CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Associação lamenta morte de PMs e diz que ‘Ceará vive uma guerra que caça o profissional de segurança’





A Associação dos Profissionais de Segurança (APS) lamentou o assassinato de três policiais em um bar no bairro Vila Manuel Sátiro, em Fortaleza, nessa quinta-feira, 23. A APS ainda cobrou ações da Secretaria da Segurança Pública.

“Mais uma vez, a corda pende para o lado mais fraco. E o cenário não muda! O Ceará vive uma guerra, uma guerra entre o bem e o mal. Uma guerra que caça o profissional da Segurança Pública, que o amedronta, que o ameaça e que lhe tira a vida”, informa a nota.

Um dos policiais assassinados estava de folga no momento do crime. As vítimas foram identificadas como sargento José Augusto de Lima (58 anos), tenente Antonio Cezar Oliveira Gomes (50) e o subtenente Sanderley Cavalcante Sampaio (46), sendo, somente, o subtenente do serviço ativo.

“O que vemos é que o crime organizado está cada vez mais forte e que é ele que decide: quem vive e quem morre, quem entra e quem sai. Muitos profissionais de segurança foram expulsos de suas residências, outros não tiveram nem a chance de se retirarem. Mas quem é o responsável? Está claro que a motivação foi o pleno exercício da função. Eles morreram por serem policiais militares”, lamenta a APS.

Também em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que “não medirá esforços para identificar e prender os suspeitos”. Uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) participa das buscas.

A população pode ajudar os trabalhos de investigação da Polícia repassando informações que ajudem a identificar e localizar os suspeitos. Para isso, basta ligar para o disque denúncia da SSPDS pelo número 181 ou para o 190 da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops). O sigilo das denúncias é garantido.

O Ministério Público do Ceará se solidarizou com os familiares e amigos dos policiais e afirmou que a Procuradoria Geral de Justiça adotará todas as providências possíveis para auxiliar as investigações “e levar a julgamento os responsáveis por esse bárbaro crime”.

Com informações do Portal Uol Notícias

CAMPOS SALES – ABERTURA DA FESTA DE NOSSA SENHORA DA PENHA 2018





Daniel Laureano


Procissão e missa

Uma multidão de gente se fez presente no seminário para participar da procissão de Nossa Senhora da Penha 2018 no município de Campos Sales.
Os fiéis vinheram de Cavalo, bicicletas, motos e carros. Todos com mesmo intuito, que é de adorar a Santa protetora do município.

Em seguida uma linda missa celebrada pelo padre Salvador, ex estudante do seminário em Campos Sales e hoje padre no Estado da Parnaíba.

Após a Santa missa, a comunidade se reuniu no pátio da igreja para assistir o show de calouros com artistas da terra e se deliciar com as comidas vendidas nas barracas localizadas naquele local.

Quem também esteve presente foi a Secretaria de Saúde, a mesma estava com uma equipe de plantão realizando vários tipos de exames para toda a população.

Lembrado que a festa da padroeira tem o apoio da prefeitura municipal, da Secretaria de cultura e de vários comerciantes locais.

Fotos e vídeos oficiais:
Karirioeste.com.br

Todas as fotos em facebook.com/karirioeste

PREFEITO DE CAMPOS SALES DECRETA LUTO DE 3 DIAS





Daniel Laureano


Plantão karirioeste
Campos Sales
Manifesto minha solidariedade à família de Dr. Cicero Ferreira Fernandes, bem como o pesar, enquanto prefeito municipal de Campos Sales, pela passagem de tão ilustre cidadão que para a memória deixa o legado da laboriosidade de sua existência a serviço do bem. Pelo que decretamos Luto Oficial de Três dias a partir de hoje(23), a demonstrar que uníssonos fazemos menção do revelo que o mesmo fez por merecer pela trajetória irretocável de sua vida.
Moesio Loiola de Melo
Prefeito Municipal

TSE define as durações das propagandas de rádio e TV


Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, ontem, a previsão do tempo de cada candidato a Presidente da República no horário eleitoral, a ser veiculado no rádio e na televisão às terças, quintas e sábados.




O horário eleitoral está previsto para começar no dia 31 de agosto, próxima sexta. Contudo, as peças dos presidenciáveis serão veiculadas em um bloco à tarde e outro à noite, ambos com a mesma duração, a partir do dia 1º de setembro, um sábado.A Corte Eleitoral também comunicou quantas inserções (peças de propaganda de curta duração divulgadas ao longo do dia) terá cada presidenciável ao longo do primeiro turno.
O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, é quem detém a maior fatia do horário eleitoral: o tucano deverá ter 5 minutos e 32 segundos em cada bloco de propaganda, além de 434 inserções que serão transmitidas na programação de rádio e TV ao longo do 1º turno.
A candidatura do ex-presidente Lula (PT) possui a segunda maior fatia do horário eleitoral: dois blocos diários de 2 minutos e 23 segundos cada, além de 188 inserções ao longo do 1º turno, mais uma inserção extra de 30 segundos definida por sorteio.
Já o candidato do PSL ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, terá oito segundos em cada bloco de propaganda e 11 inserções ao longo do primeiro turno da campanha eleitoral. Dos 13 concorrentes, o menor tempo é do João Goulart Filho (PPL) que terá apenas 5 segundos em cada bloco de propaganda.


Marina vai abrir o bloco do horário eleitoral reservado aos candidatos ao Palácio do Planalto. A definição da sequência de aparição dos candidatos no rádio e na televisão foi feita à moda antiga, como se fosse bingo, com o número de urna de cada candidato representando uma bolinha correspondente no sorteio.
Conforme o TSE, a ordem do horário eleitoral de 1º de setembro será essa: Marina (Rede), Cabo Daciolo (Patriota), Eymael (DC), Meirelles (MDB), Ciro (PDT), Boulos (PSOL), Alckmin, Vera Lúcia (PSTU), Lula, Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Podemos), Bolsonaro (PSL) e João Goulart Filho.
No mesmo dia das propagandas dos presidenciáveis (terças, quintas e sábados), são veiculadas as peças dos deputados federais. A ordem de aparição dos candidatos a presidente da República nos blocos de propaganda vai se alterando ao longo desses três dias: por exemplo, o primeiro candidato do bloco dos presidenciáveis na terça-feira será o último da próxima vez (ou seja, quinta-feira), e assim por diante.
Cada bloco do horário eleitoral veiculado na TV tem 25 minutos - o horário de exibição na televisão é das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55.
Às terças, quintas e sábados, metade do tempo fica com os deputados federais; a outra metade, com os presidenciáveis.
Nos outros dias, são veiculadas as propagandas dos candidatos que concorrem a outros cargos, como governador, senador e deputado estadual.


A divisão dos tempos de cada candidato a Presidente da República no bloco do horário eleitoral fará com que sobrem nove segundos a cada bloco, informou o TSE. De acordo com a assessoria do tribunal, essa "sobra" de nove segundos diz respeito às diferenças de centésimos de segundos distribuídas entre todos os 13 candidatos na corrida ao Palácio do Planalto.
Segundo o TSE, essa sobra de nove segundos vai ser destinada sempre ao último candidato que aparecer no bloco de propaganda. Como a ordem de aparição dos candidatos na televisão vai sempre variar, todos deverão ser beneficiados com o tempo extra. As sobras foram sorteadas para seis candidatos, que vão ganhar, cada um, uma inserção extra de 30 segundos: Eymael, Amôedo, Marina, Ciro, Dias e Lula.

Ministérios Públicos omitem valores e Brasil paga, por mês, R$ 104 milhões em auxílios a magistrados





Somente com pagamentos de auxílios a juízes, desembargadores e ministro em abril, o Poder Judiciário brasileiro gastou R$ 104,6 milhões. O número é de um levantamento feito pelo Portal Uol Notícias nas folhas de pagamento de todos os tribunais do País durante o mês – o último com dados completos divulgados.

A reportagem também buscou os dados para fazer o mesmo levantamento com os auxílios pagos a procuradores, mas os Ministérios Públicos (MPs) não divulgam essa informação detalhada. Tanto os magistrados como os membros do MP querem um reajuste de 16% em seus vencimentos a partir de 2019. O aumento faz parte da discussão do orçamento no Congresso.

Somados os 12 meses de um ano, o valor dos auxílios pago aos magistrados chega a R$ 1,25 bilhão, valor similar ao orçamento inteiro da cidade de Palmas (capital do Tocantins) em 2018. Em média, cada um dos 18 mil magistrados do país recebe R$ 5,8 mil de auxílios ao mês, ou seja, quase o triplo da renda média de um trabalhador brasileiro, que ficou em R$ 2.178 em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As folhas de pagamento dos magistrados dos 93 tribunais do país estão disponíveis no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O valor somado pelo Portal Uol Notícias para chegar à cifra leva em consideração cinco tipos de auxílios: moradia, alimentação, saúde, pré-escolar e natalidade.

Moradia, o mais caro auxílio

Entre os auxílios pagos pelo Judiciário, o que mais custa aos cofres públicos é o de moradia. Em abril, o pagamento desse benefício somou a cifra de R$ 75 milhões. Esse auxílio beneficia mais de 70% dos magistrados brasileiros, que não precisam comprovar aluguel de casa para receber o valor mensal médio de R$ 4.377,73. A legalidade do benefício, entretanto, está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em seguida, vêm os gastos com o auxílio-alimentação, com R$ 18 milhões. Nesse caso, há variações entre a verba paga pelos tribunais, com valores que variam de R$ 884 a 1.925.

MPs omitem valores

No caso dos membros do Ministério Público, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) divulga a lista de pagamento sem especificar os auxílios destinados aos promotores e procuradores. Há apenas um campo com valores de indenizações, que englobam todos os tipos de auxílio. Entretanto, poucos órgãos estaduais informam o valor e a maioria prefere omiti-lo, dando apenas o valor final das remunerações de seus membros.

No caso do Ministério Público Federal (MPF), as indenizações somaram R$ 7,29 milhões em abril – o que dá um valor médio de R$ 5.400 por procurador. No caso do Ministério Público do Trabalho (MPT), o valor de indenizações inclui valores a mais que os auxílios – o que impossibilita a soma. O mesmo vale para os MPs estaduais, já que muitos órgãos não informam os valores indenizatórios pagos.

Em nota encaminhada ao Portal Uol Notícias, o CNMP informou que tramita uma proposta de resolução que estabelece que as unidades do MP “divulguem discriminadamente, nos respectivos portais da transparência, todas as verbas que compõem a remuneração de seus membros”.

“As alterações sugeridas, entre as quais a informação sobre todas as verbas, como auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio-moradia e ajuda de custo, permitirão a discriminação dos valores recebidos. Ainda não há data de a proposição ser deliberada pelo plenário do CNMP”, informa o órgão.

O CNMP não acrescentou nenhuma outra observação sobre o pagamento dos auxílios. O CNJ, que foi procurado nos últimos dias, não respondeu ao pedido do Portal Uol Notícias sobre uma manifestação da entidade sobre o assunto. “É uma imoralidade”, afirma a pesquisadora.

Para Luciana Zaffalon, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e coordenadora do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), as remunerações pagas adicionalmente aos membros do Judiciário e do MP fazem com que eles superem – e muito – o teto constitucional (hoje em R$ 33.733).

“Fiz a análise dessas carreiras em São Paulo para minha tese de doutorado, durante um ano, e vi que 97% dos membros do MP e do Judiciário receberam remunerações mensais acima do teto. Os benefícios corporativos representam cerca de 60% da remuneração de cada membro”, diz. “Esses valores colocam magistrados e membros do MP entre os 0,08% mais ricos do país”, completa.

Para a coordenadora do IBCCrim, o pagamento de auxílios sobre os quais sequer incide imposto de renda demonstra ainda mais a supervalorização da carreira no Brasil. “O auxílio é um valor adicional a um salário altíssimo, que entra direto em conta, sem que haja desconto. Ou seja, é uma imoralidade”, afirma. Ela cita ainda que apenas 12% dos funcionários públicos recebiam acima de R$ 8.000, de acordo com dados do IBGE de 2015.

Segundo a pesquisadora, os valores pagos mensalmente a integrantes do Judiciário e do MP são bem maiores e fogem a comparações internacionais com magistrados e procuradores de outros países. “Se comparado com Alemanha, Portugal, há uma discrepância insustentável. É inevitável não ver o nível socioeconômico do nosso país. Mesmo com políticas de austeridade, quando o país passa por seu maior momento de arrocho, ele não alcança políticos e juízes. É difícil eles saírem desse arrocho como se não fizessem parte do problema”, afirma a pesquisadora.

Com informações do Portal Uol Notícias

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO R$ 143,1 milhões foram destinados à emergência no CE



Até o fim do ano, o repasse federal ao Estado deve ultrapassar os R$ 282,89 milhões destinados em 2017




O Açude Pedra Branca, localizado na zona rural de Jaguaribe, está secando e deve deixar algumas comunidades rurais sem água, pois a Operação Carro-Pipa foi desativada no período chuvoso ( Foto: Honório Barbosa )
00:00 · 24.08.2018 por Antonio Rodrigues - Colaborador

Jaguaribe / Jardim / Quixadá. No primeiro semestre de 2018, o Ministério da Integração Nacional (MI) já aprovou o repasse de R$ 143,1 milhões para ações emergenciais no Estado do Ceará. Ao fim do ano, o número deve ultrapassar os R$ 282,89 milhões destinados em 2017. Os recursos incluem a Operação Carro-Pipa, recuperação de áreas públicas danificadas, intervenções e obras para prevenção de riscos. Atualmente, 78 municípios cearenses estão em situação de emergência por conta da seca ou estiagem. Há casos pontuais por alagamentos e enxurradas ainda em vigência.

O reconhecimento federal é realizado a partir do decreto oficial de emergência ou calamidade pública, pelo Governo do Estado, e do envio de documentação para análise da Defesa Civil Nacional. Há casos em que o município foi atingido por um desastre natural, mas não solicitou o reconhecimento nem apoio federal.

"É importante esclarecer que os dados de reconhecimentos federais de emergência ou calamidade pública não refletem a quantidade real de municípios atingidos por um desastre natural", adverte o Ministério da Integração.

Dinâmica

A medida federal possui vigência de 180 dias e, por isso, os dados são muito dinâmicos e podem ser alterados diariamente. A atuação do governo federal serve para complementar as ações dos estados e municípios, que devem apresentar suas demandas para avaliação técnica e atendimento. Somente após a análise da documentação entregue pelos entes, equipes técnicas da Defesa Civil Nacional definem o valor do recurso que será utilizado para apoio federal.

Os recursos são destinados para três tipos de ações. As de prevenção, que são medidas referentes ao planejamento da ocupação do espaço geográfico e a execução de obras e serviços, principalmente relacionadas com intervenções em áreas de risco, como em encostas, contenção de erosões e relocação de famílias.

Já as ações de resposta compreendem o socorro e assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais. Neste caso, o valor é repassado exclusivamente por meio do Cartão de Pagamento de Defesa Civil (CPDC). Por último, as ações de recuperação correspondem à reconstrução de áreas destruídas por desastres.

Intensidade

Segundo as informações do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, dos 78 municípios cearenses reconhecidos em situação de emergência 66 são decorrentes da seca e 14 por causa da estiagem. A diferença entre as duas é que a seca se refere à deficiência de chuvas por um período prolongado, provocando escassez de água, enquanto que as estiagens são menos intensas e ocorrem em um período mais curto de tempo.

No caso da seca, a decretação da situação de emergência é feita pelo governo municipal ou estadual, com o fim de estabelecer uma situação jurídica especial para a execução das ações de assistência à população.

Os municípios que obtém reconhecimento podem receber abastecimento por meio de carros-pipa, recursos para perfuração de poços profundos, implantação de sistemas localizados de abastecimento, adutoras e cisternas, por exemplo.

Fiscalização

Além disso, a Lei de Licitações prevê, em seu artigo 24, inciso IV, a possibilidade de dispensa de licitação nos casos de emergência ou de calamidade pública. Nestes casos, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) fiscaliza atos e contratos decorrentes do uso desse dispositivo. O Órgão apura se há transgressão à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial.

O último município que decretou situação de emergência foi Jardim, no Cariri cearense, no último dia 13 de julho. Apesar de ficar no sopé da Chapada do Araripe, a cidade sofre com falta de abastecimento, principalmente, após a quadra chuvosa. No último domingo, as caixas d'água tomavam conta das calçadas, na entrada de sua sede, enquanto os moradores, sentados, aguardavam o abastecimento do carro-pipa. No Sítio Bonsucesso, já foram cavados dois poços profundos, mas a água não foi suficiente. Já no Sítio Imburana, a população aguarda a chegada da máquina, que está em manutenção. "Todo mundo está com dificuldade de água", lamenta o comerciante Val Ferreira.

Mais afetadas

No entanto, são as regiões do Sertão dos Inhamuns, Sertão Central, Centro-Sul e Vale do Jaguaribe que mais apresentam municípios em situação de emergência. Em várias localidades o cenário é semelhante: cisternas secas, açudes com pouca água e qualidade imprestável para o consumo e suspensão da Operação Pipa. Em Quixadá, por exemplo, centenas de famílias das comunidades rurais aguardam o retorno do abastecimento de água dos caminhões. A maioria das cisternas já está seca e onde ainda há água, não será suficiente até o próximo período chuvoso. A salvação é o programa emergencial do governo federal. Foi assim nos últimos seis anos.

Para os moradores da localidade de São Francisco, a cerca de 10Km da sede de Quixadá, a opção é utilizar a água acumulada nas cisternas de 16 mil litros. A família do agricultor Paulo Sérgio de Araújo e os vizinhos têm até um chafariz na porta de casa. Entretanto, a água acabou. Eles resolveram perfurar um poço profundo, mas a vazão é pouca, menos de 800l/h, o suficiente apenas para o banho diário.

Na zona rural de Jaguaribe, moradores das localidades de Pedra Branca, Pastos Bons, Tanque e Fechado sofrem com a escassez de água. O Açude Pedra Branca, que deveria receber água dos açudes Orós e Croatá, está secando até o fim deste mês. A escassez de água deve afetar também a sede dos distritos de Nova Floresta e Feiticeiro. Mais de 500 famílias precisam retirar água diretamente nos reservatórios em baldes. A maioria usa motos para o transporte do recurso hídrico. "Lamentamos o fim dos carros-pipa. Ficamos dependendo desse açude", disse o agricultor Valdeir Rodrigues. "Aqui a situação é de muitas dificuldades", completa.

Quadra chuvosa

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as chuvas entre fevereiro e maio deste ano no Ceará registraram 580,5mm, ficando dentro da categoria "em torno da média" para o período, melhor resultado desde 2011. O Litoral Norte foi a macrorregião mais beneficiada, com 885,3mm, um desvio positivo de 13,8%. Considerando os observados, logo depois vem o Litoral de Fortaleza com 780,9mm; o Maciço de Baturité, 705,7mm; Ibiapaba, 680,2mm; e o Cariri, com 669,3 mm.


ENQUETE

Como se dá o abastecimento?

"Os carros-pipa foram embora no meio do inverno e agora a água já acabou nas cisternas e está terminando no açude; estamos sem assistência; o jeito é vir todo dia duas vezes pegar; mas é uma água esverdeada, ruim"

Valdeir Rodrigues
Agricultor de Jaguaribe

"Ninguém sobrevive sem comida e nem sem água. Quando alguma delas falta, é sofrimento na certa. A salvação, para nós, quando a água acaba, é o abastecimento emergencial, pelos carros-pipa"

Pedro Sérgio de Araújo
Agricultor de Quixadá

RECURSOS DO FUNDEB Aprece recupera R$ 1,15 bi para 41 municípios cearenses



Segundo a Associação, se todas as cidades tivessem entrado na Justiça, o valor total seria de R$ 12,4 bilhões



01:00 · 24.08.2018

Recursos recuperados por meio de ações judiciais são de Fundo destinado a estimular a educação nos municípios ( FOTO: FABIANE DE PAULA )

Passados 14 anos do ingresso de ações na Justiça, a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) conseguiu recuperar o total de R$ 1,15 bilhão - referente ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) - para 41 municípios.

Em 2004, todos os 184 municípios cearenses chegaram a ser convocados pela entidade para tentar reaver os recursos, porém, apenas 56 concordaram em ingressar com ações por meio de advogados articulados pela Aprece, afirma o consultor econômico da Associação, Irineu de Carvalho.

"A União tinha o compromisso de complementar verbas, assim como o Estado e os municípios. Mas, durante todo o tempo do Fundef, estava repassando ao Ceará algo como apenas 2% daquilo que o Estado e municípios colocavam. Ninguém tinha coragem de mover ação contra a União porque, se perdesse, tinha a sucumbência, e só 56 acreditaram na nossa tese".



Atuação conjunta

Nos anos seguintes, a Aprece buscou reunir novamente os demais municípios para que ingressassem em conjunto contra a União na tentativa de reaver os valores perdidos, rememora Irineu, e conseguiu agregar, ao todo, 135. Enquanto que, outros 13 recorreram à Justiça individualmente. Com a prescrição (5 anos) avançando, ano após ano, os 184 municípios perderam muito dinheiro.

"Se todo mundo tivesse entrado (na Justiça) na época certa, teriam recebido juntos R$ 12,4 bilhões", detalha, contabilizando que o valor perdido hoje chega à casa dos R$ 6,5 bilhões. Em 2004, o valor global que os 56 municípios auxiliados pela Aprece poderiam recuperar sozinhos seria de R$ 3,1 bilhões, mas já penalizados com a perda de R$ 450,2 milhões.

Alvo de ações

A ação dos advogados articulados pela Aprece, entretanto, foi recentemente alvo de ações judiciais e extrajudiciais, coordenadas pelo Ministério Público do Ceará, Ministério Público Federal, Ministério Público de Contas e Advocacia-Geral da União.

Por meio de uma força-tarefa, os órgãos fiscalizadores anunciaram o resgate de R$ 150 milhões do fundo, que seriam, segundo eles, utilizados "irregularmente" no pagamento de honorários advocatícios.

As decisões conseguidas pelo Ministério Público do Estado foram favoráveis aos municípios de Tianguá, Icó, Juazeiro do Norte, Boa Viagem, Morada Nova, Antonina do Norte, Pereiro, Guaramiranga e Limoeiro do Norte; e quatro ações judiciais referentes aos municípios de Acaraú, Meruoca, Caucaia e Jaguaretama aguardam decisão.

Para o Ministério Público, os honorários dos advogados poderiam ter sido pagos "pelo tesouro, em outra rubrica orçamentária - mas isto se fosse juridicamente possível e moralmente justa a contratação de advogados privados para fazer este trabalho simplíssimo em lugar das Procuradorias Municipais - coisa que não se admite", endossa o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, Élder Ximenes.

A Aprece, por sua vez, nega qualquer irregularidade, tendo em vista que o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ) determina que o "advogado tem direito a receber o recurso mesmo que seja dinheiro da educação porque esse dinheiro não teria chegado ao município não fosse sua ação", defende Irineu de Carvalho. Os R$ 150 milhões, segundo a Aprece, dizem respeito à precatórios que estão sendo pagos esse ano. O cálculo para chega a esse valor, informou o Ministério Público, somou "apenas os valores referentes às ações iniciadas pelo MPC/CE dos municípios que possuíam contratação de advogado(a)(s) com valor estimado informado no Portal de Licitação dos Municípios".

Trabalho das procuradorias

O consultor da Aprece aponta ainda que, conforme dados do Portal da Transparência, do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, no ano (2004) em que os 56 municípios ingressaram com ações pela Aprece, 33 deles não tinham procuradorias. Logo, não seria possível a realização do trabalho via Procuradorias Municipais, conforme determina o Ministério Público.

Já de acordo com o promotor Élder Ximenes, mesmo que as procuradorias não existissem, "seria o caso de contratação mediante licitação comum, sem tratar de notória especialização ou exclusividade, dada a singeleza do objeto. Jamais por dispensa ou inexigibilidade de licitação. Note-se que em uma situação hipotética como esta, qualquer movimentação do município em qualquer processo judicial exigiria a contratação de escritório mediante licitação".

"Não há ilegitimidade de contrato porque a Justiça federal, em grau de recurso, reconheceu a legitimidade dos advogados em receber os honorários porque o contrato é legítimo. E quem tem competência pra tratar sobre qualquer assunto do Fundef e Fundeb é o Ministério Público Federal porque são recursos oriundos do cofre da união", diz Irineu. "Os advogados foram contratados pelos municípios por procuração, e isso os legitimou a trabalhar e obter êxito. A finalidade pública foi atingida", complementa.
Fique por dentro

Fundo estimula ampliação da oferta de ensino

Em vigor de 1997 a 2006, o Fundef se tratava de um fundo de natureza contábil, a partir do qual cada município recebia o equivalente ao número de alunos matriculados na sua rede pública do Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries do antigo 1º grau). Foi extinto e substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O Fundo foi instituído pela Emenda Constitucional n.º 14, de setembro de 1996, e regulamentado pela Lei n.º 9.424, de 24 de dezembro do mesmo ano, e pelo Decreto nº 2.264, de junho de 1997.

Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional 20/03/2025 - 20:59 São Paul...