”, explicou Jungmann.
Ao ser perguntado sobre a possibilidade de intervenção no Estado, Jungmann descartou a ideia. “Não foi feita nenhma solicitação nesse sentido. Não existe nenhum tipo de planejamento ou preparo a respeito de qualquer intervenção. Acredito que o Estado tem força e capacidade de superar estes problemas”, finalizou o ministro.
Intervenção
A possibilidade de intervenção tem sido defendida pelo deputado federal Danilo Forte (DEM). “A maior cobrança da população, hoje, é em relação às ações que precisam ser tomadas na área da segurança e essa deve ser a pauta das discussões no Congresso Nacional. Nós fizemos, inclusive, uma enquete nas redes sociais e 82,9% das pessoas que se manifestaram nela defendem a intervenção federal, também no Ceará”, disse o deputado em entrevista recente ao jornal O Estado.
Danilo Forte chama atenção para a “fragilidade” das ações na área e defende um modelo de intervenção “construída”. “Tudo isso demonstra a preocupação da população com relação ao tema. Essa situação que estamos vivendo no Ceará é fruto da fragilidade das medidas que foram tomadas ao longo do tempo. A intervenção poderia ser construída pelo Governo do Estado junto ao Governo Federal em ações compartilhadas que trariam resultados mais satisfatórios no combate à criminalidade”, ressalta.
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