CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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terça-feira, 5 de novembro de 2024

Assaré : Por Todo Canto em Todo Lugar Vavá Gois recebe visita de comitiva da coordenação do SESC Ceará e de técnicos do Sesc Cariri para fazer convites aos grupos culturais de Assaré.








No início do mês de outubro a nossa querida cidade de Assaré, por meio da Assessoria Cultural de Vavá Gois, recebeu a visita do senhor Paulo Henrique Leitão, Consultor de Programação Social do Sesc Ceará, Josiel Bernardo, Técnico em Programa SESC Juazeiro e Ione Sena, Analista Assistêncial SESC Crato.

O intuito da visita foi para fazer um importante convite aos fazedores de cultura assareense, onde alguns grupos e personalidades irão participar do 10° Encontro Herança Nativa do SESC Ceará, que acontecerá na capital Fortaleza, no Hotel Iparana SESC, do dia 08 ao dia 12 de novembro de 2024.

04 (quatro) grupos de caretas irão a Fortaleza com tudo custeado pelo SESC e receberão cachê de participação no evento, os grupos são: Grupo de Caretas Mestre Evandro (Moêda sede), Grupo de Caretas Parque de Vaquejadas (sede), Grupos de Caretas da Serragem (sede) e o Grupo de Caretas da Mestra Marlene da Vila Bonita (Serra de Santana), além de 02(duas) palestras sobre cultura, sendo uma palestra com Vavá Gois e uma palestra com a Mestra da Cultura assareense Marlene Vieira e a participação do artesão assareense Aldizio Nogueira na feira popular do evento.

Agradecemos imensamente ao convite do SESC, por meio do Deputado Federal, Luis Gastão, Paulo Henrique Leitão, Consultor de Programação Social do Sesc Ceará, Heliane Aragão, Gerente Sesc Cariri, Sabrina Veras, Diretora de Programação do SESC Ceará e Claudia Brilhante, Chefe de Gabinete do Sistema Fecomércio.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Vacinação contra a paralisia infantil passa a ser injetável a partir desta segunda-feira (04)






A partir desta segunda-feira (4), a vacinação da poliomielite será feita apenas com imunobiológico injetável. A substituição da vacina oral, conhecida popularmente como gotinha, pela injeção, teve início em setembro, com o recolhimento dos imunizantes. “A vacina injetável traz bastante segurança, porque utiliza apenas partículas do vírus. A mudança, feita pelo Ministério da Saúde, é respaldada por vários especialistas e diversas organizações, como a Organização Mundial da Saúde”, destaca a coordenadora de Imunização do Ceará, Ana Karine Borges.

O novo esquema vacinal da poliomielite seguirá a seguinte ordem: crianças de 2 meses: 1ª dose; 4 meses: 2ª dose; 6 meses: 3ª dose; 15 meses: dose de reforço. “Com essa mudança, teremos uma redução nas doses de reforços. Antes, tínhamos dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Agora, será apenas um, aos 15 meses”.

Em setembro, a Sesa expediu uma nota técnica orientando as equipes municipais e regionais sobre os procedimentos de retirada da gotinha e a implementação do novo esquema vacinal.

A poliomielite é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes (tosse, espirro, fala). Em casos mais graves, pode ocasionar paralisia dos membros inferiores. No Brasil, não se detectam casos de poliomielite desde 1989.

Preço médio do gás de cozinha no Ceará dispara 5,4% em uma semana





O preço médio do botijão de 13 kg do Gás Liquefeito de Petróleo comercializado no Ceará teve alta significativa de 5,4%, ou cerca de R$ 5,53 em uma semana, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, saltando de R$ 101,46 para R$ 106,99. Na comparação entre o período compreendido entre os dias 27 de outubro e 2 de novembro, com a semana imediatamente anterior, o combustível teve a maior alta entre os sete combustíveis pesquisados pela Agência Nacional do Petróleo.


O levantamento mostrou que, no Estado, o botijão de 13 kg de GLP pode ser encontrado ao valor mínimo de R$ 95,00 e máximo de R$ 123,00, uma variação de 29,4%, a depender do local de venda. Mais três produtos tiveram elevação no valor médio de venda e outros três tiveram redução no período analisado. O preço médio do litro de etanol hidratado vendido no Ceará apresentou a maior queda, mais precisamente de 1,2% em uma semana, passando de R$ 5,00 para R$ 4,94. O produto pode ser encontrado a R$ 4,39 por litro, em Fortaleza, e chegar a R$ 5,50, o litro, na cidade de Sobral. Leia mais

Apesar disso, o preço do etanol hidratado no Ceará é considerado menos competitivo em relação à gasolina comum, por representar cerca de 81,6% do valor do combustível derivado do petróleo. Para os especialistas, o biocombustível só passa a ser uma opção mais vantajosa quando essa proporção é igual ou inferior a 70%, a depender do tipo de veículo e de outras variáveis de consumo.

Dr. Ajuda: como diferenciar a depressão da tristeza?





Foto: Reprodução/Canal Doutor Ajuda

Neste episódio, o Médico Psiquiatra Infantil Dr. Mauro Victor de Medeiros Filho fala sobre as diferenças entre depressão e tristeza com o foco em jovens


Notou que está mais triste ou irritado? Com menos vontade de fazer as coisas simples do dia a dia? Hoje, se fala muito em depressão, seja nas escolas, faculdade e no trabalho, principalmente depois da pandemia, que teve um efeito estressante em muitas pessoas.

A tristeza é uma emoção normal causada por frustrações e perdas na rotina. Esse sentimento pode fazer com que a pessoa fique menos ativa, quieta, com menos ansiedade e prazer nas atividades que realiza. Essa situação pode durar alguns minutos, horas ou até alguns dias, dependendo do que aconteceu. A tristeza não deve ser evitada ou escondida, mas sim deve ser usada para entendermos o que realmente está acontecendo.
Quando a tristeza se torna um sinal de depressão?Quando a tristeza, irritabilidade ou falta de interesse persistem por mais de duas semanas, prejudicando a rotina;
Mudanças no padrão de sono, como insônia ou hipersonia;
Alteração no padrão alimentar, com perda de apetite, perda de peso ou excesso alimentar;
Mudanças na atividade motora, como agitação ou lentificação, ou ainda cansaço e perda de energia;
Mudança na maneira de pensar, com pensamentos negativos, como culpa excessiva, pessimismo ou ideias negativas sobre si mesmo;
Presença de pensamentos ou comportamentos que indiquem falta de vontade de viver ou ideia suicida também é um sinal importante.

Em jovens, a depressão pode se manifestar de forma diferente, como irritabilidade, prejuízo acadêmico ou no trabalho, e tendem a se isolar mais.

Se algum desses sinais estiver presente, é importante buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. Quanto antes a depressão for reconhecida, mais fácil será de tratar, até mesmo sem medicamento.

Reforma Tributária: prefeitos eleitos começam 2025 com os desafios da transição





Foto: Reprodução Marcello Casal Jr Agência Brasil

Novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) passará a substituir o ISS e o ICMS, principais fontes de receita dos municípios brasileiros


Os mais de 5,5 mil prefeitos eleitos em outubro começam 2025 com um desafio dos grandes: conduzir seus municípios na transição tributária prevista pela EC 132/23 para ocorrer entre 2025 e 2028. Nesse período de adaptação, o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) passará a substituir o ISS e o ICMS, impactando diretamente a principal fonte de receita dos municípios brasileiros.

O IBS, que promete unificar a tributação sobre bens e serviços, surge como uma tentativa do governo federal de simplificar o sistema tributário brasileiro. No entanto, especialistas alertam que essa mudança poderá trazer sérias consequências, especialmente para os municípios menores — que somam cerca de 4,8 mil cidades no país — que frequentemente dependem de receitas do ISS para financiar serviços essenciais.

O mestre em Direito Tributário pela USP, Carlos Crosara, elenca alguns desses desafios.

“O primeiro deles será a convivência com dois regimes jurídicos tributários — o que já aumenta ainda mais a complexidade do sistema. No período de transição, o ISS ainda vai estar valendo com toda sua legislação e regulamentação e vai começar a entrar em vigor, paulatinamente, o IBS. E vai gerar também uma necessidade de investimento em tecnologia e infraestrutura, para rodar esses dois sistemas.”
Não cumulatividade do IBS

Outro ponto levantado por Crosara, que pode trazer desafios para os gestores municipais, é a questão da não-cumulatividade do IBS.

“A não-cumulatividade consiste em, se você tiver uma tributação numa transação anterior, você pode aproveitar esse imposto que você arcou na operação anterior, para abater do imposto devido na transação posterior.”

Neste ponto, para Crosara, será necessário uma grande modificação na escrituração dos contribuintes para poder usar essa nova sistemática não-cumulativa, já que nem eles, nem os fiscais tributários, estão acostumados a esse novo modelo. “Vai ser um longo período de adaptação até que eles se habituem a esse novo modelo.”
Impacto para as cidades

A expectativa é que o novo imposto traga maior equidade na tributação, mas até que isso aconteça, os prefeitos — principalmente das cidades menores — terão, além de se adaptar às mudanças, garantir que a qualidade dos serviços públicos seja mantida, mesmo em um cenário de incertezas fiscais.

Ranieri Genari, advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, acredita que o impacto para esses gestores será grande, ainda mais no período de transição.

“Do ponto de vista de planejamento — tanto financeiro quanto orçamentário — esse prefeito vai ter um pouco mais de dificuldade para fazer essa composição orçamentária e para entender o quanto esse município pequeno vai deixar de arrecadar ou ter uma elevação dessa arrecadação. Então ele precisa entender que o estudo preliminar para que ele possa tomar essas decisões vai ser muito importante.”

O tamanho da máquina pública também pode ser um fator importante no período de transição, mas o dinamismo econômico maior das cidades de grande porte também será afetado pela reforma, como acredita o assessor de orçamento Cesar Lima.

“Geralmente, as prefeituras menores dependem mais de transferências intergovernamentais do que de sua própria arrecadação. Já para as maiores, que têm uma movimentação econômica maior, esse impacto será mais sentido, mesmo com os "amortecedores" criados para a transição — e certamente haverá perdas num primeiro momento.”

Lima ainda explica que para essas perdas foi criado o fundo de compensação — Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) — que deve atuar para zerar eventuais perdas de arrecadação advindas da reforma tributária.

O período de transição previsto pela EC 132 será de 7 anos, tempo em que IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS — impostos que os brasileiros pagam na hora de comprar um produto ou serviço — serão substituídos por CBS, IBS e IS.

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#Economia#Municípios#Prefeituras#Reforma Tributária#Brasil Gestor

O que deve mudar no dia a dia com a implementação do Drex, o real digital? Entenda


De transações de imóveis e veículos a crédito, veja como especialistas acreditam que o real digital pode mudar o cotidiano das pessoas quando for totalmente implementado


Por Clayton Freitas


A entrada em vigor do Drex, o real digital, tem, segundo especialistas, o potencial de mudar para melhor as atuais relações de consumo em transações como a compra, venda ou transferência de titularidade de veículos ou imóveis, além de ajudar na solicitação de crédito, inclusive rural, e ainda colaborar para eliminar parte da burocracia existente atualmente nos cartórios. Ainda não há uma data específica para a implementação total do Drex, mas deve acontecer em 2025.


“O Drex promete impactar a vida das pessoas ao oferecer uma série de vantagens. Uma das principais será a redução de custos nas transações financeiras, já que elimina intermediários e taxas associadas a processos tradicionais. Além disso, proporcionará economia de tempo, com transferências e pagamentos ocorrendo de forma instantânea, em qualquer hora ou dia”, afirma Nathaly Diniz, responsável por tokens e vendas institucionais da Lumx, especializada em infraestrutura blockchain, a tecnologia por trás do Drex.

O blockchain é uma tecnologia já usada em algumas transações do sistema financeiro, criptomoedas e também nos sistemas de cloud (armazenamento de dados em nuvem), e funciona como um sistema descentralizado para registrar transações. Ele possibilita que os participantes não somente registrem suas atividades, mas também acessem o histórico completo de transações de todos os usuários na rede, garantindo assim maior transparência e segurança.

Não há uma data específica para a implementação total do Drex, mas deve acontecer no ano que vem Foto: Banco Central


Comparação com o Pix

Alguns apostam até que a nova plataforma do Drex será tão revolucionária quanto o Pix. Um deles é Márlyson Silva, CEO da Transfero, empresa de soluções financeiras baseadas em blockchain. “Assim como o Pix revolucionou os pagamentos instantâneos, o Drex vai simplificar compras, transferências e pagamentos de forma mais eficiente”, afirma Silva, profissional que já atuou no setor bancário e de pagamentos eletrônicos durante mais de uma década.

Atualmente são 13 os temas que estão em fase de testes para o real digital. No dia 14 deste mês, o Banco Central começou a receber propostas de entidades interessadas em participar da segunda fase. Essas propostas devem focar no desenvolvimento de smart contracts (contratos inteligentes). Os smarts contracts, ou contratos inteligentes, consistem em programas que executam automaticamente os termos e condições de um contrato baseados no blockchain, a tecnologia de registro instantâneo, confiável e transparente de dados. Isso significa que, uma vez que o contrato é ativado, as ações acordadas (como transferências de dinheiro, registros ou qualquer outra transação) são realizadas automaticamente sem a necessidade de intermediários, reduzindo custos e aumentando a eficiência.

“Será como derrubar peças de dominó”, afirma a advogada Núria López, head de tecnologia e proteção de dados da Daniel Advogados. “A partir do momento em que uma for acionada, todas as demais serão derrubadas automaticamente.”


Segundo ela, esse “efeito dominó” será sentido pelas pessoas no cotidiano, embora a maior parte dos temas em desenvolvimento sejam estruturantes para a adaptação do mercado à nova tecnologia.


“Processo mais prático”

Um dos exemplos mais concretos citados pelos especialistas é o de compra e transferência de veículos e imóveis. Hoje, o interessado em adquirir um desses bens precisa recorrer a diversos órgãos e fontes para reunir a documentação, comprovar renda, patrimônio, se submeter à avaliação da saúde financeira e averiguar se está tudo em ordem, o que pode demorar dias ou semanas.

“Hoje, a compra de imóveis é um processo demorado, envolvendo cartórios e muitos documentos. Com o Drex, os registros serão digitais e automatizados, economizando tempo e reduzindo erros. A transação imobiliária será finalizada em menos tempo, com maior segurança”, avalia Márlyson Silva, da Transfero. “As transações de veículos envolvem burocracia e podem levar dias. Com o Drex, essas transações serão feitas de maneira instantânea e sem a necessidade de intermediários, tornando o processo mais prático e seguro”, afirma.

Segundo explica Núria López, da Daniel Advogados, a centralização dessas informações necessárias para as transações será possível pela interligação de todos os dados, o que eliminará burocracias. “Você não vai precisar buscar dados em outro lugar”, diz a advogada.

Na avalição de Cristiano Maschio, especialista em pagamentos e CEO da fintech Qesh, o Drex deverá sobretudo reduzir tempo e custos. “Atualmente, esse tipo de transação envolve muita burocracia e muitos intermediários (cartórios, bancos, etc) e alongam demais processos como a transferência de propriedade de um imóvel. O Drex vai eliminar essas etapas, fazendo elas serem digitalizadas e automatizadas. Dessa forma, os pagamentos podem ser vinculados a contratos inteligentes, que executam automaticamente a transferência de propriedade assim que as condições financeiras forem atendidas”, diz Maschio.

Drex deve simplificar a burocracia dos cartórios, agilizando contratos e transações, segundo especialista. Foto: André Dusek/Estadão

Eduardo Silva, CEO do EdanBank, uma instituição financeira digital, também concorda que haverá mais agilidade e segurança, mas pondera ser necessário um amadurecimento do mercado. “As transações imobiliárias tendem a ser mais ágeis e seguras, mas existe ainda o amadurecimento do mercado. Por exemplo, hoje ainda não é possível tokenizar um ativo e retirar o cartório que é um intermediário garantidor. Nesse sentido, o mercado encontrou a solução de atribuir o token a matrícula. Este token pode ficar depositado num agente custodiante e ser utilizado com maior agilidade para outras transações”, afirma o CEO do EdanBank.

Apesar de dizerem acreditar que haverá mudanças profundas nos cartórios, os especialistas dizem que eles não irão acabar, já que o seu papel principal continuará a ser o de dar fé pública de documentos e sua custódia.

Rogério Bacellar, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), afirma que a nova tecnologia trará mais eficiência aos cartórios. “Entendemos a utilização de novos produtos digitais como uma oportunidade de melhoria na verificação de negócios jurídicos condicionais relacionados à transação imobiliária, podendo agilizar e automatizar procedimentos como a comprovação de quitação de pagamento e o acompanhamento de negócios imobiliários financiados em tempo real, por meio de uma plataforma que interligue as instituições financeiras e o Sistema de Registro Eletrônico Imobiliário (SREI), que já se encontra em operação no Brasil. São tecnologias que podem e devem ser incorporadas ao processo de transação imobiliária e que certamente trarão benefícios aos usuários”, diz Bacellar.

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Câmbio

Outro tema já em desenvolvimento prevê simplificar o câmbio. Uma possibilidade é a de que ele funcione ininterruptamente, 24 horas por dia.

“A adoção da tecnologia blockchain na atividade de câmbio e sua conexão com o Drex pode otimizar significativamente o processo ao reduzir custos, acelerar transações e facilitar a liquidação automática. Ao eliminar intermediários, a blockchain simplifica a reconciliação de transações, o que resulta em menores custos operacionais, especialmente em operações internacionais. Além disso, as transações podem ser processadas quase em tempo real, eliminando os atrasos comuns nos sistemas bancários tradicionais. A liquidação instantânea entre moedas também é possível, sem a necessidade de esperar dias para que os fundos sejam liberados, melhorando a eficiência geral do mercado de câmbio”, afirma Nathaly Diniz, da Lumx.

Maschio, da Qesh, complementa que o sistema será melhorado caso as moedas digitais emitidas por bancos centrais de todo mundo sejam integradas ao Drex. “Nesse caso, a ideia também é eliminar a necessidade de vários intermediários, fazendo com que as conversões cambiais sejam feitas de forma direta”, diz.

A reportagem tentou contato com o Banco Central, mas a instituição não atendeu o pedido até a publicação deste texto. Veja a seguir perguntas e respostas sobre o Drex.

O que é o Drex?

O Drex é uma moeda digital brasileira, equivalente digital do real, regulada pelo Banco Central. Funciona como a moeda física, seguindo regras do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e política monetária. Cada real digital vale um real físico, necessitando de bancos para uso pelo cidadão.

Por qual motivo ele se chama Drex?

Trat-se de uma combinação de letras. O “d” e o “r” fazem referência ao real digital, e o “e” vem de eletrônico. Já o “x” traz a ideia de conexão, associada à tecnologia utilizada, diz o BC.

Como as pessoas terão acesso ao Drex?

Para usar a Plataforma Drex, você vai precisar de um banco ou outra instituição financeira autorizada. Eles vão transferir o dinheiro da sua conta para a sua carteira digital do Drex. Assim, você pode fazer transações com ativos digitais de forma segura.


O Drex é o mesmo que uma criptomoeda?

Não. O Drex usará a tecnologia blockchain, que é um conjunto de códigos guardados em vários computadores para assegurar a propriedade do usuário na sua carteira digital, assim como o Bitcoin ou o Ethereum, que são criptomoedas famosas. A diferença é que o Drex é emitido de forma centralizada pelo Banco Central do Brasil e tem seu valor diretamente igual ao do real físico, e não volátil como as criptomoedas.

O uso do real digital terá custos?

Sim, embora sejam menores do que os praticados atualmente. Os novos valores ainda não são conhecidos.

domingo, 3 de novembro de 2024

A ameaça da escassez de água


Sistema de bacias hidrográficas opera com menos da metade da capacidade, mas ainda há tempo para agir preventivamente e evitar uma crise grave como a que se viu com as queimadas


Por Notas & Informações

O Brasil enfrenta hoje a pior seca desde o início da série histórica, em 1950, com impacto severo sobre mais da metade do território nacional. Foi com esse registro que o País assistiu à recente onda de queimadas no Pantanal, na Amazônia e no Cerrado, e é com ele que o País iniciará o período de chuvas com prognósticos desalentadores. Segundo as previsões do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), nesta primavera as bacias hidrográficas das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste podem atingir níveis de estiagem considerados excepcionais e extremos. O alerta para o nível dos reservatórios não chega a ser gravíssimo, segundo o Cemaden, mas é preocupante: o sistema opera com menos da metade da capacidade, mais baixo do que em 2023, ainda que bem acima dos níveis de 2014 e 2015, quando São Paulo, por exemplo, viveu a maior crise de abastecimento de sua história.

Não é um alerta desprovido de sentido. O Brasil não pode ficar à mercê do risco de enfrentar um verão com menos chuva do que deveria. Ou, mesmo que as chuvas sigam a média para o período, há regiões que podem iniciar 2025 no limite da segurança. Com exceção dos negacionistas mais delirantes, o País inteiro sabe que água é um bem escasso e valioso. Além de servir para o abastecimento da população, a água é importante, também, para o fornecimento de energia, por meio das usinas hidrelétricas. Segundo os dados divulgados em meados de outubro, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste estão com 41% da capacidade. É mais do que na última crise, em 2021, mas bem menos do que em 2023. No Nordeste, o nível é de 46%, índice que ultrapassava 62% no ano passado. A queda se repete nos reservatórios da Região Sul. Só o subsistema Norte subiu em relação a 2023, ancorado nos reservatórios da Bacia do Tocantins, que estão mais cheios. A represa de Furnas, em Minas Gerais, uma das principais do País, está com 30% da capacidade, abaixo da chamada cota mínima.

O Brasil acompanhou o drama paulista em 2015, com uma seca que durou dois anos e racionamento brutal que gerou demissões em massa. E, convém lembrar, naquela época as emergências climáticas não haviam chegado ao ponto de hoje. O ano de 2023, por exemplo, terminou como o mais quente já registrado no Brasil e no mundo, segundo cientistas. Picos de temperatura se somam a outros eventos extremos, o que só agrava o problema. A água que inundou o Rio Grande do Sul, por exemplo, fez falta ao Pantanal, onde o fogo se espalhou antes do período natural de seca. Nas previsões mais sombrias, a escassez global de água está se aproximando – do México a Zâmbia, passando pela Europa. Pelo menos metade da população do planeta enfrenta falta de água em pelo menos um mês do ano. Até 2025, é provável que 1,8 bilhão de pessoas vão lidar com o que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) chama de “escassez absoluta de água”.

A porção ufanista do governo do presidente Lula da Silva ainda costuma proclamar a privilegiada condição do País de detentor de infinitas fontes de água doce. Mas já não é bem assim. Em 30 anos o Brasil perdeu quase 16% de sua superfície de água, redução equivalente a uma vez e meia toda a Região Nordeste, segundo estudo sobre a perda florestal e hídrica realizado pelo MapBiomas, do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima. A Amazônia está em seu segundo ano de seca, uma repetição atípica na história. No Cerrado, há baixa no lençol freático.

O Brasil está, portanto, diante de um estágio limite, isto é, há condições para que o País possa se preparar, fazer uso consciente dos recursos hídricos e evitar uma tragédia no futuro breve, um chamado para o qual estão convocados desde já o governo federal, os governos estaduais e os atuais e novos prefeitos eleitos – além, é claro, de toda a população. Como se sabe, a atuação do poder público brasileiro de maneira preventiva costuma ser exceção, não regra. Alertar em alto e bom som agora é útil para evitarmos que não se repita com a água o que se viu recentemente com o fogo.

Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional 20/03/2025 - 20:59 São Paul...