segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Anel viário: 32Km de descaso







Obra prevista para ser entregue em 2012, o que se vê cinco anos depois são serviços inacabados, abandono e grandes prejuízos para o Ceará
00:00 · 14.01.2017 / atualizado às 08:38 por Yohanna Pinheiro e Raone saraiva - Repórteres

Há quase sete anos, era assinado pelo governo federal o contrato para a realização das obras de duplicação dos 32 Km da Rodovia Quarto Anel Viário, que corta seis municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A ideia era aprimorar o escoamento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) e melhorar o tráfego na região.

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Para isso, foi planejada a construção de uma pista de concreto na margem esquerda da estrada original, a primeira do tipo no Estado, mais resistente e com maior durabilidade. Além de triplicar a medida horizontal da pista dos atuais 11 metros para 33 metros, sendo 16,5 metros de cada lado, o projeto também prevê três pontes e sete viadutos.

Com a conclusão da obra, se espera uma maior fluidez do tráfego nos entroncamentos com seis rodovias estaduais e federais (CE-040, BR-116, CE-060, CE-065, BR-020 e BR-222) que são interligadas pelo Anel Viário, por onde circulam cerca de 90 mil veículos por dia.

À época, a obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, anos depois, sub-rogada à responsabilidade do Estado. Hoje, faz parte do Plano de Logística de Transporte do Porto do Pecém.



Realidade

Inicialmente prevista para 2012, o que se vê cinco anos depois é o retrato de um serviço inacabado, em que a expectativa está muito distante da realidade. Com espaços alternados de duplicação em toda a extensão da rodovia, os principais gargalos da obra se mantêm. Os engarrafamentos nas rotatórias com a CE-060, que dá acesso a Maracanaú e à Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), e com a CE-065, que vai para Maranguape, são longos e rotineiros.

Um acidente ou mesmo uma simples falha de carro são suficientes para duplicar os engarrafamentos. Os retornos são improvisados, em terra batida e com um alto desnível em relação ao asfalto, aumentando o risco a motoristas e pedestres.

Diante disso, a parceria com a iniciativa privada é vista como uma saída para solucionar o problema logístico na região, que, infelizmente, reflete uma realidade observada em todo o País.

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