CARLOS ALBERTO ALBUQUERQUERESPONSÁVEL PELO BLOG CONEXÃO REGIONAL

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Iniciado os Festejos de Nossa Senhora da Conceição em São Julião


Durante os festejos a igreja católica de São Julião inaugurou seu novo sistema de climatização com ar refrigerado. Festividade vai até 08 de dezembro.

Deu-se inicio ontem, 29, os festejos alusivos à Padroeira Nossa Senhora da Conceição de São Julião – PI. Os fiéis lotaram todas as dependências da igreja matriz de São Julião na primeira noite dos festejos que se estende até o dia 08 de dezembro.
Durante os festejos a igreja católica de São Julião inaugurou seu novo sistema de climatização com ar refrigerado.
Para conferi a programação completa dos Festejos clique AQUIVeja imagens:DSC_0121DSC_0118DSC_0117DSC_0116DSC_0115DSC_0114DSC_0112DSC_0108 

CAPACITAÇÃO US$ 80 mi para reduzir a pobreza


   
Os encontros regionais vão acontecer nas cidades de Sobral, Tauá e Campos Sales e têm como missão estabelecer metas para reduzir a pobreza ( Foto: Kid Júnior )
Fortaleza. Nesta quarta-feira acontece o lançamento do projeto Paulo Freire, pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), em Sobral, Tauá e Campos Sales, por meio da realização de seminários regionais. Trata-se de uma iniciativa voltada para a redução da pobreza e incentivar a produtividade com geração de emprego e renda na zona rural. Com investimento no valor de US$ 80 milhões, os seminários objetivam difundir a iniciativa em âmbito territorial com os parceiros locais.
O Projeto de Desenvolvimento Produtivo e de Capacidades - Projeto Paulo Freire tem por objetivo contribuir para a redução da pobreza rural em municípios cearenses por meio do desenvolvimento do capital humano e social e do desenvolvimento produtivo sustentável. É pautado na geração de renda, no âmbito agrícola e não agrícola, com foco principal em jovens, mulheres e comunidades tradicionais.
O Projeto visa fortalecer as capacidades da população rural e das organizações comunitárias e produtivas para identificar, priorizar e solucionar seus problemas, formar lideranças e melhorar sua capacidade de participação nos processos decisórios locais. Outro objetivo é apoiar o estabelecimento e fortalecimento de iniciativas produtivas comunitárias e familiares, aumentando suas capacidades e habilidades para desenvolver negócios rurais.

CRESCIMENTO DE 48% Melancia alavanca fruticultura do Ceará no exterior


Receita da exportação da fruta saltou de US$ 5,4 milhões para US$ 10,5 milhões entre 2014 e 2015
   por Yohanna Pinheiro - Repórter
Venda da fruta para o exterior deve aumentar ainda mais neste ano ( Foto: Eduardo Queiroz )
Até outubro deste ano, a receita oriunda da exportação de melancia no Ceará quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, tendo apresentado uma taxa de crescimento de 48%. A comercialização da fruta ao mercado externo movimentou em torno de US$ 10,5 milhões frente a US$ 5,4 milhões contabilizados em igual período de 2014, conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Segundo Luiz Roberto Barcelos, sócio e diretor de produção da Agrícola Famosa, o grande volume de exportação se deu por conta do aumento da produção de melancia no Estado, consequência da maior demanda externa. "Deve aumentar ainda mais - estamos fechando contatos com os Estados Unidos agora e, para a Europa, conseguimos uma variedade com vida útil maior e que agrada mais aos paladares", apontou.
Na mesma linha de crescimento, a venda de mamões frescos também terminou o mês de outubro em saldo positivo. Com aumento de 12,3%, a exportação da fruta movimentou US$ 3,4 milhões neste ano ante a US$ 1,3 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. Segundo Barcelos, a produção do mamão é nova no Estado e tem potencial para aumentar ainda mais nos próximos anos.
O sucesso da exportação das frutas acontece, porém, em um período de dificuldades para o agronegócio por conta da escassez de água. Até outubro, as exportações do setor caíram 7,21%. Foram movimentados US$ 532,5 milhões em 2015 ante US$ 573,9 milhões no mesmo período do ano passado, totalizando uma perda de US$ 41 milhões - queda puxada principalmente pelo couro, cuja exportação caiu em 25,48%.
MelãoA fruta mais exportada pelo Estado, por exemplo, teve uma pequena retração da receita gerada (-0,99%). Na avaliação do empresário, já é "um milagre" não ter caído ainda mais, dadas as dificuldades com a irrigação por conta da falta de água. "Está complicado. É uma seca bastante severa - se não houver chuvas regulares, a produção deve cair pela metade já no próximo ano", disse Barcelos.
Ele apontou que, para escapar do cenário, a empresa se prepara para desviar parte da produção da fruta para o Piauí, onde existem invernos mais generosos. "Pelo menos até a oferta de água se regularizar novamente", estima sobre a permanência no estado vizinho.
SucosNo total, a fruticultura movimentou mais de US$ 153,3 milhões de janeiro a outubro deste ano, cerca de US$ 1,4 milhão a mais que no mesmo intervalo do ano anterior, totalizando um crescimento de 0,98%.
Também cresceu a exportação de sucos, com aumento de 17,57% no período. A categoria movimentou US$ 39,4 milhões em 2015, US$ 5,8 milhões a mais que no mesmo intervalo do ano passado. Já a exportação de outros produtos de origem vegetal aumentou 35,7% - o setor registrou receita de 37,9 milhões, um incremento de US$ 9,8 milhões em relação a 2014.
EstiagemDe acordo com Eduardo Bezerra, superintendente do Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN/CE), o problema enfrentado pelo agronegócio é essencialmente climático e não tem relação com a crise econômica brasileira. "Produto alimentício dificilmente sofre restrição por conta de crise. O El Niño é o grande vilão", apontou.
Segundo o superintendente, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh) já começou a racionar a oferta de água para a agricultura irrigada por conta do cenário de estiagem prolongada.
"Se corta a oferta de água para a irrigação, corta a oferta de frutas para as exportações. Elas estão caindo por uma questão muito justificada de economia de água. E se olhar pra frente, 2016 é uma incógnita", afirma Eduardo Bezerra.
Com 80% de chance de ter mais um ano de chuvas irregulares, o cenário fica cada vez mais difícil. Para Bezerra, as águas do rio São Francisco não chegarão no meio do próximo ano, conforme prometido pelo governo, ainda que a obra seja concluída, por conta da vazão do rio. "O Rio São Francisco precisa ultrapassar o nível da parede da transposição para que chegue aos demais estados e, para isso, dependemos da chuva em Minas Gerais", explica o superintendente. "Em 17 anos de observação do fenômeno El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico, em 15 houve seca no Nordeste. Em dois, não houve. Vamos esperar que 2016 faça parte dessa exceção", estimou Bezerra.

EM DEZ ANOS Morte de jovens por violência cresce 180%


Os números, coletados por meio de pesquisa do IBGE, colocam o Estado do Ceará em 3ª lugar no ranking do País
Em números absolutos, o Estado do Ceará está em quinto lugar, com 1.065 mortes de jovens com idade entre 20 e 24 anos, aponta o estudo apresentado
Em 2014, das 1.432 mortes de jovens, do sexo masculino, entre 20 e 24 anos de idade, 1.065 ocorreram devido à violência, seja ela no trânsito ou assassinato. Isso representa uma incidência de 264,8 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes. Em relação a 2004, um total de 708 jovens morreu e 380 deles por causas ligadas à violência. A incidência era de 96,1 para cada 100 mil habitantes. Os dados anunciados representam aumento de 180% no intervalo de dez anos. Os números fazem parte do Relatório Civil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números colocam o Estado em terceiro lugar no ranking do País.
> Caem 12% casamentos entre pessoas do mesmo sexo
> 89% das mulheres ficam com os filhos
Alagoas foi o Estado mais cruel com seus jovens. A proporção de mortes violentas foi de 332 por 100 mil pessoas de 20 a 24 anos, a maior do país. Há uma década, era de 130 por 100 mil pessoas nessa faixa etária. O Rio Grande do Norte foi o 2º mais violento, com 268 mortes por 100 mil, segundo a pesquisa. Em 2004, a taxa era menos da metade da atual, de 113,5 mortes. Além do Ceará, a Bahia, cresceu de 98,4 para 242,2 por 100 mil.
Em números absolutos, o Estado está em quinto, com 1.065 mortes. São Paulo está em primeiro, seguido por Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. "Além dos citados acima, essas causas externas incluem casos de afogamento, suicídios e quedas acidentais, por exemplo", informa o pesquisador do IBGE/CE, Helder Rocha.
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RegistrosNo intervalo da faixa etária dos 15 aos 19 anos, a situação ainda é mais preocupante. Segundo o Instituto, no ano passado, foram registradas 914 óbitos nessa faixa etária no Estado. Desse total, 459 ocorreram em Fortaleza. Em 2004, 10 anos antes, os números respectivos: 233 (Ceará) e 79, na Capital. Um pulo de 296% no período. Fortaleza registra um salto de 481%.
Em relação ao Brasil, aponta o IBGE, em 2014, as causas violentas - sobretudo acidentes de trânsito e assassinatos - tiraram a vida de 179 de cada 100 mil pessoas de 20 a 24 anos no País. Em 2004, essa taxa estava em 170, segundo os dados da pesquisa. Foram 15.454 mortes violentas de jovens registradas no ano passado.
O pesquisador e membro do Laboratório Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará, Luís Fábio Paiva, diz reconhecer os esforços do Estado para reduzir os altos e alarmantes índices. No entanto, destaca, prefere esperar mais tempo para analisar, principalmente neste ano, com a falta de recursos para investir em políticas públicas. "Essas ações demandam dinheiro e o cenário nacional não está fácil".
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), diz que, por meio do Programa em Defesa da Vida, implantado em janeiro de 2014, quebrou a curva de crescimento dos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) se comparado ao ano passado com 2013. "A consolidação do Programa no início de 2015 possibilitou que, no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, Fortaleza registrasse queda de 17,8%, passando de 1.679 casos, em 2014, para 1.380 em 2015. São 299 óbitos a menos no período", diz a nota. A Pasta acrescenta que, no Ceará, a diminuição é de 10,3% nas mortes violentas, considerando o mesmo período do ano passado, passando de 3.678 para um total de 3.307.
"A queda dos índices criminais é resultado da integração entre as forças de segurança; do trabalho focado nas áreas, horários e dias que apresentam maiores taxas de crimes, com base em análises estatísticas e criminais; entre outras iniciativas", complementa a secretaria.

CONTINGENCIAMENTO ORÇAMENTÁRIO 2016 pode não ter voto eletrônico, alerta Justiça


Portaria dos tribunais superiores é vista como uma pressão sobre o Executivo diante dos cortes no Judiciário
   
As urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez em 1996. Desde o ano 2000, no entanto, o voto de todos os eleitores brasileiros é eletrônico. Segundo o TSE, a compra de 100 mil novos equipamentos está comprometida ( Foto: Silvana Tarelho )
Brasília. O contingenciamento orçamentário imposto pelo governo pode levar a Justiça Eleitoral a realizar as eleições municipais de 2016 sem urnas eletrônicas, retomando os votos em cédulas de papel. O alerta consta em uma portaria conjunta dos presidentes de todos os tribunais superiores do País publicada ontem no Diário Oficial da União. Ao todo, o corte no Judiciário soma R$ 1,74 bilhão no orçamento do poder - sendo que R$ 428,7 milhões foram retirados da Justiça Eleitoral.
> Mais afetados são Cidade e Transporte"O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabiliza as eleições de 2016 por meio eletrônico", afirma o texto. Nas eleições, a Justiça tem gastos extras, como compra de novas urnas, instalação de programas eletrônicos, segurança dos equipamentos, dentre outras medidas para garantir a inviolabilidade do sistema. Desde o ano 2000, todos os brasileiros votam em urnas eletrônicas. As urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez em 1996.
Nos bastidores, a portaria é interpretada como um instrumento de pressão sobre o Executivo para diminuir o corte no Judiciário, diante do desgaste que o fim do voto eletrônico poderia trazer ao governo Dilma.
A portaria, que não é uma prática usual, começou a ser costurada na semana passada quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, trataram do tema.
Além de Lewandowski e Toffoli, o texto leva assinatura da vice-presidentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz, do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Barros Levenhagen, do presidente do Superior Tribunal Militar (STM), William de Oliveira Barros, e do presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), Getúlio de Moraes Oliveira.
A portaria explica que foram contingenciados: R$ 53,2 milhões do STF; R$ 73,3 milhões do STJ; R$ 555 milhões da Justiça Federal; R$ 14,9 milhões da Justiça Militar; R$ 423,4 milhões da Justiça do Trabalho; R$ 131,2 milhões do CNJ; e R$ 63 milhões do TJDFT.
Organização do pleito O TSE, responsável pela organização das eleições no País, reafirmou, por meio de nota, que o contingenciamento comprometerá as eleições eletrônicas municipais de 2016. "O total que não será repassado para a Justiça Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00, o que prejudicará a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano. Esse bloqueio no orçamento, compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs)", diz o comunicado.
O impacto maior, de acordo com o TSE, reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e "imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro", com o comprometimento de uma despesa estimada em cerca de R$ 200 milhões.
Segundo o TSE, a compra de 100 mil novos equipamentos está comprometida - entre urnas que precisam ser substituídas por terem mais de dez anos de uso e outras que precisariam ser adquiridas pelo crescimento do número de eleitores.
O órgão, então, argumenta que a demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. Isso porque as urnas que estão sendo licitadas têm prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais. "Na espécie, não há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016", defende, na nota.
O presidente do TSE, Dias Toffoli, informou ainda que, junto com o Supremo, irá envidar todos os esforços no Congresso Nacional para que as verbas devidas sejam autorizadas, a fim de se garantir a normalidade das eleições do ano que vem.
RepercussãoO senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), por sua vez, disse que a portaria é mais uma tentativa do Judiciário de pressionar o Congresso para aprovar a mudança da meta fiscal do governo.
"Isso não é sério! É mais uma voz para pressionar o Congresso para relaxar a meta fiscal do governo. A presidente Dilma não pode contingenciar verbas a ponto de inviabilizar o Judiciário, sob pena de cometer crime de responsabilidade. É função essencial do Judiciário fiscalizar e realizar o pleito", afirmou.
Já a expectativa do governo federal é que os parlamentares votem em breve, no Congresso, o projeto que altera a meta fiscal deste ano, para que o contingenciamento possa ser revertido e os recursos, liberados.

MÊS DE DEZEMBRO Atraso na folha de pagamento atingirá 70% das prefeituras


A Aprece admite que a falta de verba para efetuar os vencimentos ocorre nas pequenas e médias cidades
   
 por Marcus Peixoto - Repórter
Servidores públicos de alguns municípios, a exemplo de Aratuba, têm ido às ruas protestar
Fortaleza. Pelo menos 70% das prefeituras cearenses já informaram que não vão poder pagar em dia o salário do mês de dezembro aos seus servidores. A falta de recursos para cumprir a folha, que é acrescida com o 13º mês, obrigará os gestores a efetuar o pagamento somente em janeiro do próximo ano.
A informação é do presidente da Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (Aprece), Expedito José do Nascimento, que fez um levantamento junto aos gestores municipais, sobre as administrações mais afetadas pela crise financeira.
O presidente da Aprece informou que a restrição do caixa para pagar o funcionalismo envolve não apenas as pequenas cidades como também as médias. "Fizemos um levantamento por amostragem dentre 20 municípios pequenos e médios e o resultado é que não há como pagar o 13º mês e dezembro no mesmo mês. Com isso, algumas cidades serão levadas a deixar para o próximo ano", disse Expedito.
DramaA situação dos servidores que trabalham e não recebem ao fim do mês tem-se disseminado por diferentes regiões, conforme levantamento da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce). A presidente da Federação, Enedina Soares, acredita que é um momento de crescente tensão, em vista da aproximação das festas de fim de ano.
De acordo com levantamentos da entidade, a situação mais crítica é em Catunda, na Região dos Inhamuns, onde os servidores há três meses que não recebem seus salários. Em Quixadá, no Sertão Central, várias secretarias estão com os meses de outubro e novembro atrasados, exceto os trabalhadores da Educação e da Saúde.
Em Iracema, no Vale do Jaguaribe, só quem recebe de recurso específico (tais como Educação e Saúde) está com o salário pago até outubro. Os demais servidores ainda não receberam os proventos de outubro, bem como há rumores que, hoje, será pago o 13° a todos os servidores, sem, no entanto, haver pagamento dos proventos já em atraso. E, ainda, com o agravo de os professores estarem com salários em atraso no mês de novembro.
A Fetamce informa que, em Jardim, na região do Cariri, não houve pagamento de nenhuma parcela do décimo terceiro e o setor da Saúde tem atraso mensal. Estão também deixando de pagar o quinquênio para quem completou os anos de serviço necessários, afirma a entidade. Em Ibicuitinga, no Sertão Central, os servidores da Saúde e os que recebem pelo Fundo Geral não receberam o mês de outubro.
"Apesar desse levantamento já feito pela entidade, haverá uma continuidade para sabermos sobre aquelas prefeituras que regularizaram a situação ou continuam de forma irregular com a folha de pagamento", disse Enedina Soares.
A presidente da Fetamce afirma que percebe que as receitas municipais não têm crescido na mesma proporção dos gastos com a folha de pagamento. Contudo, chama a atenção de que os repasses do governo federal não estão inferiores em relação aos anos anteriores. "No geral, as receitas não estão menores do que em períodos anteriores e, por isso, a Federação não concorda com o argumento de que o atraso é decorrente da crise econômica que o País atravessa", disse.
"O que acontece é que alguns municípios não vinham pagando os fornecedores, e, com a aproximação das eleições, prefeitos optaram em pagar contas que poderiam comprometer seus mandatos e, assim, penalizaram os servidores", afirmou. Ela informou que a orientação para os sindicatos é que peçam os bloqueios das contas das prefeituras, até para evitar que o quadro se agrave após as eleições municipais de 2016.
PautaExpedito José desmente a Fetamce e salienta que as dificuldades financeiras dos municípios é algo real e tende a se agravar, em vista do desmonte nos trabalhos no Congresso Nacional. Ele disse que a crise tende a se agravar com a paralisa no Congresso, agora com a prisão do senador Delcídio Amaral (PT), e ainda levando em consideração as pressões para a saída do deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal.
Com isso, as matérias mais prejudicadas não são apenas aquelas destinadas para a o ajuste fiscal, como também para trazer maior aporte financeiro às prefeituras como a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e mais as Medidas Provisórias, que garantem recursos para restos a pagar de obras que estão paralisadas.
"Neste ano, não esperamos mais contar com verba extra para equilibrar os caixas. Isso significa atrasar pagamentos", afirmou o presidente da Aprece. Ele informou que a pauta do Congresso dificilmente abrirá espaço para os pleitos dos prefeitos.
Mais informações:Aprece
Telefone: 4006-4016
Fetamce
Telefone: 3226-1788
Fortaleza

INVESTIGAÇÕES DA CPI Fraudes do DPVAT envolvem servidores, médicos e políticos


São citados no esquema bilionário desde servidores até pessoas influentes na política e na economia do Ceará
   

Há indícios de que funcionários do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estariam envolvidos no esquema ( FOTO: JOSÉ LEOMAR )
Advogados, médicos, escrivães e até funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estariam envolvidos no esquema de fraudes do Seguro DPVAT no Ceará. Isso é o que indicam investigações feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do DPVAT da Assembleia Legislativa. O rombo nos cofres públicos de todo o País, estimado em R$ 1 bilhão, pode ter contado com a participação de funcionários públicos e agentes políticos no Estado.
O relator da CPI, o deputado Fernando Hugo (SD), afirmou que já tem em mãos um conjunto de nomes de profissionais que supostamente estão envolvidos nos crimes. Ele dará entrada em requerimentos para convocar as pessoas citadas nas investigações. "Só agora, com esses requerimentos, é que teremos dentro da CPI substratos para que essas instituições forneçam detalhes de envolvimentos, inclusive de pessoas ligadas à vida pública do Estado do Ceará", disse.
Hugo quer informações sobre ações do DPVAT de órgãos como Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Fisioterapia e até da Seguradora Líder, já ouvida em um primeiro momento. Ao menos quatro reuniões já foram feitas pelo colegiado. No fim da tarde de hoje, outro encontro será realizado para ouvir o titular da Delegacia e Acidentes de Veículos e Delitos de Transito (DADT), o delegado César Wagner.
Na primeira reunião do grupo, o delegado titular da Delegacia de Itapipoca, Marcos Aurélio, entregou a membros do colegiado documento com mais de 19 mil páginas que constata fraudes em atestados falsos de profissionais da saúde e da Polícia, em que pessoas infiltradas facilitavam esquema fraudulento. Funcionários do Hospital Camiliano de Itapipoca serviam como captadores de pessoas para figurar as fraudes, explicou o presidente da comissão, José Sarto (PROS).
SeguradoraSegundo ele, todo o procedimento para aquisição do seguro gira em torno da Seguradora Líder, que desde 2007 atua na concessão dos seguros, que envolvem outras 77 seguradoras em todo o Brasil na análise de milhares de processos. Segundo consta no inquérito feito por César Wagner, uma mulher teria informado que um familiar morreu em decorrência de um acidente automobilístico e depois foi comprovado que a morte teria sido ocasionada, na verdade, por uma queda de rede.
Além de Wagner, deverão ser convocados o delegado Rommel Kerth, titular da Delegacia Especializada, e o delegado Jaime de Paula Pessoa, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações. A CPI do DPVAT, instalada em setembro, ouviu o titular de Itapipoca, Marcos Aurélio França, e o diretor jurídico da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT, Marcelo Davoli.
Os deputados estão acompanhando casos de fraudes ocorridos em outros estados, como o de Montes Claros, em Minas Gerais, onde há indícios de que pessoas da seguradora Líder facilitaram a realização dos procedimentos. "Pedimos cópia do relatório dado na sequência pela Polícia Federal e, provavelmente, na semana que vem ouviremos as pessoas relacionadas nesse inquérito, em Minas Gerais", disse o presidente do grupo.
Ele informou, porém, que está tentando conseguir os números relacionados ao Ceará. A estimativa é que o valor da fraude chegue a R$ 1 bilhão em todo o Brasil. Cerca de 40% do arrecadado pelo Seguro DPVAT é repassado ao Fundo Nacional de Saúde e 5% para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para estabelecer políticas de educação no trânsito.
FuncionáriosO presidente José Sarto destacou que o trabalho da comissão será realizando também no próximo ano. Há indícios de que funcionários do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência estariam envolvidos no esquema. "É um mundo de coisa que a gente está tentando desenhar. Mas são muitas informações". Membros do grupo afirmaram que o trabalho tem sido difícil, pois os crimes envolvem fortunas desviadas e pessoas com influência.
Outra CPI com o mesmo tema já foi realizada na Assembleia. À época alguns membros foram ameaçados de morte. Assim, o presidente do colegiado prega cautela. Vice-presidente do grupo, o deputado Roberto Mesquita (PV) afirmou que o trabalho da CPI está sendo iniciado agora e já se averiguou que há um "universo de muito dinheiro e muito escuro. É um número que ultrapassa os R$ 8 bilhões".
Segundo ele, há casos de empresas que estão sendo recrutadas pelos advogados da própria Seguradora Líder, como ocorreu em Montes Claros, em Minas Gerais. "Há possibilidade de comprometimento da Líder até de pequenos agentes públicos que fazem Boletim de Ocorrência falsificado e advogados que se aproveitam de algumas situações".

Nove em cada dez brasileiros querem mais mulheres na política

Pesquisa mostra que população quer mais candidatas na próxima eleição Joana Côrtes – Repórter da Rádio Nacional 20/03/2025 - 20:59 São Paul...