CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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sábado, 28 de abril de 2018

Temer prorroga prazo do Refis do Funrural








O presidente Michel Temer assinou hoje (27) medida provisória (MP) prorrogando para 30 de maio o prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural. O programa visa renegociar dívidas com o Fundo de Assistência do Trabalhador Rural (Funrural). A MP será publicada na próxima segunda-feira (30), quando se encerraria o prazo para adesão.

Criado em meio a um impasse judicial quanto à legalidade da cobrança do Funrural, o programa prevê o pagamento imediato de uma alíquota de 2,5% do valor da dívida em até duas parcelas iguais, mensais e sucessivas. O restante do débito poderá ser parcelado em até 176 vezes, com mais 60 meses para quitação total, caso o montante ainda não tenha sido liquidado.

Com Agência Brasil

Dia Nacional da Empregada Doméstica lembra luta por direitos da classe








O dia 27 de abril não é uma data qualquer na vida de Érica Aparecida Bernardes, trabalhadora doméstica há nove anos e presidente do Sindicato das Empregadas Domésticas de Jundiaí (SP) e região desde 2014. A data marca o dia de Santa Zita, jovem camponesa italiana que viveu no século XI e foi consagrada pela Igreja Católica como a padroeira das empregadas domésticas. Para Érica, a importância dessa data vai além. Com orgulho, ela gosta de ressaltar que o Dia Nacional da Empregada Doméstica é também feriado para essas milhares de trabalhadoras do estado de São Paulo abrangidas pela Convenção Coletiva de Trabalho assinada entre sindicatos e empregadores, uma “conquista histórica”.

“Nós domésticas somos uma categoria ainda discriminada. Demoramos muito tempo a ter nossos direitos reconhecidos e, mesmo com esse reconhecimento, as pessoas não conseguem entender a importância do trabalho doméstico. Por isso é importante reconhecer o valor dessas trabalhadoras, que atuam no ambiente mais íntimo e importante das pessoas, que são as suas próprias casas”, diz Érica.

Mesmo sendo umas profissões mais antigas do país, o trabalho doméstico só atingiu patamar equivalente aos das demais categorias de trabalhadores há apenas cinco anos, em abril de 2013, após a promulgação da Emenda Constitucional nº 72, também chamada de PEC das Domésticas. Esse dispositivo, regulamentado em 2015 pela Lei Complementar nº 150, que estendeu aos trabalhadores domésticos direitos como jornada semanal de 44 horas, FGTS, multa por dispensa sem justa causa, adicional por trabalho noturno, salário-família, entre outros.

Brasília - Comissão de Legislação Participativa promove ato público para celebrar um ano da promulgação da PEC das Domésticas e alertar para pontos importantes que faltam ser regulamentados (José Cruz/Agência Brasil)
Comissão de Legislação Participativa promove ato público em Brasília em 2014 para celebrar um ano da promulgação da PEC das Domésticas (José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)
“A discriminação persistiu longamente quando a gente analisa a evolução legislativa das domésticas. Na aprovação da CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas], em 1943, elas ficaram de fora. Foram quase 30 anos até que, no final de 1972, fosse aprovada uma lei para essa categoria, mas sem as mesmas garantias. Depois, veio a Constituição de 1988 e os trabalhadores domésticos também foram excluídos. Somente a Emenda Constitucional nº 72, de 2013, que ainda levou dois anos para ser regulamentada [2015], significou uma reparação histórica”, afirma Delaíde Arantes, ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que trabalhou como doméstica na sua adolescência, em Pontalina (GO), para sustentar os estudos e ajudar a família pobre do campo.

Profissão na pele
“Falar da origem desse trabalho no Brasil é, sem dúvida, falar da nossa história de escravidão”, ressalta a ministra Delaíde, lembrando que o perfil demográfico dessa profissão é majoritariamente formado por mulheres negras. Segundo a pesquisa Retrato das Desigualdades, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE, esse grupo de trabalhadas chega a 6,2 milhões de pessoas em todo o país, sendo que quase 92% (5,7 milhões) são mulheres e, em termos raciais, mais de 4 milhões são negras, quase um terço do total.

“No Brasil, o trabalho doméstico é o resquício de uma abolição não conclusa. Ainda é uma profissão hereditária para as mulheres negras”, afirma Preta Rara, professora, historiadora e rapper, que ficou nacionalmente conhecida após criar a página “Eu, Empregada Doméstica”, no Facebook, que reúne relatos de maus-tratos, abusos, discriminação, preconceito e violações contra as domésticas praticadas pelos patrões no próprio ambiente de trabalho. Com mais de 162 mil curtidas, a página, criada em 2016, já recebeu mais de 12 mil relatos oriundos de todo o país. Por email, ela recebe uma média 10 a 15 relatos por dia até hoje. “Fui empregada doméstica durante 7 anos, assim como minha mãe e minha avó. Coisas que as duas sofreram décadas atrás, eu também sofri, mesmo em anos recentes”, revela, dizendo que essa é uma das marcas que mais dóem na profissão: a reprodução de um processo histórico de exploração.

Imagem da página “Eu, Empregada Doméstica”, no Facebook
Imagem da página “Eu, Empregada Doméstica”, criada por Preta Rara - Reprodução Facebook
"Senzala moderna"
No último ano em que trabalhou como doméstica, em 2009, na cidade de Santos (SP), Preta Rara foi proibida pela patroa de comer a comida que ela própria cozinhava na casa. “Tinha que levar minha marmita, meus talheres”. Ela também era proibida de usar o banheiro social da casa. “Uma vez, quando o banheiro da empregada estava quebrado, cheguei a ficar 8 horas sem poder ir ao banheiro. Minha patroa me flagrou usando um pote de sorvete pra urinar”, relembra.

“Existem domésticas passando por essas condições ainda hoje, impedidas de se alimentar, sem ganhar vale-refeição, impedidas de frequentar o banheiro da casa onde trabalham. São mulheres trabalhando em condições análogas à escravidão”, aponta, ao dizer que “a senzala moderna é o quartinho da empregada”.

Preta Rara lembra vários casos de cor. Conta a história de uma mulher de 23 anos, oriunda da Paraíba, mas que morava na casa dos patrões, um casal de advogados, em São Paulo. “O marido levava a esposa no trabalho e, em vez de seguir para o seu emprego, voltava pra casa e assediava a menina. Ela tinha que se trancar por dentro quando ia limpar cada cômodo. Com dois filhos pra criar na Paraíba, ela ganhava cerca de R$ 2 mil por mês na época, um valor acima da média em relação a outras domésticas, o que mantinha ela dependente daquele abuso”, relata.

Além das histórias reais publicadas na página, Preta se prepara agora para publicar um livro do projeto, mas incluindo relatos inéditos. Ela busca uma editora para lançar o “Eu, Empregada Doméstica: nossa voz ecoa”.

Efetivação de direitos
Atualmente, do total de 6,2 milhões de trabalhadoras domésticas no país, cerca de 24,8% (1,5 milhão) têm carteira assinada, um número que permanece relativamente estável, mesmo após a regulamentação da PEC das Domésticas, de acordo com dados do programa E-Social do governo federal de dezembro de 2017.

Segundo Mário Avelino, do Instituto Doméstica Legal, organização que atua na orientação das empregadas e patrões para garantir maior formalização no setor, haveria um déficit de formalização da situação para pouco mais de 2 milhões de trabalhadoras. As demais, cerca de 2,5 milhões, trabalham como diaristas, sem vínculo empregatício. “Em geral, nas pessoas que têm empregada doméstica, essa cultura escravagista ainda tá enraizada, por isso não formalizam”, argumenta.

De acordo com Avelino, o patrão que deixa de formalizar acreditando que tá fazendo economia se engana. “A economia do empregado informal é o que chamados de economia burra, porque, em geral, esse patrão só não paga os impostos. Muitos deles pagam férias e até 13º, mas quando abre-se um processo trabalhista, ele acaba tendo que pagar de novo algo que ele já havia pago”, explica.

“É muito mais seguro, para todos, o trabalho formal com a carteira assinada, pois garante a proteção do empregado e evita uma dívida trabalhista para o empregador”, afirma a ministra Delaíde Arantes. Para ela, o governo deveria encampar uma campanha pública de incentivo e esclarecimento sobre a importância da formalização do trabalho de empregadas domésticas.

“A gente ainda não consegue fazer valer os direitos conquistados a partir da PEC”, lamenta Preta Rara. Ela diz que recebe fotos diariamente de domésticas que se arriscam em sacadas de apartamentos para fazer a limpeza, sem qualquer equipamento de segurança. Uma das formas das trabalhadoras se protegerem é informação e empoderamento, afirma a historiadora.

Ela cita, por exemplo, o aplicativo Laudelina, lançado recentemente. O programa conta com ferramentas como uma calculadora de benefícios e uma rede de contatos. O nome do aplicativo homenageia a ativista sindical e trabalhadora doméstica, Laudelina de Campos Melo (1904-1991), fundadora do primeiro sindicato de domésticas do país, o de Campinas (SP). Preta também recomenda o “Guia da Doméstica”, material informativo e com orientações, disponível gratuitamente na internet.

Rio de Janeiro - O 2º Diálogo Nacional sobre Violência Doméstica, organizado pelo Fundo Fale Sem Medo tem por objetivo reunir as representantes para amplo diálogo com especialistas no tema da violência doméstica e direitos das mulheres
A vida da ativista e doméstica Laudelina de Campos Melo está registrada em livro (Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo)
Impactos da Reforma
As trabalhadoras domésticas também reclamam do impacto da reforma trabalhista, aprovada no ano passado, para a categoria. A Lei nº 13.467/2017, que alterou diversos pontos da CLT, não incide diretamente sobre a regulação do trabalho doméstico, que tem uma lei própria (Lei Complementar nº 150), mas alguns aspectos já estão influenciando o setor.

“A questão da obrigação de homologação sindical da rescisão, que deixou de existir, causa um impacto, sim. Muitas vezes, na hora da homologação, os empregadores suprimem direitos do trabalhador e, se tiver qualquer irregularidade no FGTS, no recolhimento da previdência social, isso pode ser verificado pelo sindicato”, aponta Érica Aparecida Bernardes, do Sindicato das Domésticas de Jundiaí (SP). Ela também registra o impacto da reforma para a organização sindical, com o fim do imposto compulsório recolhido dos trabalhadores, que também afetará os sindicatos da categoria.

Para a ministra Delaíde, por estar fora da categoria abrangida pela CLT, as mudanças da reforma trabalhista não se aplicam aos trabalhadores domésticos, como é o caso dos contratos de trabalho intermitente, uma das novas modalidades em vigor.

Agência Brasil

Exproaf reunirá expositores do Cariri durante quatro dias de evento, em Crato




De 31 de maio a 03 de junho, acontece em Crato a XVIII Exposição dos Produtos da Agricultura Familiar do Cariri (Exproaf). Realizada anualmente no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, este ano, em decorrência das obras de reforma e ampliação do parque, previstas para ser entregue na última semana de junho, a Exproaf será promovida no Largo da Rffsa.


Durante o evento, expositores da agricultura familiar de vários municípios da região do Cariri estarão comercializando produtos agrícolas, artesanato e comidas típicas, tudo ao som de apresentações folclóricas e shows culturais.


Organizada pela Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece), com o apoio dos Sindicatos da Região do Cariri e do Governo do Estado, a Exproaf também contará com a realização de seminários voltados para os trabalhadores do campo, onde terão a oportunidade de compartilhar conhecimentos e discutir melhorias para o segmento.

Temer assina decreto que prorroga Luz Para Todos







O presidente Michel Temer assinou hoje (27) o decreto que prorroga o programa Luz Para Todos até dezembro de 2022. Lançado em 2003, o programa tem como objetivo levar energia elétrica para as populações sem acesso à energia elétrica, em diferentes regiões do país. O decreto será publicado no Diário Oficial da próxima segunda-feira (30).

A prorrogação por mais quatro anos, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), possibilita a conclusão das obras e dos contratos em andamento. De acordo com a pasta, com a nova data, a universalização plena do acesso à energia elétrica no país deve alcançar mais de 2 milhões de brasileiros no meio rural.

O programa é coordenado pelo ministério e executado pela Eletrobras e pelas concessionárias de energia elétrica e cooperativas de eletrificação rural, em parceria com os governos estaduais.

O programa atende especialmente o Norte e Nordeste e às populações que vivem em regiões isoladas, entre elas, as comunidades quilombolas e indígenas, os assentamentos, ribeirinhos, pequenos agricultores e as famílias em reservas extrativistas. Até dezembro de 2017, mais de 16 milhões de pessoas foram beneficiadas com o programa.

Com Agência Brasil

Banco decidirá valor de parcela mínima do cartão de crédito




Cliente que entrar no rotativo, mas pagar no
mínimo 15% do seu débito entra na categoria regular,
pagando juros de 243,5% ao ano.
FOTO: MARCOS SANTOS/USP


O pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito, que hoje é estabelecido em 15%, passará a ser determinado por cada instituição financeira a partir de 1º de junho de 2018, decidiu o CMN (Conselho Monetário Nacional) na última quinta-feira (26). A nova regra prevê que, em caso de alteração desse percentual mínimo de pagamento da fatura, o cliente deve ser comunicado com no mínimo 30 dias de antecedência.


O cliente que entra no rotativo mas que paga no mínimo 15% do seu débito entra na categoria regular, que paga juros de 243,5% ao ano, segundo dados de março. Quem não paga o mínimo de 15% entra na categoria não regular, com taxas de juros mais elevadas, marcadas em 397,6% ao ano. Desde abril do ano passado, o cliente que fica mais de 30 dias no rotativo é encaminhado pelo banco a uma linha de crédito parcelado.


É esse percentual de pagamento mínimo que passará a ser definido pelo próprio banco. "O contrato firmado com os clientes deve dispor sobre a forma de cobrança dos encargos por atraso, bem como apresentar as demais informações necessárias para fins de entendimento da nova disciplina pelo cliente", afirmou o BC em nota.


Decisão
O Conselho Monetário ainda estendeu ao cartão de crédito uma decisão tomada em fevereiro do ano passado, que determina que, em caso de atraso no pagamento de empréstimos, os bancos só poderão cobrar os mesmos juros acertados com o cliente no momento da contratação da operação.


Parte das instituições financeiras passava a cobrar taxas de mercado quando o cliente começava a atrasar o pagamento de operações contratadas.


Condição
A regra anterior falava em "comissão de permanência" para se referir a taxas a serem cobradas em caso de atraso, o que levava algumas instituições a cobrarem o cliente duas vezes: pela taxa fixada no momento da contratação da operação e também pelas taxas de mercado. Se um cliente pegava empréstimo a uma taxa de 6% ao mês, por exemplo, e se tornasse inadimplente em uma época em que os juros de mercado estivessem em 8%, poderia ser cobrado em 8% ou mesmo 14%, se as taxas fossem somadas pela instituição.


"O objetivo da medida é alinhar as regras dos cartões às normas estabelecidas para as demais operações de crédito e de arrendamento mercantil", afirmou o BC em nota. (Diário do Nordeste)

Criação da Frente Parlamentar Intermunicipal pela Região do Cariri é proposta




Em pronunciamento na Tribuna da Câmara Municipal do Crato,no dia 23/04, o Vereador Amadeu de Freitas (PT) lançou o Manifesto de criação da Frente Parlamentar Intermunicipal pela Região Metropolitana do Cariri.

O objetivo da Frente Parlamentar é contribuir com as discussões públicas para a implementação dos instrumentos de governança e de desenvolvimento integrado e a consequente consolidação da RMC, afirma o texto do manifesto. O manifesto diz também que a integração da organização, do planejamento e da execução de funções públicas de interesse comum aos municípios que compõem a Região Metropolitana do Cariri – RMC requer esforços político e administrativo interfederativo e a participação da sociedade.

A Região Metropolitana do Cariri, criada pela Lei Complementar Nº 78/2009, tem em sua estrutura de funcionamento o Conselho de Desenvolvimento e Integração formado por Secretários Estaduais e Prefeitos dos municípios que compõem a RMC. Um dos grandes desafios da Região Metropolitana é a elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado - PDUI para que as ações de interesse comuns sejam realizadas. Entre estas ações estão questões como o destino final dos resíduos sólidos, saneamento ambiental, mobilidade urbana e preservação ambiental.


A Medida Provisória Nº 818/2018 prorrogou até o final de 2021 o prazo estipulado pela Lei Federal Nº 13.089/2015, que institui o Estatuto da Metrópole,para que as Regiões Metropolitanas do Brasil elaborem e aprovem seus Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado. Segundo o Vereador Amadeu de Freitas, uma das tarefas iniciais da Frente Parlamentar será a luta pela elaboração do PDUI. O plano será o instrumento norteador das ações integradas de desenvolvimento da RMC, comenta o parlamentar cratense.

A Frente Parlamentar Intermunicipal pela Região Metropolitana do Cariri será composta por vereadores e vereadoras dos nove municípios que compõem a RMCque assinarem o manifesto. O passo seguinte à criação da Frente Parlamentar será a montagem de uma agenda de atividades nas nove cidades envolvendo a população, os Governos Municipais e o Governo do Estado, antecipa o Vereador Amadeu de Freitas. (www.cratoemfoco.com)

Os sete postos de saúde centrais de Fortaleza estarão distribuindo doses para os grupos de risco neste fim de semana ( Foto: Fabiane de Paula )
por Cadu Freitas - Repórter
A Capital recebeu 63 mil vacinas, ontem, e pretende continuar com o atendimento até esta segunda-feira, ponto facultativo para a Prefeitura e o Governo do Estado ( Foto: Fabiane de Paula )De 19 de abril ao dia 27 passaram-se apenas oito dias e, enquanto as vacinações contra o vírus influenza continuavam nos postos cearenses, os números contabilizados pela Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa-CE) iam subindo. Nesse período, os 24 casos confirmados para H1N1, citados na semana anterior, evoluíram para 76; bem como o número de óbitos passou de quatro para 11.
Ao todo, só em 2018, já foram notificados 281 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 91 foram causados pelo influenza, cujos subtipos podem ser A H1N1, A H3 e B. No ano todo de 2017, houve 286 notificações, com 36 confirmações e cinco óbitos.
Além das 11 mortes causadas pelo H1N1 neste ano, outras oito ainda continuam em investigação a fim de saber qual foi o agente infeccioso responsável e seis não tiveram seu biotipo especificado pela epidemiologia.
De acordo com o boletim as mortes foram registradas nas cidades de Aracati (um), Eusébio (dois), Fortaleza (quatro), Iracema (um), Milhã (um), Paraipaba (um) e Solonópole (um). Além disso, a maioria dos casos que evoluíram para óbitos faziam parte do grupo de risco considerado pela Sesa, especialmente na faixa etária de pessoas acima de 60 anos e crianças entre um e quatro anos - que apresentavam ou não doenças crônicas.
A superintendente da Rede de Unidades Hospitalares e Ambulatoriais do Estado, Tânia Coelho, considera que o aumento nos números da influenza ocorreu pelo trabalho das equipes de saúde. "Acho que com todo esse alarme em Fortaleza e no Estado, as pessoas passaram a notificar mais, a gente vem trabalhando desde a semana passada pedindo a notificação de todas as unidades hospitalares, inclusive das unidades privadas que são locais onde a gente tem dificuldade de notificação", afirma.
Um comparativo entre o número de casos de H1N1 neste ano sugere, pelo menos até o momento, que é possível haver recorde de confirmação para o vírus em 2018, uma vez que a maior quantidade foi estabelecida há dois anos, quando foram confirmados 103. Contudo, para Tânia Coelho, ainda é cedo para dizer isso.
"Dizer que a gente vai superar é meio difícil, mas pode ser que isso aconteça. A tendência agora é de que esse número diminua. Em maio, a maior parte do grupo de risco já vai estar vacinada, então a tendência é diminuir", acredita a superintendente.
Vacinação
Para que isso aconteça, contudo, é preciso que a cobertura de vacinação do grupo de risco siga atendendo a maior quantidade de pessoas possível. "Nossa meta é conseguir fazer a cobertura vacinal e estimular as capacitações, estimular o uso do tamiflu o mais rápido possível nos pacientes do grupo de risco que têm sintomas de gripe", explica a superintendente, ao ressaltar que o medicamento tem indicações específicas e está sendo usado de forma inadequada por muitas pessoas.
Para atingir o objetivo da Campanha da Vacinação contra o H1N1, neste fim de semana os sete postos de saúde centrais de Fortaleza estarão distribuindo doses para os grupos de risco. A Capital recebeu 63 mil vacinas ontem e pretende continuar com o atendimento até na segunda-feira, cujo dia foi considerado como ponto facultativo pela Prefeitura do Município e pelo Governo do Estado.

fonte dn

Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional 20/03/2025 - 20:59 São Paul...