por Cadu Freitas - Repórter
Ao todo, só em 2018, já foram notificados 281 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 91 foram causados pelo influenza, cujos subtipos podem ser A H1N1, A H3 e B. No ano todo de 2017, houve 286 notificações, com 36 confirmações e cinco óbitos.
Além das 11 mortes causadas pelo H1N1 neste ano, outras oito ainda continuam em investigação a fim de saber qual foi o agente infeccioso responsável e seis não tiveram seu biotipo especificado pela epidemiologia.
De acordo com o boletim as mortes foram registradas nas cidades de Aracati (um), Eusébio (dois), Fortaleza (quatro), Iracema (um), Milhã (um), Paraipaba (um) e Solonópole (um). Além disso, a maioria dos casos que evoluíram para óbitos faziam parte do grupo de risco considerado pela Sesa, especialmente na faixa etária de pessoas acima de 60 anos e crianças entre um e quatro anos - que apresentavam ou não doenças crônicas.
A superintendente da Rede de Unidades Hospitalares e Ambulatoriais do Estado, Tânia Coelho, considera que o aumento nos números da influenza ocorreu pelo trabalho das equipes de saúde. "Acho que com todo esse alarme em Fortaleza e no Estado, as pessoas passaram a notificar mais, a gente vem trabalhando desde a semana passada pedindo a notificação de todas as unidades hospitalares, inclusive das unidades privadas que são locais onde a gente tem dificuldade de notificação", afirma.
Um comparativo entre o número de casos de H1N1 neste ano sugere, pelo menos até o momento, que é possível haver recorde de confirmação para o vírus em 2018, uma vez que a maior quantidade foi estabelecida há dois anos, quando foram confirmados 103. Contudo, para Tânia Coelho, ainda é cedo para dizer isso.
"Dizer que a gente vai superar é meio difícil, mas pode ser que isso aconteça. A tendência agora é de que esse número diminua. Em maio, a maior parte do grupo de risco já vai estar vacinada, então a tendência é diminuir", acredita a superintendente.
Vacinação
Para que isso aconteça, contudo, é preciso que a cobertura de vacinação do grupo de risco siga atendendo a maior quantidade de pessoas possível. "Nossa meta é conseguir fazer a cobertura vacinal e estimular as capacitações, estimular o uso do tamiflu o mais rápido possível nos pacientes do grupo de risco que têm sintomas de gripe", explica a superintendente, ao ressaltar que o medicamento tem indicações específicas e está sendo usado de forma inadequada por muitas pessoas.
Para atingir o objetivo da Campanha da Vacinação contra o H1N1, neste fim de semana os sete postos de saúde centrais de Fortaleza estarão distribuindo doses para os grupos de risco. A Capital recebeu 63 mil vacinas ontem e pretende continuar com o atendimento até na segunda-feira, cujo dia foi considerado como ponto facultativo pela Prefeitura do Município e pelo Governo do Estado.
fonte dn
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