CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Rádios educativas: lançado edital para novas emissoras em 311 municípios; veja lista das cidades contempladas





Foto: Pablo Le Roy/MCom

Entidades interessadas terão até o dia 21 de março de 2025 para inscrição


O Ministério das Comunicações lançou o edital de seleção pública para inscrição das entidades interessadas em executar o serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM), com finalidade exclusivamente educativa, em 311 municípios das cinco regiões do país.

Confira os detalhes do edital e a lista de municípios contemplados neste link.

“As rádios educativas democratizam a comunicação e levam cultura e educação a todos os lugares do país. Precisamos dar agilidade e incentivar que essas emissoras estejam presentes no maior número de localidades possível”, afirmou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

Este é o primeiro edital do Plano Nacional de Outorgas (PNO) de Rádios Educativas lançado no último dia 18. Ainda há previsão de lançamento de mais três editais até 2026.

Poderão participar do processo seletivo as pessoas jurídicas de direito público interno, as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada, com sede no Brasil e credenciadas pelo Ministério da Educação, e as fundações de direito privado cujos estatutos não contrariem o Código Brasileiro de Telecomunicações e legislação correlata.

A inscrição deverá ser feita, obrigatoriamente, pela Plataforma de Cidadania Digital, por meio do endereço eletrônico: https://www.gov.br/pt-br/servicos/participar-de-edital-para-executar-servicos-de-radio-educativa.

A entidade interessada terá até o dia 21 de março de 2025 para efetuar sua inscrição e encaminhar a documentação exigida para cada localidade de interesse.

Fonte: MCOM
#Comunicação#Rádio

O que a respiração pode dizer sobre a saúde: ronco, chiado e dor ao respirar





Foto: Dr. Ajuda!/divulgação

Neste episódio, a Clínica Geral Dra. Maria Helena Favarato (CRM: 125.000/ SP | RQE: 102.447) fala o que pode ser ronco, chiado e dor ao respirar.

Alguns sinais de respiração, como ronco, chiado ou dor ao respirar, podem indicar problemas sérios de saúde.

O ronco pode ser um sintoma de apneia do sono, que compromete a oxigenação do corpo e aumenta o risco de doenças cardíacas.

Já o chiado ao respirar pode indicar condições como asma ou bronquite. Dor ao respirar, por sua vez, pode estar relacionado a infecções pulmonares, como pneumonia, ou até coágulos não respiratórios.

Esses sinais não devem ser ignorados. Caso os apresentem, procure um médico para avaliação.

Respirar bem é essencial para a saúde e qualidade de vida.


Tenha acesso aos conteúdos do Doutor Ajuda. Acesse: www.portaldoutorajuda.com.br.
#Dr. Ajuda!#Saúde

Cerca de 700 obras contratadas com recursos federais estão paralisadas no Ceará; veja áreas mais afetadas


Apesar da contrapartida federal, a execução dessas ações, na maioria das vezes, fica sob responsabilidade de estados e municípios
Escrito por
Ingrid Camposingrid.campos@svm.com.br


Legenda: Projetos de irrigação são algumas das obras afetadas no Ceará.
Foto: Divulgação/Dnocs




Mais de R$ 1,35 bilhão em recursos federais estão sendo desperdiçados em obras paralisadas no Ceará, conforme revelou o Tribunal de Contas da União (TCU) no fim de 2024, em auditoria. O painel disponibilizado pelo TCU lista cerca de 700 obras (de um total de 1413) que tiveram o andamento interrompido por fatores diversos no Estado.

Apesar da contrapartida federal, quem executa essas ações nem sempre são entes dessa instância. A maioria, na verdade, fica sob responsabilidade de estados e municípios.


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A proporção cearense, de 50,7%, está próxima à média nacional de obras paralisadas, que é de 52%. Em todo o Brasil, no ano de 2024, havia 11.941 ações sem andamento, que já consumiram cerca de R$ 9 bilhões em recursos federais.

“Considerando o valor total estimado de R$ 29 bilhões, seriam necessários pelo menos mais R$ 20 bilhões do orçamento público para sua conclusão”, alerta o TCU em relatório.
Saúde e Desenvolvimento Regional

No Ceará, quem lidera a lista é a saúde, com 251 obras orçadas em R$ 112 milhões que estão nessa situação. O dinheiro vem de duas fontes: do Fundo Nacional de Saúde (FNS), cujas transferências vão direto para o fundo municipal do tomador de recursos, e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

O FNS é quem maneja os recursos empenhados para o Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a Funasa é responsável por projetos de saneamento nos municípios de até 50 mil habitantes.

Em consulta ao Sistema de Monitoramento de Obras (Sismob) da Saúde, é possível acessar mais detalhes de alguns desses projetos paralisados. Em municípios de maior porte, como Fortaleza, há casos emblemáticos.


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A obra da ampliação da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera no Hospital da Mulher, no bairro Jóquei Clube, foi projetada em R$ 447.750 milhões em 2013, mas segundo o Sismob, nunca saiu de 0% de execução. Somente R$ 89,5 mil foram repassados até o momento, e isso aconteceu em 2014. Esses dados foram atualizados no site do Sismob em setembro de 2024 e acessados pela reportagem em 3 de janeiro de 2025.


Mas vale destacar que todas as informações do painel do TCU atualizadas anualmente são referentes ao período até abril de 2024. Por isso, o levantamento do PontoPoder pode ter alguma margem de erro, com novas obras paralisadas e/ou outras retomadas após essa data.



Nesse levantamento, as construções da Saúde sofreram com dificuldade financeira ou técnica da empresa executora ou do tomador, fato ou evento não previsto, falta de aporte de contrapartida e discricionariedade do ministério responsável.

Além desses motivos, as demais áreas foram impactadas pela execução em desconformidade com o projeto, o fluxo financeiro insuficiente (atraso nos repasses financeiros), a não liberação de frentes de obra, o abandono da empresa, o atraso ou falta de pagamento da construtora, rescisão ou descumprimento de contrato, falha na execução de serviços, irregularidades na gestão anterior, medidas administrativas do estado ou município beneficiado e outros.

É o caso das obras sob o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MDR). Apesar de o MEC ser líder no número de construções e serviços em infraestrutura paralisados, é o MDR que concentra o maior volume de investimento desperdiçado, superior a R$ 423 milhões.

Essa é a pasta responsável por destinar recursos para 37 projetos de infraestrutura viária, obras contra a seca e abastecimento de água no Ceará – isto para localidades de médio e grande porte. Um exemplo de ação prejudicada por questão orçamentária da União é a 2ª etapa da irrigação Baixo Acaraú no município de Marco, que demanda R$ 233 milhões em recursos, mais que a metade do montante destinado pelo ministério ao projeto.

O projeto foi iniciado em 2001, visando a irrigação de 12.535 hectares da região – 4.421 deles na 2ª etapa – para dar suporte à produção de culturas de alto valor comercial entre os municípios de Acaraú, Bela Cruz e Marco, na mesorregião Norte do Estado.


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O Governo Federal, através do DNOCS, celebrou um contrato de cessão de uso transferindo ao Distrito de Irrigação Baixo Acaraú a responsabilidade pela administração, operação e manutenção da infraestrutura de uso comum do Perímetro Irrigado, incluindo a alocação dos recursos financeiros necessários à operação aos pequenos produtores.

O Ministério da Saúde, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e a Prefeitura de Fortaleza foram procurados pela reportagem em busca de informações sobre as obras paralisadas. O espaço está aberto a manifestações.
Educação

A educação também apresenta situação crítica, segundo o levantamento do TCU, com 244 obras paralisadas. O mapeamento engloba hospitais universitários, educação básica, educação profissional e tecnológica e educação superior, que receberiam R$ 310 milhões em investimentos do Ministério da Educação (MEC) ao todo.

Dessas, 25 obras têm entre 0% e 2% de execução – todas na educação básica –, apesar de um investimento orçado em mais de R$ 40 milhões. Algumas delas manifestaram interesse em aderir ao Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação, instituído em maio de 2023.

Nesse levantamento, as construções sob o MEC sofreram com abandono da empresa, atraso ou falta de pagamento da construtora, rescisão ou descumprimento de contrato, falha na execução de serviços, irregularidades na gestão anterior e medidas administrativas do estado ou município beneficiado.


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Em junho de 2024, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) emitiu um alerta para que gestores regularizassem a documentação necessária para a conclusão das obras, dentro do pacto de retomada. No Ceará, 62 construções estavam nessa situação.

Em agosto, houve novas adequações para viabilizar a retomada de obras: a exigência da apresentação de laudos técnicos e de cronogramas físico-financeiros atualizados. Com base nisso, em outubro, o FNDE anunciou a aprovação de 1.049 repactuações para viabilizar a continuidade de obras de escolas públicas e ampliações em todo o Brasil.

Àquela altura, a previsão era de concluir as obras em até 24 meses após a retomada, com possibilidade de uma única prorrogação pelo mesmo período.

Além disso, o andamento financeiro das ações deve atender a, ao menos, duas etapas: a primeira parcela de recursos liberados será equivalente a 15% do valor pactuado, após cumprimento das formalidades necessárias. Já o pagamento das parcelas subsequentes exigirá a comprovação de 70% de execução financeira e física dos recursos.

O PontoPoder buscou o Ministério da Educação a fim de entender a situação das obras financiadas pela pasta no Ceará. Quando houver resposta, a matéria será atualizada.
Cidades

Já o Ministério das Cidades destinou recursos a 64 obras no Ceará, com valores em R$ 360 milhões. A pasta engloba as áreas de habitação, infraestrutura e mobilidade urbana, saneamento e outros.

Daqui, é destaque a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) em sete bacias de Camocim, orçada em R$ 55 milhões. Para este caso, a execução física está em 84,36% e a financeira, em 87,36%, conforme o TCU. A dificuldade está na discricionariedade do próprio gestor tomador.


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Também no campo de abastecimento, no Crato, há outra obra robusta paralisada, conforme o TCU. A 1ª etapa da ampliação do sistema de abastecimento de água na sede do município demandava R$ 51,3 milhões, mas o valor desbloqueada foi de apenas R$ 9,3 milhões. A causa é a falta de aporte de contrapartida.

O PontoPoder buscou o Ministério das Cidades e as prefeituras de Camocim e do Crato para mais detalhes sobre o andamento dessas e de outras obras. Quando houver resposta, a matéria será atualizada.
Outras áreas

Os ministérios da Agricultura, do Esporte e do Turismo puxam os demais investimentos desperdiçados, ainda que em menor parcela. Juntas, essas pastas destinaram R$ 105 milhões a 82 projetos sem andamento.

Na Agricultura, ações de infraestrutura e mobilidade urbana, além do próprio cultivo de gêneros alimentícios, foram prejudicados. A construção e revitalização de atrativos turísticos, de estádios e de outros equipamentos esportivos também ficaram pelo caminho.
Auditoria minuciosa

O diagnóstico do Tribunal de Contas da União compõe uma auditoria perene, que se encontra na sua terceira fase. Uma das dificuldades encontradas ao longo dos anos foi a difusão de informações sobre ações de infraestrutura e a heterogeneização de classificações.

Juntos, esses dois fatores prejudicavam o mapeamento do uso do dinheiro federal para essa finalidade, levando à perda da eficácia das gestões e dos recursos públicos. Após as recomendações do tribunal, o Governo Federal otimizou seus sistemas e tornou a fiscalização mais acessível – o que também pode ter contribuído para o aumento de casos de obras paralisadas sob ciência do TCU.



Hoje, a Corte usa em seu levantamento informações de nove bancos de dados: Caixa Econômica Federal, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Secretaria de Educação Superior (Sesu), Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), Simec-Outros e Sistema de Monitoramento de Obras (Sismob).




Cada órgão tem uma definição diferente para obras paralisadas. A Caixa, por exemplo, coloca nesse grupo aquelas ações sem evolução por pelo menos 90 dias. Já o Dnit considera uma obra paralisada somente após a celebração do Termo Aditivo de Paralisação.

Para o Simec, somente aquelas que tiveram sua execução interrompida, mas com o instrumento de transferência voluntária - seja termo de compromisso seja convênio - celebrado com o FNDE vigente, podem ser classificadas dessa forma. É diferente das obras inacabadas, que são aquelas que tiveram sua execução interrompida e não possuem instrumento vigente.

Ainda assim, o Tribunal não descarta a ingerência dos recursos públicos nesses casos. Exemplo disso é o Ministério da Saúde, que, nos levantamentos anteriores, “informou uma quantidade ínfima de obras estagnadas, o que aparentemente não refletia a realidade do setor”.

Já neste ciclo, como consta no relatório do tribunal, foi realizada uma “revisão mais detalhada dos dados, revelando um número significativamente maior, que anteriormente não haviam sido identificadas devido a falhas na geração das informações”.

Além disso, “os setores de educação e saúde são igualmente os responsáveis pela maior parte das obras que tiveram problemas de execução, o que indica uma dificuldade persistente de gestão e execução dos contratos dessas duas pastas setoriais”, pontua o documento.

Cientistas descobrem caminho que pode reverter o Alzheimer



Dementia in senior people. Memory loss. Awareness of Alzheimer's, Parkinson's disease, stroke, seizure, or mental health. Neurology and Psychology care. Science and medicine concept© boonstudio/istock

Cientistas americanos do Advanced Science Research Center da The City University of New York (CUNY ASRC) identificaram como o estresse celular no cérebro se correlaciona com o avanço do Alzheimer.

As descobertas, publicadas no periódico Neuron, sugerem que pode haver um novo alvo promissor para intervenções medicinais que podem desacelerar ou potencialmente reverter a doença.

A pesquisa destacou a microglia — considerada a célula imunológica do cérebro — como essencial tanto nas respostas protetoras quanto nas prejudiciais no desenvolvimento da doença.
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Microglias são consideradas a “primeira linha de defesa” do cérebro, devido à sua capacidade de agir rapidamente em casos de lesão ou infecção. No entanto, também são reconhecidas como um fator crítico na progressão da doença de Alzheimer.

Decifrar as diferenças operacionais entre essas duas populações microgliais tem sido fundamental para o trabalho da Professora Pinar Ayata, pesquisadora principal do estudo.


Vídeo relacionado: Fazer Exercícios Duas Vezes Por Semana Ajuda A Prevenir O Alzheimer (VideoElephant (Video))



“Nós nos propusemos a responder quais são as microglias prejudiciais na doença de Alzheimer e como podemos direcioná-las terapeuticamente. Identificamos um novo fenótipo de microglia neurodegenerativa na doença de Alzheimer, caracterizado por uma via de sinalização relacionada ao estresse”, disse a professora.
Descobertas

A equipe de pesquisa descobriu que a ativação dessa via de estresse, conhecida como resposta integrada ao estresse, estimula a microglia a produzir e liberar lipídios tóxicos. Os lipídios danificam neurônios e células progenitoras de oligodendrócitos – dois tipos de células essenciais para a função cerebral e mais impactadas na doença de Alzheimer.


O bloqueio da resposta ao estresse ou da via de síntese lipídica reverteu os sintomas do Alzheimer em modelos pré-clínicos. Usando microscopia eletrônica, a equipe de pesquisa identificou um acúmulo de “microglia escura” – um subconjunto de microglia associado ao estresse celular e à neurodegeneração, em tecidos cerebrais post-mortem de pacientes com Alzheimer.

As células estavam presentes em níveis duas vezes maiores que os observados em pessoas saudáveis. De acordo com os pesquisadores, essas descobertas revelam uma ligação crítica entre o estresse celular e os efeitos neurotóxicos da microglia na doença de Alzheimer.

A equipe de pesquisa afirma que seu estudo destaca o potencial de desenvolver medicamentos que tenham como alvo populações microgliais específicas ou seus mecanismos induzidos por estresse.

Segundo os autores do estudo, tais tratamentos podem retardar significativamente ou até mesmo reverter a progressão da doença de Alzheimer.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Salário mínimo passa para R$ 1.518 a partir desta semana



© José Cruz/Agência Brasil





O Brasil tem desde esta quarta-feira (1º de janeiro) um novo valor de R$ 1.518 para o salário mínimo, o que representa aumento de R$ 106 em relação a 2024 (R$ 1.412). Segundo o governo federal, o novo valor incorpora a reposição de 4,84% da inflação de 12 meses apurada em novembro do ano passado (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 2,5% de ganho real.

O reajuste está de acordo com a nova regra aprovada pelo Congresso Nacional que condiciona a atualização do salário mínimo aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. Por essa nova norma - válida entre 2025 e 2030 - o salário mínimo terá ganho real de 0,6% a 2,5%.



Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), pela regra anterior o reajuste deveria ser a reposição da inflação mais 3,2% (variação do Produto Interno Bruto em 2023).

O reajuste menor vai afetar a remuneração de 59 milhões pessoas que têm o rendimento ligado ao valor do salário mínimo, como empregados formais, trabalhadores domésticos, empregadores, trabalhadores por conta própria e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Impacto direto

O valor do salário mínimo tem impacto direto em despesas do governo federal como os pagamentos das pessoas aposentadas ou pensionistas, cerca de 19 milhões; de quem tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), mais de 4,7 milhões; dos trabalhadores com carteira dispensados do serviço, cerca de 7,35 milhões que acionaram o seguro-desemprego (dado de julho de 2024); e os trabalhadores que têm direito ao abono salarial (PIS-Pasep), cerca de 240 mil pessoas no ano passado.



A empresa Tendências Consultoria, de São Paulo, estima que a nova política de reajuste de salário mínimo vai gerar R$ 110 bilhões de economia dos gastos públicos até 2030, sendo que R$ 2 bilhões são previstos em 2025.

Entre 2003 e 2017, o salário mínimo teve 77% de ganho real (acima da inflação). Essa política de reajuste ficou interrompida entre 2018 e 2022. O salário mínimo no Brasil foi criado em 1936, durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas.

refeituras devem receber cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas no ano de 2025; veja municípios beneficiados





Legenda: Há recursos indicados diretamente para prefeituras específicas e há outros reservados a programas compartilhados entre diversas esferas do Executivo.


Foto: Antonio Rodrigues

Ainda que a votação do Orçamento de 2025 no Congresso Nacional esteja pendente, já é possível projetar o volume de recursos que os entes federados receberão no próximo ano em emendas parlamentares impositivas. Somente as prefeituras cearenses já somam cerca R$ 1,5 bilhão em recursos contidos nos relatórios setoriais de despesas e receitas do governo.

A maior cota, naturalmente, será destinada à saúde. A bancada cearense reservou pelas emendas RP7, de execução obrigatória, mais de R$ 220 milhões, divididos entre as atenções Primária (via PAP, a fim de atender ao piso constitucional para a área) e de Média e Alta Complexidade (MAC).



O grupo também indicou R$ 600 milhões em emendas RP2, cuja execução não é obrigatória e depende de articulação com os ministérios.

As contas também devem receber complementações de emendas individuais. Deputados e senadores garantiram recursos diretos a 34 municípios no valor de R$ 66 milhões, distribuído em vários setores de administração.

É o caso de Baturité, Guaramiranga, Quixeré, Ipaporanga, Jaguaruana, Fortaleza, Uruoca, Amontada, Santa Quitéria, Paramoti, Granja, Chaval, Chorozinho, Aratuba, Acaraú, Bela Cruz, Itarema, Umirim, Sobral, Novo Oriente, Independência, Alto Santo, Boa Viagem, Catunda, Itatira, Mombaça, Quiterianópolis, Itapipoca, Jijoca de Jericoacoara, Barreira, Capistrano, Jaguaribara, Mulungu e Tururu.



Há, ainda, envios que não são específicos para as prefeituras, uma vez que algumas das ações descritas nos documentos são de responsabilidades de três ou duas esferas de governo, mas rateio pode agregar as instâncias menores.

Além das cidades citadas na descrição da indicação, há R$ 1,4 bilhão disponível para reforçar ações locais via programas executados integralmente ou em parte pelas prefeituras. Nesses casos, as coordenadas geográficas da execução do dinheiro podem ser acessadas posteriormente pelo Portal da Transparência.

Desse total, R$ 611 milhões devem ser destinados ao caixa de hospitais públicos, às redes de atenção básica e especializada de saúde, à saúde bucal, a políticas sanitárias nos lares e outros.



Mas os programas contemplados não se restringem a essa área, abrangendo ainda ações relacionadas ao transporte escolar, à educação básica, à qualificação viária, ao fomento à cultura, a melhorias sanitárias domiciliares contra doenças, ao turismo, à proteção e defesa dos direitos da pessoa idosa e muitos outros.
Relatórios setoriais

Os deputados e senadores cearenses são privilegiados quando o assunto é o custo de emendas impositivas. No Nordeste, o Ceará fica em segundo lugar, com 225 emendas (individuais e de bancada) no total de R$ 3.737.074,4, atrás apenas da Bahia. Já no Brasil, figura em terceiro lugar no rol liderado por São Paulo.



Para 2025, o Congresso Nacional contará com R$ 24,7 bilhões em emendas individuais e R$ 14,3 bilhões para as de bancadas. Assim, cada deputado terá R$ 37,3 milhões para emendas individuais e cada senador, R$ 68,5 milhões. Cada bancada estadual terá R$ 528,9 milhões.

Os recursos citados no levantamento do PontoPoder foram localizados nos 16 relatórios setoriais do Orçamento de 2025, mas nem todos os documentos preveem verbas para execução em solo cearense. As áreas englobadas são:Infraestrutura, Minas e Energia
Saúde
Educação e Cultura
Integração, Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente
Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca
Cidades
Turismo
Ciência & Tecnologia e Comunicações
Assistência Social e Família
Esporte
Mulheres e Direitos Humanos
Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio
Defesa
Trabalho e Previdência
Justiça e Segurança Pública
Poderes de Estado e Representação

A área de Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio voltada para os municípios foi outra área que recebeu mais reforços dos parlamentares cearenses. Foram indicados R$ 270 milhões, a maioria em transferências especiais, nessa ala.



Chama atenção também a reserva de emendas que podem ser compartilhadas com as prefeituras para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), com R$ 22 milhões; o setor de Integração, Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, com R$ 18 milhões; a Educação e Cultura, com R$ 9,5 milhões; e as ações voltadas para Mulheres e Direitos Humanos, com R$ 8,5 milhões.
Orçamento travado

O ano de 2025 vai começar com uma série de restrições nos Três Poderes pelo fato de o Orçamento do próximo ano ainda não ter sido votado no Congresso. A matéria ainda aguarda a apresentação do relatório final pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA) na Comissão Mista de Orçamento (CMO).



Isso pode ocorrer após o fim do recesso parlamentar, em 2 de fevereiro, ou em reunião extraordinária nesse intervalo. A previsão inicial era de que a discussão fosse concluída em 13 de dezembro, mas o pacote de corte de gastos enviado pelo Planalto e a votação tardia do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 frustraram o planejamento.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs uma série de requisitos para garantir o bom uso, a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. Isso demandou uma força-tarefa do Legislativo para aprovar novas regras para o manejo desses recursos, sancionadas pelo presidente Lula (PT) no fim de novembro, e incorporá-las à discussão orçamentária de 2025.



Ponto Poder

Ceará terá fábrica de 'mosquitos do bem' em 2025 para combater dengue, zika e chikungunya no Nordeste


Estratégia é apoiada pelo Ministério da Saúde para o controle das arboviroses no País
Escrito por
Lucas Falconerylucas.falconery@svm.com.br



Legenda: Ceará tem vigilância constante para as arboviroses
Foto: Shutterstock




Em 2025, uma estratégia particular para controle de arboviroses será implementada no Ceará: a Biofábrica de Wolbachia. Esse termo complexo dá nome à bactéria que, ao interagir com o Aedes aegypti, impede a transmissão da dengue, zika e chikungunya. Por isso, os vetores são chamados de "mosquitos do bem".


A iniciativa faz parte das ações para controle de arboviroses do Ministério da Saúde, com investimento total de R$ 1,5 bilhão no País. A biofábrica do Ceará será construída no Distrito de Inovação em Saúde, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, na Fiocruz Ceará. A movimentação para o projeto começou ainda em 2015.

Os mosquitos do bem produzidos no Estado serão distribuídos em 1.794 municípios nordestinos, com impacto positivo para 55 milhões de pessoas, nos próximos anos. Para isso, serão contratados profissionais para o funcionamento da fábrica e lançamento dos mosquitos.


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“Em janeiro, a gente já coloca a obra no canteiro, nós queremos fazer com que a biofábrica funcione, no mais tardar, até o fim de 2025”, adianta o pesquisador Odorico Monteiro, coordenador da área de Inovação e Empreendedorismo na Fiocruz.


No momento, a tecnologia é usada em 15 países, com redução significativa das arboviroses. Na Austrália e na Colômbia, por exemplo, a queda dos casos de dengue foi maior do que 90%.

Os mosquitos do bem já são utilizados no Brasil, com uma prova de conceito feita em Niterói, no Rio de Janeiro, onde os casos de dengue caíram em 69%, a chikungunya reduziu em 60% e a zika em 37%.


Também já possuem a tecnologia em uso Campo Grande (MS), Petrolina (PE) e parte de Belo Horizonte (MG). Outros seis municípios estão em fase de implementação: Foz do Iguaçu (PR), Londrina (PR), Joinville (SC), Uberlândia (MG), Presidente Prudente (SP) e Natal (RN).



No Ceará, após a fase de construção da estrutura física, serão instaladas as tecnologias necessárias para a produção. Para isso, há uma parceria entre o Instituto de Biologia Molecular do Paraná e a Universidade de Monash, na Austrália. O grupo criou a empresa Wolbito do Brasil.


“É uma fábrica com tecnologia própria porque nós vamos produzir ovos e mosquitos com toda a estrutura para usarmos no território”, acrescenta Odorico.

Também serão contratados profissionais para fazer treinamentos e capacitações nos municípios atendidos. “Nossa meta é reduzir ao máximo possível a infecção, porque vamos produzir mosquitos que têm essa bactéria”, projeta o coordenador.
Como funciona a tecnologia

O método Wolbachia consiste na manipulação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. Esse microrganismo está presente em 60% dos insetos da natureza, mas não no chamado mosquito da dengue.


A ideia é produzir uma nova população com a bactéria e, com isso, reduzir os casos de arboviroses. “Quem transmite a dengue é mosquita selvagem, que precisa do sangue, e ao cruzar com o mosquito contaminado dá origem a uma população que nasce com a bactéria e não transmite nenhum dos vírus”, explica Odorico.

Na prática, a metodologia evita a transmissão das quatro formas existentes da dengue, o vírus da zika, da chikungunya e até na febre amarela urbana.

Os mosquitos não são transgênicos e não transmitem doenças, como garantem os especialistas. Os experimentos em laboratório identificaram que a Wolbachia, que é intracelular, não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.
Dengue no Ceará

As arboviroses de um modo geral estão em expansão no mundo devido às mudanças climáticas. Outro fator para a proliferação de dengue está no próprio vetor, como explica o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Antonio Silva Lima Neto, conhecido como Tanta.


“A razão é a sofisticação biológica desse mosquito, muito difícil de ser erradicado, porque não é mais possível lançar inseticida com impacto ambiental, as fêmeas passaram a viver mais e transmitir com muita eficiência”, detalha.

Até o momento, o Ceará teve 11.823 casos confirmados de dengue, de acordo com o monitoramento feito pela Sesa. O Estado não foi afetado como outras regiões do Brasil porque já existe uma certa imunidade coletiva ao sorotipo 2 da dengue, responsável por surtos neste ano.


Contudo, isso não significa que o Ceará não volte a ter outros picos de casos já que a dengue possui quatro formas diferentes.

“O nordeste brasileiro é uma das áreas do mundo onde a fêmea vive mais, porque as chuvas são intermitentes, é úmido, não faz frio. Então, ao viver mais, aumenta a competência vetorial porque passa mais tempo transmitindo”, frisa.

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