CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Abertura da Campanha da Fraternidade acontecerá durante a celebração da Quarta- feira de Cinzas



O lançamento acontecerá durante a
missa das 17h que abrirá o tempo quaresmal,
presidida por dom Gilberto Pastana.

No próximo dia primeiro de março, Quarta-feira de Cinzas, a diocese de Crato, em comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), abrirá oficialmente a Campanha da Fraternidade 2017 que este ano tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”. O lançamento acontecerá durante a missa das 17h que abrirá o tempo quaresmal, presidida por dom Gilberto Pastana, na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato.
O lema da CF 2017 é “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alertando para o cuidado que devemos ter com a Casa Comum, em especial com os biomas brasileiros. Segundo dom Pastana, este tempo deve conduzir o povo à verdadeira Páscoa. “Nesta Quarta-feira de Cinzas iniciaremos a quaresma, que é um tempo favorável para intensificarmos nossa vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isso, porém, está a palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo quaresmal, portanto é um novo começo, é uma estrada de conversão, de penitência, de transformação que deve nos levar a ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte, à verdadeira Páscoa. Nesse período como um exercício quaresmal e como fruto da nossa conversão, sobretudo no Brasil, nós refletimos a Campanha da Fraternidade”, disse.
A Campanha da Fraternidade existe há mais de 50 anos e sua abertura sempre acontece na Quarta- feira de Cinzas. (Diocese de Crato)

Maioria dos reservatórios na região do Cariri teve aporte insatisfatório



Apesar das chuvas que atingiram todo o Estado nos
primeiros meses de 2017, a Bacia do Salgado, que
compreende 15 reservatórios, conta com 10,5% da sua
capacidade FOTO: Reprodução-Ceará News7
Apesar das chuvas que atingiram todo o Estado nos primeiros meses de 2017, a Bacia do Salgado, que compreende 15 reservatórios, conta com 10,5% da sua capacidade.

Em todos os reservatórios foram acumulados, neste ano, mais de 10 milhões e 700 mil m3. O Manoel Balbino, conhecido como Açude dos Carneiros, teve um aporte de apenas 20 mil m3.

O São Domingos, em Caririaçu, obteve 40 mil m3. O Thomás Osterne, em Crato, apresentou um aporte mais satisfatório, com 810 mil m3.

Apesar das chuvas terem sido em torno da média, não foram suficientes para apagar os últimos cinco anos de estiagem. (Ceará News7)

PECs em favor de municípios e estados avançam no Senado


Duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que simplificam regras fiscais e tributárias e agilizam repasses a fundos de participação de estados e municípios passaram por mais uma sessão de discussão em Plenário na semana passada no Senado Federal.

A primeira, chamada PEC da Desburocratização (57/2016), reúne medidas que valerão para todos os municípios, estados e para a União, mas com ênfase na redução de exigências para as pequenas cidades.

O texto define o conceito de pequeno município, para assegurar normas simplificadas para balancetes e prestação de contas. O estado em que estiver localizado o pequeno município poderá assumir a cobrança e a fiscalização dos tributos de seu âmbito.

Nas normas de caráter geral, aplicáveis a empresas em todo o país, será conferido tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte.

Essa foi a quarta sessão de discussão da PEC, sugerida pela Comissão de Juristas da Desburocratização, que atuou no Senado em 2016. A proposta precisa ser submetida a uma quinta e última sessão de discussão, para ser então votada em primeiro turno.

Repasses

Também contou prazo na sessão do Plenário a PEC 61/2015, que permite que emendas parlamentares ao Orçamento da União sejam destinadas diretamente ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Atualmente, as emendas são direcionadas a projetos específicos, como obras. Foi a segunda sessão de discussão da proposta, de autoria da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

A intenção da autora é reduzir a burocracia para o repasse de verbas para prefeituras e governos estaduais, que terão acesso mais rápido ao dinheiro.

Gleisi afirma que a proposta não altera a gestão dos recursos dos fundos, que contam com mecanismos de acompanhamento e de fiscalização.

Agência Senado

Suplente de vereador Será efetivado na câmara municipal de Aiuaba


by amaury alencar
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A Câmara Municipal de Aiuaba terá sua composição alterada no mês de março devido a morte da vereadora Cely Arrais, assassinada em sua residência na tarde da última terça-feira, 21, por homens armados e encapuzados.
Cely havia sido reeleita pela Coligação Por Uma Aiuaba Melhor, formada pelo PSD/PMB/PDT e estava no exercício de seu segundo mandato.
Com a morte da vereadora, o primeiro suplente Rigoberto Sousa, PSD, será efetivado.
Rigoberto foi vereador na legislatura passada e não conseguiu se reeleger ficando na primeira suplência com 331 votos. Ele integra o grupo do prefeito Ramilson Moraes.
A bancada de situação passa a ter 6 vereadores em Aiuaba, contra 5 da oposição.


fonte Blog Wilrismar Holanda

AÇUDES SECOS Queda na produção faz disparar preço da tilápia


O cenário de esvaziamento dos reservatórios está levando à importação do pescado

 por Honório Barbosa - Colaborador


Mediante o quadro de escassez de água e queda acentuada na produção, estima-se que o quilo da tilápia, que custava R$ 8, já chegue a R$ 10 e, na Semana Santa, talvez alcance de R$ 15 a R$ 20 ( Foto: Honório Barbosa )

Iguatu. A partir de hoje, Quarta-Feira de Cinzas, começa para os católicos a Quaresma, um período de 40 dias em que se recomenda a prática do jejum, da oração, da penitência e caridade. Faz parte da tradição o consumo de pescado, que se intensifica na Semana Santa. Só que neste ano, os consumidores que preferem o peixe de água doce vão pagar mais caro porque os açudes estão secos e os criatórios reduziram em mais de 80% a produção.

No Açude Castanhão, o maior do Ceará, a produção de tilápia, o peixe que conquistou o gosto dos consumidores, caiu cerca de 90%; no Orós, o segundo maior reservatório, a redução foi de 70%; no Banabuiú, o terceiro maior, a paralisação foi total. Mediante o quadro de escassez de água e queda acentuada na produção estima-se que o quilo da tilápia, que custava R$ 8 já chegue a R$ 10 e, na Semana Santa, talvez alcance de R$ 15 a R$ 20.

Importação

Nos últimos três meses, o Ceará já vem importando da Bahia, Pernambuco e Maranhão tilápia e curimatã. Caminhões trazem o pescado e distribuem para cidades do Interior e para Fortaleza. "Não tem como atender à demanda, que tende a crescer nas próximas semanas", disse o piscicultor Evanilson Saraiva, da localidade de Barrocas, nas margens do Açude Orós. "A produção semanal caiu de 800 quilos para 200 quilos na nossa comunidade", contou.

Em outras localidades, há estimativa de queda de 95%. "Sem água, não tem como criar peixe nas gaiolas", observou Saraiva. "É preciso vir de fora". Na feira livre de Iguatu, o quilo da tilápia varia entre R$ 10 e R$ 12. "A perda de água nos reservatórios obriga a importação de peixe e o aumento de preço", afirmou o integrante da Comitê do Alto Jaguaribe, Paulo Landim. "Neste ano, os açudes da região não terão condições de atender à demanda", completou.

Defeso

Além da redução de pescado em cativeiro, começou, no último dia 1º, o período de defeso para os peixes de piracema de água doce (branquinha, curimatã, tambaqui, piau e sarinha). A proibição da pesca vai até o fim de abril. Os pescadores artesanais têm o direito a três parcelas no valor de um salário mínimo do seguro desemprego. "Temos de cumprir a lei e a pesca artesanal está suspensa, os açudes estão fechados", observou a presidente da Colônia de Pescadores de Iguatu, Neide França. O presidente da Colônia de Pescadores do Açude Ubaldinho, em Cedro, Fabiano Franco, lembrou que a suspensão por determinação legal contribui para a falta do pescado no mercado regional nesta época do ano.

O presidente da Associação dos Criadores de Tilápia do Açude Ubaldinho afirmou que a produção está muito menor do que em relação ao mesmo período de 2016. "Até o momento, caiu 70%, mas, se não aumentar o volume de água, só tem como produzir até a Semana Santa e depois vamos parar totalmente", explicou. O piscicultor José Iran da Silva comercializa diariamente tilápia criada em gaiolas no Açude Orós na feira livre de Iguatu. Ele lembra que há 15 dias houve mais uma mortandade no parque aquícola da comunidade de Jurema. O prejuízo foi de cerca de 70 toneladas. Outro piscicultor, José Welton Roseno, disse que vende o quilo de tilápia oriunda de Orós por R$ 10, mas a que vem da Bahia já é vendida por R$ 15.

A cada semana, os empresários Etevaldo Felipe e Luciano Mangueira trazem da Bahia oito mil quilos de tilápia, que são vendidos na região Centro-Sul, em Fortaleza e na Serra da Ibiapaba. Antes, eles criavam peixe no Orós, mas, com a perda de volume, transferiram a atividade para outro Estado.

Sertão Central

Desde fevereiro de 2015, quando o Açude Arrojado Lisboa (Banabuiú) começou a atingir a sua cota mínima, os 1.124 profissionais cadastrados na Colônia de Pescadores Z-14 começaram a deixar a atividade artesanal.

A pesca caiu acentuadamente no terceiro maior reservatório do Ceará. A cidade passou de exportadora da pesca a importadora de tilápia, principal prato e tradicional nos restaurantes daquela cidade.

Antes, era possível pescar de seis a sete toneladas por mês, explica o presidente da Colônia Z-14, Genival Maia Barreto. A carência deverá encarecer o preço do peixe preferido na região, a tilápia.

O quilo era vendido na beira d'água a R$ 5. Na cidade não passava dos R$ 10. Agora, na Quaresma, o preço vai subir para R$ 12. Na Semana Santa, vai disparar. O pescado vai ser vendido a R$ 20 o quilo, estimam os empresários do setor.

O representante dos pescadores no Sertão Central aponta também o período de defeso da piracema como um dos fatores para a elevação do preço do pescado. Nesta época, de desova em águas limpas, é proibida a pesca das espécies de piracema. "A opção para os mais pobres será a sardinha, bem mais em conta. A outra alternativa vai depender das chuvas, da revitalização dos cardumes ou aceitar o valor estabelecido pelos comerciantes", disse Barreto.

Além de Banabuiú, o Arrojado Lisboa abastecia Quixadá, a região de Sobral e São Benedito, ainda Fortaleza e até Campina Grande, na Paraíba. Nos últimos dias, o açude recebeu uma considerável recarga d'água, passando de 624 milhões de metros cúbicos para 926, mesmo assim representando apenas 0,58% do volume total, 1,6 bilhão de metros cúbicos, conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

Redução

90%

Foi a queda na produção de tilápia no maior açude do Estado, o Castanhão; no Orós, segundo maior, a redução foi de 70%; no Banabuiú, terceiro, parou tudo

QUARESMA Missas celebram tempo de conversão para cristãos



Em Fortaleza, além da Catedral Metropolitana, diversas paróquias ofertam programação de missas para celebrar o início da Quaresma ( Foto: Thiago Gadelha )

É tempo de conversão. De purificar a alma, aproximar-se do outro sem amarras nem rancores - e com amor. Essas são as principais premissas seguidas pelos cristãos durante a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, estendendo-se de hoje (1º) até o Domingo de Ramos. O intervalo, como diz o padre Rafhael Maciel, prepara os fiéis para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo. "É um momento em que a Igreja chama para a penitência, a reconciliação, a caridade e o jejum", define.

Em Fortaleza, além da Catedral Metropolitana, diversas paróquias ofertam programação especial de missas para celebrar o início da Quaresma, aberta sempre na quarta-feira de cinzas. O principal símbolo da abertura dos 40 dias de preparação cristã, a tradicional cruz de cinzas desenhada sobre a testa dos fiéis ao fim da missa, tem um objetivo claro e profundo. "Isso serve para nos lembrar de que a nossa vida física é passageira, mas que, além dela, existe outra para onde caminhamos. As cinzas significam essa noção de passagem", diz o sacerdote.

A referência vem do terceiro capítulo do livro de Gênesis, versículo 19: "Lembra-te que és pó, e ao pó tornarás". As cinzas carimbadas na face dos fiéis nas celebrações da quarta-feira representam, elas próprias, um ciclo, já que são produzidas a partir das plantas que sobram no Domingo de Ramos do ano anterior, quando a Quaresma passada foi encerrada.

Os ramos são reservados pelas paróquias da Capital, para que sequem e protagonizem o ritual de abertura dos 40 dias de aproximação com o Divino.

Além de um exercício de humildade, a Quaresma representa, para muitos, a busca pela santidade. "Para mim, é a busca de uma maior intimidade com Cristo, com o mistério de sua paixão, morte e ressurreição pelo incondicional amor por nós", afirma a professora católica Lindenfrânia Aguiar, 44.

Renúncia

Outra tradição seguida nesse período é a prática do jejum, tão complexa e humana que desafia o dicionário. Ao contrário do que se define e do que muitos pensam, a atitude de renúncia não se refere apenas à alimentação, embora seja este o tipo mais comum. "O jejum vem, na verdade, para mostrar que em algum momento da vida sentimos falta de algo que está além de nós, que não somos autossuficientes. Para quebrar o nosso orgulho e reforçar nossa humildade", explica padre Rafhael.

Dentre as formas de jejuar também está a abdicação de atividades ou hábitos que dão prazer. Como acessar as redes sociais, por exemplo. "Os jejuns que costumo fazer são os ligados aos meus vícios, como usar Facebook e Whatsapp. Além disso, na Quaresma e na Semana Santa, faço jejum de carne", conta a professora Lindenfrânia.

Programação

Paróquia da Catedral - Centro

12 h - Padre Clairton Alexandrino;

18h30 - Dom José Antonio A. Tosi Marques.

Paróquia N. Sra. De Fátima - Bairro de Fátima

7h, 9h, 12h, 17h e 19h

Paróquia Nossa Senhora da Saúde - Mucuripe

7h, 8h30, 17h, 19h.

Paróquia São Vicente - Dionísio Torres

6h30, 11h30, 17h30 e 19h30.

Paróquia de Cristo Rei - Aldeota

6h30, 17h e 19h

Paróquia Bom Jesus dos Aflitos - Parangaba

6h30 e 19h.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Conjunto Ceará

7h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Messejana

7h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora da Glória - Cid. Dos Funcionários

11h, 17h e 19h

Preparação

40

Dias de orações e penitência marcam o período de preparação dos cristãos, que antecede a Páscoa, estendendo-se de hoje (1º) até o Domingo de Ramos

MEIO AMBIENTE Campanha da Fraternidade foca na preservação de biomas



A celebração de abertura será presidida pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido Tosi

O trabalho das dioceses e paróquias é chegar às comunidades, escolas e instituições com palestras sobre os biomas, especificamente sobre a Caatinga ( Foto: Cid Barbosa )
No Ceará, há ainda uma região de Mata Atlântica. Na Serra de Guaramiranga, é possível encontrar espécies características do bioma ( Foto: Cid Barbosa )

"Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau. Não toque fogo no roçado nem na caatinga". Há mais de um século, os dez mandamentos de Padre Cícero (1844-1934) pareciam falar direto do futuro ou para ele, antecipando a preocupação da Igreja com o meio ambiente reforçada pela Campanha da Fraternidade de 2017, lançada hoje (1º) pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o tema "Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida". A celebração de abertura será presidida, nesta noite, pelo arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi, na Catedral Metropolitana, às 18h30.

Assim como o "padim" de Juazeiro do Norte fez, a Campanha da Fraternidade deste ano no Ceará volta as atenções à proteção das matas e dos animais da Caatinga, bioma que cobre cerca de 95% do território do Estado e tem como principal característica o período pequeno de chuvas e grande de seca.

Segundo a coordenadora da campanha na CNBB, Mônica Pimentel, as ações devem gerar grande engajamento na Igreja e na sociedade. "A vida de todos os seres está integrada. Falar de natureza não é falar só de ecologia, mas de humanidade e do meio social. Nós somos cuidadores da criação", avalia, lembrando do lema da CF deste ano, "Cultivar e guardar a criação", lido no 15º versículo do segundo capítulo do livro de Gênesis.

Além desse, outro motivo para a boa recepção das atividades da campanha, como explica Mônica, é justamente o fato de o tema ter sido escolhido a partir de sugestões da população. Todo ano, os três assuntos mais pedidos são discutidos em reunião nacional da CNBB, e uma comissão de pesquisa é montada para elaborar o texto-base e o lema da Campanha da Fraternidade. "Quem grita o tema é a população", salienta a coordenadora Mônica Pimentel.

Atividades

Na prática, a CF deste ano tem a missão de integrar ciência, religião e sociedade em ações de preservação da natureza cearense, uma continuidade do tema de 2016, "Casa comum, nossa responsabilidade". "O trabalho das dioceses e paróquias é chegar às comunidades, escolas e outras instituições com palestras sobre todos os biomas brasileiros, depois especificamente sobre a Caatinga e todos os povos e culturas do nosso Estado", esclarece a coordenadora.

Outra atividade comum da Igreja que deve ser intensificada durante todo o período da campanha, iniciada na quarta de cinzas e estendida por todo o ano, é a distribuição de mudas para arborização de casas e de espaços públicos. Para a professora do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisca Soares, é fundamental focar no plantio de árvores nativas, a fim de restaurar a Caatinga.

"Árvores exóticas em praças não contribuem para a preservação do bioma, até porque a população não conhece e não valoriza. É importante conservar plantas como o ipê-roxo, a imburana de espinho e o pau-branco, típicas da nossa Caatinga", explica a bióloga, que alerta ainda para a avançada degradação de três áreas do Ceará: o Sertão dos Inhamuns, o Médio Jaguaribe e o município de Irauçuba, a 150km de Fortaleza. "Isso reflete na agricultura, na pecuária e na nossa qualidade de vida, além de agravar o problema da seca", disse a professora.

Esperança

"Ainda é possível fazer alguma coisa", infla-se de fé a coordenadora da Campanha da Fraternidade, afirmando que a condição para isso é que se aprenda "a olhar para a natureza como antigamente". A degradação da Caatinga é decorrente do manejo historicamente errado. As queimadas realizadas para "preparar o plantio" e o fato de servir de pasto para animais de grande porte são dois dos principais fatores responsáveis pela destruição da terra. Em muitos locais, há sinais de salinização de grandes áreas em consequência da prática da monocultura.

Se o padim Ciço estivesse por aqui, por certo concordaria com Mônica, e talvez até recitasse o décimo e último mandamento que escreveu: "Se obedecer esses preceitos, a seca vai se acabando aos poucos. O gado vai melhorando e o povo terá sempre o que comer. Se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só". (Colaborou Theyse Viana)

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