CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Contratação do crédito agrícola cresce 45% no primeiro bimestre







As contratações de crédito agrícola, no primeiro bimestre do Plano Agrícola e Pecuário 2018/19, tiveram acréscimo de 45%, na comparação com o mesmo período da safra passada atingindo R$ 34,1 bilhões, com 139.155 operações.

Os números fazem parte do levantamento realizado mensalmente pelo Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola e estão disponíveis no Portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Entre os recursos liberados R$ 20,8 bilhões foram destinados para operações de custeio, o que representa um aumento de 35%, o maior desembolso dos últimos cinco anos. Na safra 2014/15, foram R$ 25,5 bilhões; em 2015/16, foram R$ 26,6 bilhões; na safra seguinte, R$ 19,5 bilhões; e na safra passada, R$ 23,6 bilhões.

Dentre os principais programas de financiamento, o PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns) teve aumento de 141%, por conta do incentivo para implantação de estruturas com capacidade de até 6 mil toneladas, a taxas de juros de 5,25% ao ano. Já o Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos) teve desempenho 55% superior ao da safra passada.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Controlador do Grupo Pague Menos - Empresário Deusmar Queirós está preso na Polícia Federal




O empresário Deusmar Queirós, fundador da rede de farmácias Pague Menos, está preso na sede da Polícia Federal no Ceará, no bairro Aeroporto. Ele se entregou na manhã deste domingo, 9.

A decisão foi do desembargador federal Alexandre Costa de Luna Freire, que estava no plantão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Havia um Habeas Corpus impetrado pela defesa do empresário, que foi negado e ele se apresentou nesta manhã por uma determinação que tinha na Justiça sobre a execução de sua prisão.

Ele é acusado, desde 2010, por crimes contra o sistema financeiro, na lei 7492. A pena para este tipo de crime é de 9 anos e 2 meses.
(O Povo)

AGRICULTURA FAMILIAR Alimentos do campo para o consumidor




00:00 · 10.09.2018
Em Aracoiaba, no Maciço de Baturité, foi a Prefeitura que tomou a iniciativa. Os pequenos produtores rurais ganharam um espaço em local estratégico da Cidade, com barracas padronizadas e acompanhamento de trio musical

Aracoiaba. Feijão, milho, mel, leite, queijo, ovos, legumes, hortaliças, verduras e muito mais. Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) espalhados por todo o Estado estão incentivando e fortalecendo o comércio da agricultura familiar. Durante pelo menos um dia da semana, os consumidores podem ir às feiras especiais e realizar compras direto do produtor. Além de alimentos mais saudáveis, a prática evita o atravessador. Esse movimento está sendo notado em muitas cidades do Interior.
> Linhas de crédito facilitam concretização de sonhos

Em Aracoiaba, no Maciço de Baturité, foi a Secretaria do Desenvolvimento Rural e Assistência Social do Município que tomou a iniciativa. Os pequenos produtores de todas as localidades rurais ganharam um espaço em local estratégico da Cidade, com barracas padronizadas e até o acompanhamento de um trio musical, para atrair a população. A feira é realizada às sextas-feiras. "As vendas de alimentos sem a utilização de agrotóxicos estão superando as expectativas", destacou o secretário Carlos Júnior.

O gestor da Pasta municipal acrescenta que a Feira da Agricultura Familiar contribui para a valorização do produtor local, além de aproximar o consumidor de quem cultiva o alimento, permitindo que saiba a procedência do produto agrícola. Ainda frisou que os interessados em participar da feira devem entrar em contato com a Secretaria. Os técnicos visitarão a propriedade e fornecerão alvará de um ano para o produtor.

A Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos de Canindé começou a implantar a feira dos agricultores na cidade. Três delas já foram realizadas e aprovadas pelos produtores. Iolanda Ferreira Silva, do Assentamento Nova Conquista, a 12Km da sede do Município é uma delas. Divide as tarefas agrícolas com o marido, Ailton Soares, mas é ela quem vende o que colhem na roça e produzem no galinheiro. Com mais de 40 anos na atividade, não imaginava um dia negociar diretamente com o freguês.

Esse modelo de negócio se expandiu por várias cidades do Interior, algumas com mais de 15 anos em atividade, como a de Quixeramobim.

A iniciativa é do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra). O foco é a produção sem agrotóxicos e solidária das famílias agricultoras. Itapipoca, Pedra Branca, Paracuru e Trairi também têm feiras organizadas pelas Redes de Agricultores e Agricultoras Agroecológicos e Solidários dos Territórios do Sertão Central e Vales do Curu e Aracatiaçu, com o apoio da organização Manos Unidas.

Feceaf

Em julho, a Fetraece realizou, em Fortaleza, no Parque de Exposições Governador César Cals, a XI Feira Cearense da Agricultura Familiar (11ª Feceaf).

Considerada a maior feira do segmento do Ceará, reuniu agricultores familiares de todo o Estado. Foram mais de 340 expositores com produtos orgânicos, animais, artesanato. Ela movimentou, em três dias, aproximadamente R$ 1,3 milhões. Mais de 25 mil pessoas visitaram o evento este ano.

AGRONEGÓCIOS FAMILIARES Linhas de crédito facilitam concretização de sonhos



A produtividade tem sido alcançada graças às linhas de financiamento do Pronaf, principalmente via BNB



00:00 · 10.09.2018 por Alex Pimentel - Colaborador
Para a safra do ano passado, o Pronaf destinou R$ 30 bilhões para financiamentos ( Foto: Alex Pimentel )

Quixadá.Em 2017, a agricultura e o agronegócio contribuíram com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. De acordo com estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi a maior participação em 13 anos. A Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) destaca o Ceará como um dos estados brasileiros com o maior número de propriedades familiares: são mais de 340 mil. O número corresponde a 90% das unidades rurais do Estado.
> Alimentos do campo para o consumidor

Segundo dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os agricultores familiares cearenses são responsáveis pelo cultivo de 91% do feijão, 89% do milho grão, 88% do arroz em casca, 82% da mandioca e 81% da criação de suínos no Estado. Esses percentuais foram alcançados graças, principalmente, a linhas de financiamento do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). O Banco do Nordeste (BNB) é apontado como maior financiador desses recursos.

Valores

Para a safra do ano passado, o Pronaf destinou R$ 30 bilhões para financiamentos. O Plano Safra do período de 2018 a 2019 para os financiamentos recebeu o acréscimo de R$ 1 bilhão. O valor destinado por família pode ser de até R$ 415 mil dentro do programa especial. Outra faixa de crédito, para agricultores de baixa renda, pode ser de até R$ 23 mil. Mas a maior parcela de busca é do microcrédito, de até R$ 5 mil, garantem representantes dos agricultores.

No Ceará, o Governo do Estado aprovou, em agosto de 2016, Decreto criando a Política de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar. Ela é destinada a cinco modalidades: compra com doação simultânea, compra direta, incentivo à produção e ao consumo de leite, apoio à formação de estoques e compra institucional.

De janeiro de 2016 até junho de 2017, o Estado comprou perto de R$ 150 milhões em alimentos da agricultura familiar. São cerca de 2,5 milhões de reais por mês, informou o ex-secretário do Desenvolvimento Agrário (SDA), Antônio Teixeira.

Leite no sertão

Quixeramobim, no Sertão Central, produz, diariamente, mais de 160 mil litros de leite por dia. O destaque do Município são os mais de 3.400 produtores, 80% deles são de pequenas propriedades, enquadradas na produção em agricultura familiar.

Apesar da estiagem prolongada dos últimos anos, a produção individual está saltando da média de 800 para 1.200 litros por dia. Além de abastecer todo o mercado local. A fruticultora, com a utilização de técnicas de gotejamento, também tem se destacado, ressaltam lideranças como Cirilo Vidal, dos produtores leiteiros.

Incentivos

Pelos cálculos de representantes das instituições dedicadas à assistência ao trabalhador rural, como José Francisco Carneiro, da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece), o Banco do Nordeste libera mais de 80% dos financiamentos.

Em seguida vem o Banco do Brasil (BB). Para concessão do empréstimo, a instituição financeira concedente analisa os seguintes aspectos: o projeto de financiamento, o crédito ou score do cliente e as benfeitorias no local. Com a regularização, ocorre a valorização da propriedade e, dessa forma, os valores de crédito rural liberados são maiores.

Dificuldades

Entretanto, muitos pequenos produtores sofrem com a dificuldade de acesso ao crédito. O principal problema é a regularização das propriedades.

A solução está na realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é a delimitação da propriedade por meio de georreferenciamento e o protocolo no órgão público responsável pela emissão do título; na maioria dos municípios, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).

A regularização fundiária ou titulação é a porta de entrada para o acesso ao suporte financeiro especial, e consequentemente, ao crescimento da produtividade e geração da renda nas pequenas propriedades rurais.

Para a presidente da Cooperativa do Sertão Central da Agricultura Familiar (Copescaf), Rejane Duarte Arraes, tão importante quanto dar acesso ao crédito é a garantia de compra dos produtos. A aquisição para a merenda escolar é a principal solução. Ela reconhece avanços e o esforço do Governo do Estado, todavia, as prefeituras criam muitas dificuldades e utilizam menos de 30% na alimentação dos alunos. Facilmente, esses números podem subir para 70%.

"Frutas, legumes, verduras, feijão, milho, nós temos. Contamos, atualmente, com 187 associados, de municípios do Centro do Estado e ainda Pindoretama e Horizonte", destacou.

PROJEÇÃO Expoece realiza R$18 milhões em negócios



Público do evento reforça busca por produtos típicos do campo. Por dia, feira recebeu 22 mil pessoas


A Expoece 2018 aconteceu no Parque de Exposições Governador César Cals, em Fortaleza, e recebeu público de todas as idades durante durante a sua realização ( FOTO: THIAGO GADELHA )

Apresentar e negociar animais bovinos, caprinos, ovinos e equinos é o grande propósito da Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará (Expoece). Este ano, o evento chegou a 64ª edição e o objetivo foi concluído nesse domingo (9) com êxito, conforme avaliação da organização. As negociações de animais somadas às comercialização de carros e máquinas geraram até o sábado (8), 14 milhões e 830 mil reais. A projeção do presidente da Associação de Criadores do Ceará, Sérgio Fonteles, é que as negociações da Expoece, ocorrida no Parque de Exposições Governador César Cals, em Fortaleza, este ano tenham rendido um volume de aproximadamente R$ 18 milhões em negócios.

"Houve um crescimento do evento em relação ao ano passado. O público está superando o de 2017. O número de animais participantes, de visitantes e também de estandes aumentou", afirma Sérgio.

De acordo com ele, em média, cerca de 22 mil pessoas passaram por dia na Expoece. A feira contou com cerca de 4 mil animais expostos, entre: bois, vacas, galinhas e cavalos. Ao todo foram 140 estandes distribuídos em uma área de 140.000m² no Parque de Exposições.

A movimentação gerada pelos milhares de visitantes no tradicional evento, segundo Sérgio, deve-se, dentre outros fatores, ao apreço pelo resgate da cultura do campo no cenário urbano que a feira proporciona.

"A Expoece não traz muitas inovações porque as pessoas buscam justamente essa tradição. A feira de agricultura familiar, o engenho, a fazendinha, tudo isso é muito buscado", reforça.

Visitantes

Para o casal de visitantes, José Mendonça Cunha e Maria do Rosário, moradores do Parque Santa Rosa, além de garantir lazer, a feira é vista como "uma chance para comprar produtos saudáveis", enfatiza Maria do Rosário.

Para Funceme, tendência de seca no Ceará pode se repetir neste ano




De acordo com dados disponíveis no site da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o estado do Ceará poderá finalizar este ano repetindo a tendência de seca observada nos últimos sete anos no calendário de chuvas do Estado.

Segundo o órgão, o percentual parcial de desvio do total acumulado de chuvas aponta índice negativo (-16,5%), abaixo da média histórica, de 800.6 milímetros. Para que o índice padrão ser alcançado, é necessário chover 132 mm até o fim do ano.

Mas o cenário pluviométrico do estado não prevê maiores precipitações até dezembro, quando reinicia a pré-estação chuvosa do Estado, que segue até janeiro. A quadra chuvosa engloba os meses de fevereiro a maio.

Atualmente no Ceará teve início a época de ventos fortes e temperaturas mais elevadas. Apesar do panorama, este ano o Estado experimentou a melhor quadra chuvosa desde 2011. À época, apurou-se que o Litoral Norte apresentou as maiores chuvas – com 902,mm – número 15,7% acima de sua média histórica, e que a macrorregião do Cariri também obteve desvio positivo, com 670mm, 8,7% acima.

Além disso, as chuvas neste ano levaram a significativos aportes nos reservatórios do Ceará. Até o dia 29 de maio, havia 17 açudes sangrando; por outro lado, 83 obtiveram acúmulo inferior a 30% e cinco ficaram completamente secos.

Eleição deste ano terá, pelo menos, 19 réus e 12 acusados na Operação Lava Jato na condição de candidatos






As eleições deste ano terão, pelo menos, 19 réus em processos ligados à Operação Lava Jato e 12 acusados pelo Ministério Público em desdobramentos da operação na condição de candidatos em outubro. Parte deles, inclusive, aparece bem posicionada em pesquisas de intenções de voto.

Além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve a candidatura a presidente barrada pela Justiça Eleitoral, a lista de réus e denunciados inclui seu substituto, o também petista Fernando Haddad, alvo de processo na Justiça Eleitoral de São Paulo, e lideranças do Congresso que tentam renovar seus mandatos, como Edison Lobão (MDB-MA) e Valdir Raupp (MDB-RO).

Em Alagoas, por exemplo, são líderes na mais recente pesquisa do Ibope para o Senado Renan Calheiros, apontado pela Procuradoria-Geral como integrante do “quadrilhão” do MDB, e Benedito de Lira, também denunciado como membro de organização criminosa, mas do PP.

Para o governo do estado, o eleitor tem como principais opções o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC), réu acusado de corrupção, lavagem e organização criminosa, e Renan Filho (MDB), herdeiro do clã Calheiros, foco de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça derivado da delação da Odebrecht.

Também se destacaram em pesquisas recente do Ibope para o Senado o catarinense Raimundo Colombo (PSD), ex-governador que é réu na Justiça Eleitoral, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), candidata em Minas Gerais e duas vezes denunciada na Lava Jato, o paraense Jader Barbalho (MDB), denunciado sob suspeita no caso do “quadrilhão” do MDB, e Ciro Nogueira (PP), denunciado que tenta se reeleger no Piauí.

Entre presidenciáveis, Geraldo Alckmin (PSDB) foi acusado na semana passada em ação de improbidade pelo Ministério Público de São Paulo, e José Maria Eymael (DC) passou a ser investigado em 2017 na esteira da delação da Odebrecht.

O Jornal Folha de São Paulo localizou 63 casos de investigados que são candidatos e outros 15 políticos que tiveram investigações arquivadas e novamente estão concorrendo.

A maior parte dos investigados são congressistas incluídos nas “listas de Janot”, como ficaram conhecidos os inquéritos pedidos pelo então procurador-geral da República em decorrência das delações da Lava Jato.

Repasses via caixa dois estão no centro da maioria dessas investigações, mas há também casos que se tornaram símbolos dos escândalos de corrupção, como o de Lúcio Vieira Lima, deputado federal do MDB da Bahia e irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Ambos são réus em processo sobre os R$ 51 milhões em dinheiro encontrados em um apartamento em Salvador. A favor dos alvos da operação está o novo modelo de financiamento da eleição, que aumentou o poder das cúpulas ao instituir o fundo eleitoral bancado com dinheiro público. A força financeira deve fortalecer as candidaturas à reeleição de nomes mais conhecidos do eleitorado, ainda que sejam alvos de delações.

Para o professor Milton Lahuerta, coordenador do Laboratório de Política e Governo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), as circunstâncias tornam as eleições ainda mais indefinidas, com uma tendência a favorecer candidatos de discursos antipolítica.

“Contribui bastante o modo como a judicialização, especialmente a Lava Jato, acabou se relacionando com a política. Uma lógica que, em nome de se fazer justiça para muitos setores da sociedade, passa a ideia de que toda a política é podre. Isso se generalizou.”

Para Lahuerta, o debate da eleição acaba ofuscado pelas questões judiciais e dificulta uma agenda de consenso.

Com informações do Jornal Folha de São Paulo

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