CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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sábado, 29 de junho de 2024

Ceará é o único estado em que a caatinga é o bioma predominante em todos os municípios





O bioma predominante em todos os municípios do Ceará é a caatinga. O Estado é o único em que este tipo de vegetação é o mais comum em 100% do território. Os dados são do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A publicação é utilizada para fins estatísticos e estabelece a referência de bioma para os municípios do Brasil. A associação, no entanto, não tem como objetivo mudar a definição legal dos limites dos biomas no País. Os dados não negam a existência de outros biomas nas cidades.


O Ceará é um dos nove estados em que apenas um bioma é predominante em todas as cidades. Acre, Amazonas, Roraima e Amapá tem 100% da área no bioma amazônia; Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina no bioma mata atlântica; e Distrito Federal no bioma cerrado. Ao todo, a caatinga está presente em uma área de 862.652 quilômetros quadrados (km²), dentro dos limites de 1.209 municípios. Ela é predominante em 1.095 deles. Os municípios do Ceará representam 16,8% de todos que têm o bioma como principal. A caatinga é exclusivamente brasileira e cobre 10% do território nacional. Ela tem 4.974 espécies registradas de fauna e flora, sendo muitas delas encontradas apenas neste bioma.

Diversão. Sesc abre inscrições para o Brincando nas Férias em julho




Pensando na diversão da criançada durante o mês das férias, o Sesc Ceará abre matrículas para o “Brincando nas Férias – Explorando o Fantástico Mundo Sesc”, que acontecerá de 01 a 05 de julho ou 08 a 12 de julho, em todas as unidades Sesc e Sesc Ler do Estado. O projeto realizado pela instituição é promovido tradicionalmente nas férias escolares. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.



Crato, Iguatu, Sobral e nas unidades do Sesc Ler em Aracati, Crateús, Ibiapina, Quixeramobim e São Gonçalo do Amarante. As vagas são limitadas e o valor varia de R$ 50,00 a R$ 160,00, de acordo com a categoria da Credencial Sesc.

O Brincando nas Férias reúne brincadeiras lúdicas e educativas como oficinas artísticas, jogos recreativos, gincanas, concursos e piqueniques, tudo pensados para turminhas de idades entre 03 e 13 anos (as idades variam de acordo com a Unidade Sesc). As atividades também são preparadas para estimular o desenvolvimento físico, motor e social.

“O projeto oferece às crianças uma oportunidade de se divertir, socializar, brincar ao ar livre e ter uma quebra na rotina, proporcionando um melhor aproveitamento nesse tempo longe da escola”, destaca o gerente do programa Lazer do Sesc Ceará, Arquimedes Pinheiro.



Serviço

Brincando nas Férias – Explorando o Fantástico Mundo Sesc



Data: 01 a 05 de julho / 08 a 12 de julho

Horário: Consultar a Unidade Sesc



Locais de inscrição:



Fortaleza

Unidade Fortaleza do Sesc (Rua Clarindo de Queiroz, 1740 – Centro)

Informações: (85) 3464-9321

Juazeiro do Norte

Unidade Juazeiro do Norte do Sesc (Rua da Matriz, 227)

Informações: (88) 3512.3355

Crato

Unidade Crato do Sesc (Rua André Cartaxo, 443)

Informações: (88) 3523.4444

Iguatu

Unidade Iguatu do Sesc (Rua Treze de Maio, 1130)

Informações: (88) 3581.1130/1604

Sobral

Unidade Sobral do Sesc (Rua Boulevard João Barbosa, 902)



Informações: (88) 3611.0954 / 3613.1709

Aracati

Centro Educacional Sesc Ler Aracati (BR 304, km 44, s/n)

Informações: (88) 3421.1474

Ibiapina

Centro Educacional Sesc Ler Ibiapina (Rua Álvaro Soares, s/n)

Informações: (88) 3663.1990 / 3653.1990

São Gonçalo do Amarante

Centro Educacional Sesc Ler São Gonçalo do Amarante (Rua Filomena Martins, s/n)

Informações: (88) 3315.4462

Quixeramobim

Centro Educacional Sesc Ler Quixeramobim (Rua 14 de maio, s/n)

Informações: (88) 3441.1402

Crateús



Centro Educacional Sesc Ler Crateús (Rua Padre Cícero, 290, Bairro Altamira)

Informações: (88) 3691.8000

Produtor Cultural Vavá Gois está com exposição de imagens da página virtual Cultura Por Todo Canto em Todo Lugar a mostra na galeria principal do SESC Crato.












O assareense e produtor cultural Vagner Gois, mais conhecido como Vavá Gois em parceria como o Sistema Fecomércio através do SESC por meio da Chamada do Banco de Artistas e Obras Culturais do SESC está com uma belíssima exposição de registros de imagens da sua página Cultura Por Todo Canto em Todo Lugar, que além da mostra ao público através das redes sociais pela internet, agora terá um exposição física com quadros das belíssimas imagens.Essa exposição é uma parceria através do SESC que terá a sua primeira mostra aberta ao público nesse próximo dia 01/ 07/ 2024 na galeria do SESC Crato, que ficará exposto até o dia 15/ 08/ 2024 , em breve também irá acontecer em outros locais e cidades que possuem a parceria com o Sistema FECOMÉRCIO/ SESC através do edital da Chamada de Artistas e Obras Culturais.

Para o produtor Vavá Gois, essa exposição é a primeira de muitas que virão por meio da parceria com o SESC e com outras instituições que ofertam oportunidades e reconhecimento em editais ou patrocínio para os fazedores de cultura. A exposição terá nos seus quadros físicos e impressos uma ferramenta de interatividade, pois as poesias que retratam as imagens serão acessadas por um QR Cold que está inserido nas imagens e irão direcionar para página do Instagram Cultura Por Todo Canto em Todo Lugar que terá as imagens da exposição e muitas outras imagens surpreendentes.

Indo a cidade do Crato – Ceará não deixe de visitar a galeria principal da unidade SESC – Crato e conhecer a exposição do Produtor e Assessor Cultural Vavá Gois em parceria com o SESC.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Opinião |Lula chama de cretinos os que dizem verdades factuais


Lula vive a enorme nostalgia de ter comandado um país que cresceu 7% em 2010. Agora, os tempos são mais duros e a conta fica mais cara para os pobres de fato



Por Fabiano Lana

Em 2014, a agressiva campanha de Dilma Rousseff à reeleição criou um personagem para ridicularizar qualquer pessoa que apresentasse prognósticos não favoráveis à economia brasileira: o Pessimildo. Eram peças criadas pelo marqueteiro João Santana que terminavam assim: “chega de pessimismo, pense Dilma”. O triste é que já no começo de 2015, após a vitória da presidente, estava mais que óbvio que o Pessimildo estava errado. O Brasil se encontrava em situação muito pior do que a mais negativa das pessoas imaginava no ano anterior e entramos numa espiral de recessão, inflação, déficit público - uma crise sem fim da qual ainda não nos recuperamos. Dilma nem mesmo sobreviveu como presidente ao caos que ajudou a criar.


O presidente Lula resolveu dar mais uma volta no parafuso. Agora os pessimistas se tornaram “cretinos”, conforme declaração dada hoje junto ao chamado Conselhão, no Palácio do Itamaraty. Sofreram ataques do presidente apenas por falarem algo auto evidente. Além de toda a questão internacional, que precisa ser levada em conta, a falta de compromisso do presidente com metas fiscais, reiterada em diversas situações, têm provocado uma série de consequências, nenhuma delas positiva para a população como um todo.

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a 3ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. FOTO: WILTON JUNIOR Foto: WILTON JUNIOR/Estadão

Podemos citar que o Real é uma das moedas com menor desempenho em comparação ao dólar em todo mundo no ano; que a instabilidade já afeta a cesta de consumo brasileira, sobretudo de alimentos; que o déficit em maio, de R$ 60,9 bilhões, é o pior resultado para o mês nos últimos 27 anos; que a bolsa brasileira já perdeu R$ 43 bilhões em 2024, assim como sobem o risco Brasil e o juros futuros.

O mercado, em qualquer lugar do mundo, não é exatamente uma instituição política. São agentes muitas vezes anônimos, amorais, e pulverizados que por trás de toda a complexidade das operações agem de maneira elementar: colocam dinheiro no que pode gerar lucro e tiram o dinheiro quando sentem cheiro do prejuízo – erram e acertam nesse processo. Cada declaração de Lula no sentido de que as nossas contas não precisam ser ajustadas como quer o mercado, o resultado visível é que buscam outro lugar para colocarem seus recursos. E, pior, como país deficitário, o Brasil precisa desesperadamente desse capital desses gestores “maus”.

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Curiosa a explicação dos petistas para a conjuntura atual. Invocam os números da inflação e do desemprego além do crescimento econômico de cerca de 3% em 2024 para dizer que está tudo bem e os críticos (os comentaristas) são contra o país. Ora, no tempo da Dilma o PIB também havia crescido 3% em 2013, na época das eleições o desemprego estava com as taxas mais baixas da história, e a inflação ainda não havia disparado. A preocupação com déficit público apenas se iniciava. Para quem olhava para cima, não em direção ao horizonte, o céu estava azul.

Logo, se você analisamos a fotografia, podemos estar nos conformes. Mas no filme existem riscos futuros porque certas condições pré-caos dilmista se repetem – assim como a mentalidade de alguns de nossos governantes. E, assim como sua ex-pupila política, Lula tenta contornar o problema das contas acreditando no seu gogó e investindo contra os críticos. Em breve, com a substituição do presidente do BC Roberto Campos Neto, por alguém à escolha do PT, nem bode expiatório não terão além dos comentaristas... Aliás, Roberto Campos tem agido de maneira algo temerário na política, mas bom lembrar que patrocinou a subida dos juros em 2022, ano eleitoral, prejudicando Jair Bolsonaro. Já pararam para pensar que numa eleição decidida por tão pouco as ações do BC naquele ano foram mais favoráveis a Lula do que ao então presidente? Já agradeceram ao Roberto Campos?

Enfim, Lula com certeza vive a enorme nostalgia de ter comandado um país que cresceu a uma taxa superior a 7% em 2010, para sua consagração interna e externa. Tudo isso sem ele ter patrocinado nenhuma reforma importante em seus mandatos, na onda do crescimento que beneficiou praticamente todos os países emergentes produtores de commodities no planeta.

Os tempos atuais são mais duros e há uma parte da população e da classe política que pratica uma oposição de maneira quase feroz. Acabou a moleza. Muitas vezes, aqueles comentaristas que alertam sobre os riscos no desequilíbrio das contas fazem apenas o seu dever de dizer o que consideram ser fidedigno. Até porque já pagamos na nossa história várias vezes o preço da irresponsabilidade com as finanças públicas e a conta sempre fica mais cara para os de fato pobres.

Juiz aceita pedido de recuperação judicial de construtora do grupo Novonor, ex-Odebrecht


Decisão contempla Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), que alega prejuízos pela Lava Jato e pela pandemia

Por Rayssa Motta e Fausto Macedo

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), construtora do grupo Novonor (ex-Odebrecht). Com a decisão, todas as cobranças e execuções contra a empresa foram suspensas por 180 dias.
DOCUMENTO: LEIA TODA A DECISÃO

Ao dar entrada no pedido, a OEC alegou que o setor das grandes construções vem sendo afetado pela redução de investimentos em obras públicas e pela restrição de crédito a empresas do ramo. Os efeitos da Operação Lava Jato e da pandemia da covid-19 também foram citados como causas para o aumento do passivo.

Segundo a empresa, a recuperação judicial é “indispensável” para um “processo célere, organizado e controlado de reestruturação de passivos, reorganização de atividades e readequação de estruturas do grupo”.


Após entregar demonstrativos contábeis, o relatório do passivo e a relação nominal completa dos credores, a OEC teve o pedido foi deferido. A decisão é do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Ele nomeou uma administradora judicial, que tem 30 dias para apresentar o primeiro relatório.

A OEC afirma que a decisão foi negociada com seus maiores credores financeiros e ocorre no âmbito de uma reorganização financeira que exige um financiamento previsto na lei de recuperação judicial, o debtor in possession (DIP). O valor do empréstimo DIP é de R$ 650 milhões.

A própria Odebrecht entrou em recuperação judicial em 2020. Os processos são independentes.

COM A PALAVRA, A OEC

No dia 27 de junho de 2024, a OEC iniciou etapa formal para reestruturação de passivos e viabilização de aporte de caixa, por meio de recuperação judicial, visando a equalização da sua estrutura de capital. A iniciativa visa permitir o equacionamento da dívida e, ao mesmo tempo, incrementa seu fluxo de caixa dentro de um contexto favorável de retomada dos investimentos no setor de infraestrutura e construção pesada, que já se reflete no novo ciclo de crescimento da companhia.

A reestruturação foi concebida com perímetro restrito ao ambiente Brasil. O processo não afeta a rotina operacional dos contratos em curso ou a execução de novos. Atualmente, a OEC possui 31 obras ativas, sendo 21 no Brasil e 10 no exterior, empregando mais de 15 mil profissionais diretos e indiretos, com uma carteira de projetos assinados de US$ 4,6 bilhões, podendo superar US$ 5 bilhões no presente ano. De 2020 a 2023, a ampliação média anual da carteira de projetos foi de 60%, marca que será superada no exercício atual.

O formato para viabilizar a concessão do crédito por investidor financeiro foi o financiamento na modalidade DIP Financing (debtor-in-possession), um aporte de caixa que ocorre num ambiente protegido sob supervisão judicial. O financiamento em negociação pode chegar a R$ 650 milhões, e será destinado para: (i) equacionar o endividamento existente; (ii) reforçar o fluxo de caixa da OEC; e (iii) fomentar suas atividades, com a injeção de liquidez para financiar projetos, obter garantias e assegurar capital de giro para viabilizar a conquista de novos projetos.

Tendo em vista as negociações prévias com parte expressiva dos principais credores financeiros, a recuperação judicial poderá ser implementada de forma mais célere e controlada, em prazo inferior àquele usualmente necessário em iniciativas desse porte. “O foco central é reestruturar US$ 4,6 Bi em passivos financeiros e operacionais, além de operações antigas dentro do mesmo grupo (intercompany)”, detalha Lucas Cive, CFO da empresa.

“Esta estrutura mostrou-se como a mais apropriada para adequação dos passivos e viabilização de uma captação de novos recursos”, afirma Maurício Cruz Lopes, presidente da OEC. “A iniciativa fortalece a OEC não apenas nos projetos em andamento e na conquista de novos, como também no atendimento a credores e fornecedores”. A formatação da reestruturação e da parceria para aporte de caixa é resultado de um amplo planejamento construído com a participação de algumas das mais experientes assessorias especializadas, como Lazard, Cleary Gottlieb, E. Munhoz Advogados, RK Partners e Stocche Forbes Advogados.

Piso da enfermagem: repasse da União possui natureza remuneratória e não indenizatória, diz especialista





Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo especialista, a complementação deve ser feita de forma integral, conforme determinado pelo TCE-ES, após o município de São Mateus questionar o repasse

O repasse feito pela União aos estados e municípios como complementação do piso salarial da enfermagem – instituído por Emenda Constitucional em 2022 – é de natureza remuneratória e não indenizatória. Na opinião da advogada especialista em direito do trabalho Camila Andrea Braga, o dinheiro que vem sendo transferido pelo Ministério da Saúde aos gestores para serem pagos aos enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares e parteiras de todo o país precisa ser de natureza remuneratória.

“Sendo verba salarial, sendo verba remuneratória, deveria haver o repasse integral por parte da União. Não havendo, os municípios estariam desobrigados a arcar com o piso por ausência de verba para cumprimento da obrigação financeira”, destaca.

A advogada trabalhista explica: “A remuneração não é a restrita ao pagamento de salário. Existe uma série de outras verbas que decorrem deste salário, 13º, férias, adicionais, horas extras, uma série de outras verbas que com base nesse piso teriam que ser calculadas”. Segundo ela, a discussão agora é outra:

“A discussão agora é se as verbas federais dizem respeito somente ao pagamento de salário, se os estados e municípios deveriam arcar com o valor dos adicionais, ou a verba federal tem que arcar com a integralidade da remuneração e não só com as verbas salariais”, analisa.
Complementação do piso salarial

A discussão surgiu após a Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Mateus (ES) questionar na justiça se essa complementação deveria ser incorporada como vencimento base do servidor na qualidade de verba indenizatória ou de verba remuneratória. Em consulta ao Tribunal de Contas do estado, o entendimento foi de que a verba seria de natureza remuneratória.

Para a presidente do Sindicato dos Enfermeiros no Estado do Espírito Santo, Valeska Fernandes Morais de Souza, o piso da enfermagem já está na lei e precisa ser cumprido da forma foi estabelecido.

“Para nós, que somos da esfera trabalhista, é muito claro que esse dinheiro é remuneração. Porque o piso da enfermagem é o piso salarial, então tudo que se recebe para compor salário é remuneração. E não gratificação, bônus, bonificação, abono, indenização etc.”, opina.

Valeska ainda acrescenta: “Indenização é a insalubridade, auxílio e insalubridade, auxílio e periculosidade, aquilo que você ganha um percentual a mais por ter risco, riscos biológicos, risco de perigo mesmo, que é a periculosidade. Isso é uma gratificação indenizatória. O piso da enfermagem não é uma indenização. Ele precisa ser tratado como remuneração mesmo”, reivindica.
Os municípios e os repasses

De acordo com a presidente do sindicato, os municípios demonstram preocupação com a possibilidade de encerramento dessa complementação do Ministério da Saúde. Com o fim desse repasse, os gestores teriam que arcar com todos os encargos. “Muitos municípios não querem ver esse dinheiro como caráter remuneratório, porque é um tributo maior”, ressalta.

A advogada especialista em direito do trabalho Camila Andrea Braga lembra que essa discussão só existe por entendimento do Supremo Tribunal Federal.

“A celeuma em relação ao piso da enfermagem é por conta da decisão do STF que determinou que quanto aos profissionais do setor público o pagamento do piso da enfermagem deve ser feito desde que estados e municípios recebam o repasse de verbas federais, da verba da União. Do contrário, eles estão desobrigados a manter o piso, uma vez que não há verba localmente”.

Conforme a especialista, a verba teria que vir da União para arcar com a diferença. Não recebendo esses valores, os estados e municípios ficam dispensados de fazer a observância do teto, do piso, por conta da ausência de repasse dos valores federais.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) explicou que os servidores da enfermagem da rede própria já recebem acima do novo piso salarial. A Sesa somente repassa os valores relacionados ao novo piso à rede filantrópica de saúde, nos hospitais gerenciados por Organizações da Sociedade Civil e alguns particulares. De acordo com a pasta, nesses casos, o repasse é de verbas federais, com base em planilha enviada pelo Ministério da Saúde e nas informações fornecidas pelos próprios hospitais.

#Enfermagem#Espírito Santo#Ministério da Saúde#Piso da enfermagem

FPM: Última parcela de junho distribui R$ 4,7 bi entre as prefeituras; repasses de junho chegam a quase R$ 15 bilhões





Foto: Brasil 61

Com ganho real de 26% em relação ao mesmo decêndio de 2023, FPM recupera fôlego e gestores municipais conseguem recontratar pessoal e manter despesas em dia

As prefeituras das mais de cinco mil cidades brasileiras recebem nesta quinta (27) R$ 4,7 bilhões referentes à última parcela de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O repasse, que fecha o mês de junho, vem com aumento real de 26% em relação ao ano passado. Somados os três repasses do mês, o total recebido pelos municípios chega a R$ 14,8 bilhões.

Prefeito de Jauru, município com 8,3 mil habitantes no interior do MS, Valdeci José de Souza, conhecido como Passarinho, conta que por conta dos repasses reduzidos em 2023, precisou dispensar pessoal e teve dificuldade em fechar as contas no ano passado. Mas 2024 está sendo diferente.

“Esse ano está bem melhor, contratei todo mundo de volta para trabalhar, senão não tinha nem como eu trabalhar, sem pessoal. E eu pretendo fechar esse ano sem dispensar ninguém”, comemora o prefeito. Segundo ele, graças ao aumento nos repasses do Fundo, melhorias estão sendo feitas na cidade, como tapa-buracos e obras de pavimentação.
O que é pago com o FPM

Despesas básicas como pagamento de pessoal, fornecedores, custeio, contas de água e luz, além de investimentos em saúde, educação e infraestrutura são pagos com os recursos do FPM. Quando os repasses são menores do que as despesas, os gestores precisam remanejar os recursos e, muitas vezes, demitir pessoal para conseguir fechar as contas no fim do mês.

Mas com os ganhos reais de 2024, investimentos voltam a ser possíveis, como explica o especialista em orçamento Cesar Lima. “Os investimentos acabam melhorando a produção local, o escoamento dessa produção, a própria vontade das empresas de se instalarem nos municípios aumenta quando se tem uma infraestrutura de produção melhor. Tudo isso acaba sendo um círculo virtuoso.”

Veja aqui o valor que a sua cidade vai receber


Municípios bloqueados

Mas nem todas as cidades estão aptas a receberem os recursos do FPM. Algumas delas acabam bloqueadas por não estarem em dia com a Receita Federal ou com outras responsabilidades junto à União.

Segundo o Tesouro Nacional, as seguintes prefeituras estavam bloqueadas até 25 de junho:Careiro - AM
Itamaraju - BA
Crateús - CE
Mucurici - ES
Araporã - MG
Itanhomi - MG
Itapagipe - MG
Mutum - MG
São João da Lagoa - MG
Pedro Gomes - MS
Vila Bela da Santíssima Trindade - MT
Bonito - PE
Campo Maior - PI
Madeiro - PI
Engenheiro Beltrão - PR
Carapebus - RJ
Saquarema - RJ
Angicos - RN
Ibarama - RS
São Luiz Gonzaga - RS
Carmópolis - SE
Japaratuba - SE

#FPM#Municípios#Orçamento

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