CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Denúncias de violência contra crianças e adolescentes crescem 31% no CE; violações passam de 23 mil


Segundo os dados do Disque 100, uma denúncia no Ceará aponta, em média, cerca de 6 violações
Escrito por Bernardo Maciel* , ceara@svm.com.br 

Foto: Arquivo SVM




O Ceará registrou 3.868 denúncias de violência contra crianças e adolescentes, que se refletiram em mais de 23 mil violações contra essa população apenas no primeiro semestre deste ano. Esse cenário representa um aumento de 31% em relação a igual período de 2023, quando 2.944 denúncias foram contabilizadas no Estado. A maior parte das ocorrências foram registradas em Fortaleza e na Região Metropolitana, mas 150 cidades cearenses tiveram casos, segundo dados do Disque 100, canal do Governo Federal para registro e encaminhamento de denúncias de violações.

No registro das denúncias, uma queixa pode apontar a ocorrência da prática de mais de uma violação contra crianças e adolescentes, incluindo situações de violência física, psicológica e patrimonial.

Os dados analisados pelo Diário do Nordeste são do Disque 100 e estão registrados na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Os índices alertam e retratam diferentes cenários em todo o Ceará aos quais crianças e adolescentes estão expostos.


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Em Fortaleza, a gravidade e os efeitos dos diferentes tipos de violações desses direitos ficou explícita na tentativa de chacina ocorrida, no bairro Barroso, no final de junho. Na ocorrência, 1 criança morreu e outros 8 crianças e adolescentes foram baleadas. A ocorrência envolve briga entre facções rivais.

A coordenadora do núcleo de monitoramento de políticas públicas do Centro de Defesa da Criança e do Adolescnte (Cedeca) no Ceará, Ingrid Leite, destaca que nos últimos meses houve um aumento da violência urbana, associado ao modelo de segurança pública, segundo ela, muito pautado na ostensividade e concentrado em áreas periféricas.



“Em 2023, a área da Segurança Pública recebeu 4,6 bilhões para investimentos na área, enquanto que a Assistência Social recebeu apenas 16% (R$718 milhões) de investimento. Apesar dos recursos expressivos para a área da Segurança Pública e de todo o aparato para a atuação das polícias, o contexto violento tem se intensificado no Estado. O que nos faz pensar que este modelo de segurança pública empregado não funciona. Não será com o investimento nesta mesma estrutura e modelo de segurança que iremos mudar este contexto de violência”.Ingrid Leite
Coordenadora do núcleo de monitoramento de políticas públicas do Centro de Defesa da Criança e do Adolescnte (Cedeca) no Ceará



Para Ingrid, o Estado e o município precisam colaborar de forma mais próxima e juntos construírem uma renda pública integrada com as políticas sociais para que seja possível ter uma mudança de cenário nas violências sofridas por jovens e adolescentes.



“Ao olharmos para o número de CRAS e CREAS, a cidade de Fortaleza está abaixo do número recomendado. A capital não tem nem 50% dos equipamentos necessários. São equipamentos que estão em áreas da cidade onde mais acontecem homicídios e outras violências. Na área da saúde, a capital também tem um déficit no número de postos de saúde. Fortaleza deveria ter 224 postos de saúde, mas tem apenas 125, de acordo com o Monitoramento da Política de Saúde realizado pelo Cedeca em 2021, conforme a orientação da Política Nacional de Atenção Básica”.Ingrid Leite
Coordenadora do núcleo de monitoramento de políticas públicas do Centro de Defesa da Criança e do Adolescnte (Cedeca) no Ceará



Ela reforça que para a redução desse cenário de violência contra crianças e adolescentes, os investimentos na assistência social devem ser ampliados e os trabalhos integrados entre município e estado.

“A realidade é que há um cenário de grande empobrecimento das famílias e um contexto onde a maioria dessas famílias são chefiadas por mulheres e, sobretudo, mulheres negras, que tem um vínculo de trabalho precário e precisam de uma rede de assistência de políticas públicas eficientes para que fortaleçam a mulher para que ela proteja a criança.”, destaca Ingrid.
AUMENTO DAS DENÚNCIAS

A coordenadora do Centro de Referência e Apoio à Vítima de Violência da Secretaria dos Direitos Humanos (Sedih) do Estado do Ceará, Rayara Custódio, acredita que o crescimento no número de denúncias é um reflexo do trabalho de conscientização e mobilização da secretaria e de outros órgãos de defesa das crianças e adolescentes com ações em escolas, nas redes sociais e dentre outras.

Apesar do crescimento no número de denúncias, ainda há muitos casos subnotificados, principalmente nas regiões mais afastadas da Capital e da Região Metropolitana.

“Apesar do avanço tecnológico e do acesso rápido às informações pelas redes sociais, elas acabam chegando com menor força no interior. Por isso, acredito que seja um dos fatores da subnotificação. Além disso, também existe a questão de todo mundo se conhecer e de não querer expor a vítima, o que também pode ser mais um dos fatores de subnotificação”, destaca Rayara.


Foto: Natinho Rodrigues/SVM



Já a conselheira tutelar de Fortaleza, Débora Nogueira, também revela que houve uma maior conscientização sobre o que é violência, o que se reflete no número de denúncias. Ela lembra que após ações em escolas, as crianças e adolescentes se reconhecem em alguma das violações apresentadas e, a partir daí, o conselho tutelar toma a frente para ouvir a vítima e dá andamento na denúncia.



“O número de casos nunca foi baixo. Acredito que a divulgação através de ações dos órgãos de defesa, através da internet e dos jornais tenha feito com que o número de denúncias aumentasse. Hoje é mais fácil denunciar alguma violação, pelo Disque 100, a pessoa denuncia uma violência de forma muito rápida. A informação chega para as pessoas que vivem no interior, mas não é tão disseminado, pois a população se resguarda e as pessoas não denunciam tanto como na capital”.Débora Nogueira
Conselheira tutelar de Fortaleza



Ela também detalhou o trabalho dos conselhos tutelares, que atuam em ações de prevenção e de investigação de denúncias. No caso das atividades preventivas, relata, ocorrem com palestras em escolas e, muitas vezes, explica, após o seminário a criança ou adolescente se identifica em alguma das violências apresentadas e informa ao palestrante.

“Nosso trabalho é principalmente em escolas, com palestras e explicações sobre os tipos de abusos e a partir daí algumas crianças e adolescentes nos procuram dizendo que uma das situações já aconteceu com eles e a partir desse momento de escuta, o conselho inicia a escuta da família e segue com os protocolos de assitência para cada tipo de violência”, esclarece Débora
QUAIS SÃO OS SINAIS IDENTIFICADORES DE VIOLÊNCIA?

Além da violência física, existem outros tipos de violência que prejudicam as crianças e adolescentes, como a violência psíquica, a violência patrimonial, a violência contra a liberdade sexual, dentre outras. Ao sofrer quaisquer tipos de violações, as crianças e adolescentes apresentam sinais de que algo de errado está acontecendo.

A psicóloga infantil Ana Grasieli Lustosa destaca que as vítimas apresentam diferentes comportamentos, que, na verdade, são sinais de alerta para familiares e outras pessoas prestarem atenção, são eles:Isolamento;
Regressões no desenvolvimento;
Queda no rendimento escolar;
Mudança no apetite;
Problemas do sono;
Comportamentos psicossomáticos (dores de cabeça, ânsias de vômitos, tristeza profunda).

A psicóloga reforça que a mudança de comportamento é um dos principais sinais de alerta.

“A mudança de comportamento é o principal sinal de alerta para os pais e responsáveis ficarem atentos. Se a criança é alegre e comunicativa e de repente fica muito triste e sem querer conversar com ninguém, é um sinal de alerta para procurar saber o que está acontecendo”, explica.

Ana Grasieli acrescenta que ao constatar uma criança ou adolescente passando por uma situação de violência, é necessário que eles sejam acolhidos e ouvidos por pessoas em quem confiam, sem julgamentos.

Além disso, é importante o adulto ensinar para essa criança que a violência sofrida não é algo normal ou saudável. Ela precisa entender que não tem culpa, e o adulto precisa incentivar a criança a compreender as relações saudáveis, e também como identificar sinais de abuso - e tudo depende da idade da criança, pois a explicação é diferente para cada faixa etária.
ONDE PROCURAR AJUDA?

Ao perceber algum desses sinais, a recomendação é que os órgãos competentes sejam acionados. O conselho tutelar é um dos principais órgãos de proteção dos direitos de crianças e adolescentes, e é responsável por zelar pelo cumprimento dos direitos desse público. Fortaleza possui 10 conselhos tutelares que atendem aos 121 bairros da cidade.

Confira os endereços abaixo:Conselho Tutelar I

Rua Guilherme Rocha, 1070 - Jacarecanga
Telefone: (85) 3433-1416 / (85) 9 8970-5986Conselho Tutelar II

Rua da Paz, 302 - Mucuripe
Telefone: (85) 3259-2612 / (85) 9 8899-6677Conselho Tutelar III

Rua Silveira Filho, 935 - João XXIII
Telefone: (85) 3131-1950 / (85) 9 8890-9943Conselho Tutelar IV

Padre Ambrósio Machado, 625 - Parreão
Telefone: (85) 98970-4905/ (85) 3131-7812Conselho Tutelar V

Avenida Alanis Maria Laurindo; s/n - Conjunto Ceará
Telefone: (85) 3452-2483 / (85) 9 8970-5478Conselho Tutelar VI

Rua Pedro Dantas, 334 - Dias Macedo
Telefone: (85) 3295-5794 / (85) 98970-5835Conselho Tutelar VII

Avenida Bezerra de Menezes, 1751 - Parquelândia
Telefone:(85) 3274-6211 / (85) 98868-9780Conselho Tutelar VIII

Av. Alberto Craveiro, Nº1500 - Boa Vista
Telefone: (85) 3433-1423 / (85) 9 8706-6121Conselho Tutelar IX

Rua Mário Alencar Araripe, 1421 - Sapiranga
Telefone: (85) 9 9159-3305Conselho Tutelar X

Rua Castro Meireles, 329 - Mondubim
Telefone: (85) 9 9161-4566

Além da denúncia direto no conselho tutelar, também é possível registrar os diferentes tipos de violações pelo Disque 100, canal que conta com equipe de escuta especializada para o atendimento de demandas específicas relacionadas aos direitos humanos.

O serviço funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita, de qualquer telefone, fixo ou móvel, bastando discar 100.

Além dos canais já citados, é possível denunciar através Secretaria de Direitos Humanos do Ceará, que possui o Centro de Referência e Apoio à Vítima de Violência, localizado na Rua Valdetário Mota, 970, no bairro Papicu, em Fortaleza. Além do atendimento presencial, o centro também oferece apoio remoto, através de mensagens pelo WhatsApp ou por ligação no (85) 9 8895-5702. A secretaria atende a todos os cearenses.

*Sob a supervisão de Dahiana Araújo

Latam aumenta número de voos em Juazeiro do Norte e terá 43% mais frequências para São Paulo


Escrito por Igor Pires

Legenda: Juazeiro do Norte terá saídas para São Paulo no início do dia e no final da tarde, permitindo uma melhor conectividade com o maior hub do País
Foto: Arthur Geovane/Arquivo pessoal

Igor Pires



A Latam incrementará frequências em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense. A cidade, que possui uma frequência diária da mesma companhia para Guarulhos desde 2021, terá 43 decolagens mensais, praticamente uma frequência e meia por dia, a partir de agosto próximo.


O incremento da Latam no município é inédito.








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Os voos adicionais já estão à venda até o fim de outubro. Juazeiro terá saídas para São Paulo no início do dia e no final da tarde, permitindo uma melhor conectividade com o maior hub do País.


O voo adicional é o que chega de Guarulhos às 17h10 e novamente parte às 17h50.






Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a quantidade se mantém até, pelo menos, dezembro de 2024. O incremento da Latam em Juazeiro é importante e traz a praça para nível de operação Latam mais próximo que cidades do interior do Nordeste como Petrolina-PE e Vitória da Conquista-BA: todas possuirão até duas partidas por dia para o aeroporto de Guarulhos.







Ademais, com o incremento, Juazeiro do Norte poderá continuar como 3ª maior praça do interior nordestino novamente, reduzindo a distância para o 2º colocado, Ilheus-BA. Já contamos como Juazeiro esteve no pódio entre 32 aeroportos da região.

Assentos Totais Junho a dezembro de 2024
Vitória da Conquista 164.208
Petrolina 221.512
Juazeiro do Norte 223.882


Perguntamos à Latam o que significa esse aumento de operações em Juazeiro, se seria claro resultado de aumento de demanda. À coluna, a aérea respondeu que: "sempre avalia as oportunidades e qualquer nova operação será comunicada pela companhia".

ELEIÇÕES 2024: CONFIRA AS PRINCIPAIS DATAS DO PLEITO DE OUTUBRO


O calendário das Eleições Municipais 2024, regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio da Resolução nº 23.738/2024, traz todas as datas e os prazos relativos ao pleito. No documento, é possível consultar o período em que o cadastro eleitoral estará fechado, o prazo para registro de candidaturas, o dia de início da propaganda eleitoral e muito mais.




Confira, abaixo, os principais prazos que ainda estão por vir para partidos políticos, federações, candidatas e candidatos, assim como para eleitoras e eleitores.


Realização das eleições As Eleições Municipais 2024 ocorrerão em todo o país, excluindo-se o Distrito Federal e o arquipélago de Fernando de Noronha (PE).
O 1º turno do pleito está marcado para 6 de outubro; já o 2º turno será no dia 27 de outubro, caso necessário, em municípios com mais de 200 mil eleitoras e eleitores.
A votação será aberta a partir das 8h, considerando-se o horário de Brasília, com encerramento às 17h.
19 de dezembro é o último dia para a diplomação de eleitas e eleitos.
Fechamento do cadastro eleitoral Até 5 de novembro, fica suspenso o recebimento de solicitações de alistamento, a transferência e a revisão eleitoral em todas as unidades da Justiça Eleitoral (JE) e no Autoatendimento Eleitoral na internet.
Convenções partidárias e registros de candidatura De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações poderão realizar convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.
Após a definição das candidaturas, as agremiações têm até 15 de agostopara registrar os nomes na Justiça Eleitoral.
Candidaturas femininas e de pessoas negras Até 20 de agosto, o TSE deve divulgar os percentuais de candidaturas femininas e de pessoas negras por partido para a destinação dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), calculados sobre o total de candidaturas que constam de pedidos coletivos e individuais no território nacional, para a destinação de tais recursos públicos.
Vedação às emissoras de rádio e TV

A partir de 6 de agosto, emissoras de rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:transmitir imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
veicular propaganda política;
dar tratamento privilegiado a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a forma de retransmissão de live eleitoral;
veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;
divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.
Propaganda eleitoral O dia 16 de agosto marca o início da propaganda eleitoral geral, após o prazo de registro de candidaturas. Até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa.
16 de agosto é também o último dia para os tribunais regionais eleitorais (TREs) listarem as emissoras que transmitirão a propaganda eleitoral gratuita de candidatas e candidatos de município onde não haja emissora de rádio e TV, se for requerido.
Outras vedações Emissoras de rádio e TV ficam proibidas de transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidata ou pré-candidato a partir de 30 de junho.
Já a partir de 6 de julho (3 meses antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como participação em inauguração de obras públicas.
Horário eleitoral gratuito em TV e rádioA exibição da propaganda no horário eleitoral gratuito em rádio e TV vai de 30 de agosto a 3 de outubro. A contagem é feita considerando-se os 35 dias anteriores à antevéspera do 1º turno.
Em municípios onde haverá 2º turno, a propaganda em rádio e TV ocorrerá de 11 a 25 de outubro.
Quantitativo de eleitoras e eleitores por município Em 20 de julho, o TSE divulgará, na internet, o quantitativo de eleitoras e eleitores por município. Com os dados, será possível calcular o limite de gastos e o número de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal para a prestação de serviços referentes a atividades de militância e mobilização de rua nas campanhas eleitorais.
Prestação parcial de contas Partidos, candidatas e candidatos deverão enviar à Justiça Eleitoral, de 9 a 13 de setembro, a prestação parcial de contas, pelo Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE).
A divulgação da prestação parcial de contas, com os nomes, o CPF ou o CNPJ dos doadores e dos respectivos valores doados, será feita no dia 15 de setembro.
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Até 16 de setembro, os sistemas eleitorais e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação, compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.
Prisão de eleitores A partir de 21 de setembro (15 dias antes do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito.
Já eleitoras e eleitores não poderão ser presos a partir de 1º de outubro (5 dias antes do 1º turno), a não ser em caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.
Transporte de armas e munições De 5 a 7 de outubro (um dia antes e até um dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras, colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores transportar armas e munições em todo o território nacional.
Em razão da possibilidade de 2º turno em diversos municípios, também não podem circular armas e munições no período de 26 a 28 de outubro em todo o território nacional.
Prestação de contas Candidatas, candidatos e partidos devem encaminhar à JE as prestações de contas de campanha referentes ao 1º turno até 5 de novembro. O envio é feito via SPCE.
Dia 5 de novembro é também o prazo para que candidatas, candidatos e partidos que disputaram o 2º turno informem à JE, via SPCE, as doações e os gastos que tenham realizado em favor de candidatas e candidatos eleitos no 1º turno.
Já as prestações de contas tanto do 1º turno quanto do 2º turno devem ser feitas até 16 de novembro, também via SPCE, incluindo-se todos os órgãos partidários que efetuaram doações ou gastos com candidaturas do 2º turno, ainda que não concorrentes.
Justificativa eleitoral Eleitoras e eleitores que não votaram no 1º turno e não justificaram a falta no dia da eleição devem apresentar justificativa, até 5 de dezembro de 2024, em qualquer cartório eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na internet.
Já a ausência no 2º turno da eleição deve ser justificada até 7 de janeiro de 2025.

terça-feira, 2 de julho de 2024

COLUNA DO CARLOS...OPINIÃO!


 

Em julho, expressões da tradição são destaque da agenda cultural do Sesc no Cariri





Divulgação Sesc



O Ceará é cenário para as mais diversas expressões da tradição, linguagem cultural que não poderia ficar de fora da programação de julho do Sesc, braço social do Sistema Fecomércio-CE. Para quem aprecia essas manifestações, Crato e Juazeiro do Norte serão parada obrigatória neste mês, com atrações que fazem parte do projeto Sesc Cultura de Raiz.
Através das unidades do município caririense, o público terá acesso a apresentações de grupos de lapinha, coco, reisado, maneiro pau e maracatu, entre outros, durante boa parte do mês das férias. Até uma quadrilha “julina” fará parte da programação. Teatro e apresentações musicais também fazem parte da longa e variada lista de atrações.
Na Expocrato
Muitos desses representantes da tradição passarão pela ExpoCrato, um dos maiores eventos agropecuários do Norte e Nordeste, no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, de 13 a 21 de julho, sempre a partir das 17h. As apresentações acontecerão no stand Museus Orgânicos.
Dias antes, em 6 de julho, o público terá a oportunidade de manter contato com essas manifestações culturais na própria sede da unidade Crato. O local vai receber um sábado cultural ainda no clima junino, com o Reisado de Congo do Mestre Aldenir e a quadrilha Junina Guaraci Sesc. Na mesma data e local, haverá ainda uma homenagem à Mestra Zulene Galdino, com a inauguração de uma nova placa do Foyer da unidade, e a Lapinha Nascimento do Menino Jesus, entre outras movimentações.
Música e teatro
Para cantar, dançar e celebrar, o projeto Sesc Sonoridades se fará presente em apresentações variadas, ocupando palcos de Juazeiro do Norte. Uma dessas performances ocorre com o cantor Di Jesus, apresentando seu forró pé de serra durante a Vaquejada do Parque de Eventos Padre Cícero, no dia 14, a partir das 20h.
E os amantes do teatro terão a oportunidade de vivenciar a performance “A Flor e o Sol”, da Companhia Anjos da Alegria, que no dia 5, às 10h, desembarca no Teatro Sesc Patativa do Assaré, em Juazeiro do Norte.


Serviço


Programação Cultural Sesc – Julho


Clique AQUI para conferir a agenda completa

Mais Médicos abre inscrições para 3.184 vagas, sendo 252 no Ceará; veja lista de cidades


No Estado, as oportunidades são distribuídas em 104 municípios, entre eles Fortaleza, Sobral e Maranguape
Escrito por Carol Melo , carolina.melo@svm.com.br 

Legenda: Certame prevê reserva para grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência
Foto: Agência Brasil




Estão abertas, a partir desta terça-feira (2), as inscrições da seleção de profissionais para o programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde. Ao todo, são disponibilizadas 3.184 vagas em todo o Brasil, com reserva para grupos étnico-raciais e pessoas com deficiência. No Ceará, há 252 oportunidades disponíveis (detalhadas abaixo).


Interessados em se candidatar devem se inscrever, até as 18h do próximo sábado (6), exclusivamente pela internet, por meio do site da iniciativa.


Podem participar da seleção os seguintes profissionais:médicos formados em universidades brasileiras ou com diplomas revalidados no Brasil, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM);
médicos brasileiros com habilitação para exercer a profissão no exterior;
médicos estrangeiros com habilitação para exercer a profissão no exterior.

No caso de estrangeiros, o Ministério da Saúde exige que o profissional tenha conhecimento em língua portuguesa, além das regras de organização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Publicado nessa segunda-feira (1º), o novo edital dos Mais Médicos detalha que no Ceará as oportunidades são distribuídas em 104 municípios, entre eles Fortaleza, Sobral, Maranguape, Pacajus e São Gonçalo do Amarante. A maioria das vagas é na Capital.

VAGAS DO MAIS MÉDICOS NO CEARÁAcarape (1)
Acaraú (2)
Acopiara (1)
Aiuaba (3)
Amontada (1)
Apuiarés (1)
Aquiraz (3)
Aracati (2)
Aracoiaba (2)
Ararendá (1)
Araripe (2)
Barbalha (1)
Barreira (1)
Barroquinha (1)
Beberibe (3)
Camocim (5)
Campos Sales (2)
Canindé (2)
Caridade (1)
Cariré (1)
Carius (3)
Cascavel (1)
Catunda (2)
Cedro (2)
Choro (2)
Chorozinho (1)
Coreaú (1)
Crato (1)
Cruz (3)
Deputado Irapuan Pinheiro (1)
Ererê (1)
Fortaleza (49)
Frecheirinha (1)
General Sampaio (1)
Graça (1)
Granja (2)
Groaíras (1)
Guaraciaba do Norte (2)
Guaramiranga (1)
Hidrolândia (1)
Horizonte (1)
Ibiapina (1)
Icó (3)
Iguatu (5)
Ipaporanga (1)
Ipaumirim (1)
Ipu (2)
Jaguaretama (2)
Jaguaribe (1)
Jaguaruana (1)
Jardim (2)
Jijoca de Jericoacoara (1)
Limoeiro do Norte (1)
Madalena (1)
Maracanaú (2)
Maranguape (6)
Marco (2)
Massapê (3)
Milagres (2)
Milhã (3)
Miraíma (2)
Mombaça (1)
Morada Nova (4)
Moraújo (1)
Morrinhos (3)
Mulungu (1)
Nova Russas (1)
Novo Oriente (1)
Pacajus (6)
Pacatuba (3)
Pacoti (2)
Paracuru (1)
Paraipaba (2)
Parambu (3)
Paramoti (2)
Pedra Branca (2)
Pentecoste (4)
Piquet Carneiro (1)
Pires Ferreira (3)
Quiterianópolis (1)
Quixadá (1)
Quixelô (1)
Quixeramobim (2)
Redenção (1)
Reriutaba (2)
Russas (4)
Santa Quitéria (3)
Santana do Acaraú (1)
Santana do Cariri (1)
São Benedito (1)
São Gonçalo do Amarante (6)
São Luis do Curu (1)
Senador Pompeu (2)
Senador Sá (2)
Sobral (6)
Tabuleiro do Norte (1)
Tauá (3)
Tejuçuoca (1)
Trairi (2)
Tururu (2)
Ubajara (4)
Uruburetama (2)
Várzea Alegre (2)
Viçosa do Ceará (3)

Real 30 anos: ‘Brasil precisa de um Plano Real para cada setor’, diz Jorge Gerdau


Empresário que enfrentou inúmeras crises ao longo de seus 87 anos diz que é preciso se espelhar nos melhores no mundo e trabalhar estratégicas a longo prazo como o agro já fez

Por Altamiro Silva Junior (Broadcast)

saiba mais
Foto: ESTADAO
Entrevista comJorge Gerdau JohannpeterEmpresário


O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, ao longo dos seus 87 anos, passou por vários momentos da história econômica e política do Brasil. E um dos períodos mais difíceis para lidar foi o da disparada da inflação nos anos 80, para níveis que superavam 2.000% ao ano. Ao domar a inflação em poucos meses e ainda bem-sucedido 30 anos depois da implementação, o Plano Real, na avaliação de Gerdau, conseguiu um milagre. O empresário diz que esse sucesso tem de ser uma motivação para o Brasil ter um “plano real” para resolver seus problemas essenciais nos diversos setores da economia.

“O milagre que nós conseguimos no Plano Real temos que estender a mais meia dúzia de políticas governamentais. O sucesso do plano tem de ser motivação para avançar em outras coisas”, disse Gerdau ao Estadão/Broadcast, ao relembrar o período de inflação galopante, a adoção do plano e o que ainda precisa ser atacado no Brasil, um país que tem dificuldade de pensar o médio e longo prazo. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

Como foi passar pelo momento do Plano Real? Como era o ambiente na época e quais foram os maiores desafios para sua empresa?

O Brasil tinha uma inflação gigantesca, e eu admiro como é que a gente conseguia viver e trabalhar. Era exigida grande agilidade empresarial, mas ela quase acontecia naturalmente. Nós chegamos a uma inflação de 2.500% ao ano, vivemos momentos de 7% de inflação por dia. Nesse ambiente, o maior cuidado que tínhamos era o pagamento pontual dos clientes. As correções de preço e o controle de pagamento das contas exigiam um exercício fanático de acompanhamento. Porque, caso o pagamento não fosse feito conforme previsto, entraríamos logo numa discussão de correção. O acompanhamento da pontualidade de pagamento dos clientes era um dos pontos mais delicados. Se isso desandasse, teríamos, imediatamente, uma perda enorme de valor. As decisões de risco de crédito também exigiam um acompanhamento cuidadoso pois, se tivéssemos o prazo de venda 30 dias e se houvesse uma falha nisso, teríamos um prejuízo sem possibilidades de recuperação. Era uma angústia terrível.

A inflação alta exigia maior planejamento?

Eu não sei se a palavra é planejamento. Porque, como planejar com 2.500% de inflação? Se fosse 200%, já seria um número de louco. O importante era conseguir que o fluxo financeiro andasse. Eu diria que praticamente não se podia ter um planejamento maior e que todo planejamento estava focado em como se proteger da inflação. E as correções salariais, elas praticamente aconteciam semanalmente. E nós, no fim, éramos todos educados a conseguir viver nesse ambiente.


Houve um momento no qual o senhor percebeu que o Plano Real estava dando certo em conseguir domar a inflação?

O plano conseguiu atacar a essência da inflação. Teve o período de transição da moeda, alguns meses que esse processo andou, e, estranhamente, a moeda nova começou a funcionar. Não sei se existe uma consciência técnica ou científica proporcional ao que aconteceu, compreende? Nós passamos tantos anos com uma inflação absolutamente sem controle e como é que, de repente, começou a funcionar? Provavelmente, a angústia de acabar com a inflação começou a tomar um nível muito elevado. Acho que, quando se criou a URV, começou a se criar essa confiança.

E sobre a equipe que tocou o plano?

Tivemos a figura do Fernando Henrique, como ministro da Fazenda, um fenômeno interessante. E a equipe que foi formada a quem, eu acho, o Brasil deveria fazer um monumento. Como eu vivi isso pessoalmente, minha gratidão é uma coisa enorme. O plano potencializou o país, sua estrutura de trabalho, desenvolvimento, visibilidade internacional. Acho que o nosso agradecimento ainda foi insuficiente, pois os anos antes do Real, eram uma loucura absoluta por causa da inflação. E a equipe conseguiu implementar o Plano Real tão extraordinário em poucos meses.

Olhando de hoje, passados 30 anos, como o senhor avalia a importância do Plano Real para a economia brasileira?

O real é um milagre, e que está funcionando bastante bem e que talvez esteja exigindo do Banco Central um policiamento muito forte, para evitar que a inflação volte.

O operário ganha menos de 50% daquilo que custa. E ainda grande parte do seu consumo tem 25% ou 30% de carga tributária.


Faltou alguma coisa no Plano Real?

Nós fizemos um milagre com o plano. O sucesso, no fundo, tem de ser uma motivação para repetirmos o plano em mais meia dúzia ou dez coisas. Deveríamos sentar e analisar sobre as dez coisas mais importantes e olhar o referencial do mundo. Mas, no Brasil, como não se tem clareza de propósito de médio, longo prazo, fica-se constantemente inventando coisas e remendos.

É preciso pensar mais no médio e longo prazo?

Temos feito no Movimento Brasil Competitivo um trabalho para pensar o período de três governos pela frente, em temas como competitividade, estrutura tributária. Temos quatro, cinco itens-chave, que praticamente reduzem a competitividade do País. O custo burocrático, técnico de um trabalhador, no Brasil, nos pagamentos quinzenais, o operário ganha menos de 50% daquilo que custa. E ainda grande parte do seu consumo tem 25% ou 30% de carga tributária. Então, o operário, entre o que ele custa e o seu verdadeiro poder de compra, está ao redor de 35% ou 40%. Temos um erro de julgamento, que nós calculamos a carga tributária de cima para baixo. No mundo inteiro, se calcula de baixo para cima.

Ou seja, o Brasil precisaria de mais planos reais...

Nós buscamos o objetivo de ter moeda estável, e ele foi atingido. Agora, não basta só o real. O real é a peça-chave disso tudo. O sucesso do real tem de ser motivação para avançar em outras coisas. Se foi bem-sucedido, precisa também aproveitar isso e tentar atacar outras frentes. A maior deficiência está na educação, no meu entender. Nós poderíamos debater o que nós queremos atingir em 10 ou 20 anos. Sonho que o Brasil um dia tenha uma renda per capita igual a Portugal. Dá para se conformar que nós estamos há 10, 20 ou 30 anos com a mesma renda per capita? Faltam planos reais para vários outros setores.

E quais setores seriam prioritários?

Ao não trabalharmos outros temas com a profundidade semelhante como houve no Plano Real, pegando os seis melhores benchmarks do mundo em cada tipo de problema, como na educação, saúde, no sistema tributário, nos levou a um atraso. Olho os melhores no mundo e aonde eu quero chegar em 15, 20 anos. Não posso depender de uma improvisação criativa dos diversos políticos que não olham o mundo. A competição é com o mundo. Nós temos de repetir o real nas dez frentes estratégicas que precisam ser trabalhadas. E vou dizer, no setor primário nós conseguimos.

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